domingo, 3 de julho de 2011

Ambiente bom e produtivo: o RH pode fazer isso com excelência!
Neste artigo, a jornalista e consultora de empresas Silvia Osso lista algumas dicas práticas e simples que podem ajudar o RH a tornar uma empresa um bom lugar para se trabalhar.

* Por Silvia Osso
http://www.lg.com.br/rhmais/artigos/artigos.aspx?titulo=ambiente-bom-e-produtivo-o-rh-pode-fazer-isso-com-excelencia&id=218

A preocupação em ouvir e motivar a equipe não é de hoje. Muitas empresas, no intuito de agregar colaboradores e de criar um clima de “amorização”, promovem gincanas periódicas visando aumentar a produtividade, ou voluntários que auxiliem na coesão de colaboradores, ou ainda mutirões de limpeza e arrumação na empresa. A medida envolve apenas a área técnica ou a de desenvolvimento de sistemas ou engloba todos os departamentos, inclusive os administrativos e as filiais. Os vencedores ganham um prêmio em espécie ou em dinheiro pelo bom desempenho e pela produtividade. A iniciativa independe do porte da empresa e sim do engajamento do RH. Aqueles cuja atitude dos líderes é voltada para a promoção do bom ambiente corporativo fazem a diferença.

Não há uma cartilha a ser seguida para implantar uma política de recursos humanos, mas, na prática, a busca por um ambiente empresarial agradável e motivador é um caminho sem volta, exigido pelos próprios funcionários e pelo mercado. As pessoas tendem a ficar mais tempo trabalhando nas melhores empresas, o que é uma grande vantagem competitiva no mundo de hoje, em que uma das maiores dificuldades é reter talentos. E dinheiro não é desculpa. Há uma infinidade de medidas para melhorar o ambiente de uma empresa que não exigem grandes investimentos financeiros.

Listei abaixo algumas práticas simples que ajudam as empresas a se tornarem um bom lugar para trabalhar. Confira!

Se você deseja que a equipe se sinta respeitada:

* Promova gincanas, pessoalmente ou pela intranet, que estimulem o conhecimento sobre campanhas e ações internas;
* Ofereça horário flexível de trabalho para quem estuda;
* Implante reuniões periódicas entre os líderes e o presidente da empresa para discutir temas relacionados à gestão de pessoas;
* Crie um programa que mensalmente reconheça os funcionários com melhor desempenho;
* Permita que os universitários façam palestras aos colaboradores sobre temas que estão estudando.

Se você quer intensificar sua credibilidade:

* Crie um blog na intranet onde os funcionários possam debater sobre os mais diversos assuntos;
* Promova periodicamente eventos que reúna todos os colaboradores, fixos e terceirizados, no qual executivos apresentam resultados e metas, assim como novos produtos e serviços;
* Apresente também aos fornecedores o código de conduta e ética da empresa;
* Permita que, periodicamente, um grupo de funcionários discuta com o presidente se a conduta da companhia está coerente com os valores que ela prega.

Se você quer garantir imparcialidade de tratamento aos funcionários:

* Estabeleça um programa de avaliação de desempenho em que o funcionário define suas metas e objetivos com seu superior imediato;
* Apresente o resultado da pesquisa salarial de mercado e o reajuste interno em reuniões formais de presença voluntária;
* Promova reuniões mensais de realimentação entre gerentes e funcionários;
* Divulgue aos colaboradores pelo menos metade das vagas existentes, o que dá a eles a possibilidade de crescimento;
* Crie um canal de comunicação para que os funcionários possam tirar dúvidas, fazer críticas e também denúncias, sem obrigatoriamente ter de se identificar.

Se você busca que os colaboradores se orgulhem do próprio trabalho:

* Promova visitas de familiares dos funcionários à empresa;
* Implante um rodízio que permita que os colaboradores conheçam os outros departamentos e o que os colegas fazem;
* Realize pesquisa de satisfação dos clientes e compartilhe o seu resultado com todos os funcionários;
* Desenvolva o material publicitário da empresa em parceria com os colaboradores;
* Compartilhe com a equipe toda premiação recebida pela companhia.

Se você quer estimular um clima de camaradagem na empresa:

* Peça que os gerentes e a equipe recebam os novos funcionários com um café da manhã, para facilitar a integração;
* Crie um programa para que o novo colaborador tenha como padrinho um funcionário mais experiente, que ficará responsável por orientá-lo nos primeiros meses de trabalho, assim como ajudá-lo a se inserir socialmente na empresa;
* Permita que o funcionário que mudará de área fique de duas a três semanas acompanhando o dia a dia do seu futuro departamento;
* Convide ex-colaboradores para a confraternização anual;
* Promova reuniões bimestrais dos estagiários, visando estreitar seu relacionamento com os pares que trabalham em outras áreas.

Como você pode perceber, não é necessário muito investimento para tornar colaboradores mais felizes em suas empresas. É tudo uma questão de atitude! O que você pensa a respeito?

Silvia OSSO é jornalista, palestrante e consultora de empresas. Autora do livro "Atender bem dá lucro". Conheça ainda mais sobre a autora em www.gestaodecarreira.com.br/falarh ou www.hoconsultoria.com.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Conheça algumas práticas adotadas pelas 100 melhores empresas para trabalhar
De acordo a pesquisa, 47% das empresas incentivam práticas esportivas fora do ambiente de trabalho


As empresas estão cada vez mais preocupadas com a qualidade de vida de seus profissionais. Um levantamento realizado pelo Great Place to Work com As 100 melhores Empresas para Trabalhar no Brasil revela que elas adotam práticas que beneficiam tanto a saúde física com a mental dos seus colaboradores.


Segundo o levantamento, 47% das empresas incentivam práticas esportivas fora do ambiente de trabalho e 21% realizam algum tipo de atividade física em suas próprias instalações.



Além disso, 48% possuem horários flexíveis para todos os funcionários e 75% concedem apoio psicológico total ou parcial para toda a empresa.

Avaliação do profissional


Na pesquisa, os profissionais têm de avaliar a sua percepção em relação ao ambiente de trabalho, analisando a seguinte frase: “As pessoas são encorajadas a equilibrar sua vida profissional e pessoal”.



Desde 1997, quando a pesquisa foi iniciada no País, até 2010, a média de pessoas que afirmavam que "sim" subiu de 74% para 80%, nas empresas consideradas as melhores para trabalhar. Nas demais empresas, a média foi de 58%. A diferença de mais de 20 pontos percentuais entre as Melhores Empresas para Trabalhar e as demais demonstra que o fator é considerado um diferencial para os funcionários.



Outra afirmativa, que busca saber se o local de trabalho é psicologica e emocionalmente saudável para trabalhar, alcançou média de 82% nas Melhores Empresas para Trabalhar com os maiores índices de confiança e de 60% nas demais avaliadas.


Equilíbrio


Os dados revelam ainda que 26% dos funcionários consideram que o principal motivo que os faz permanecer em suas empresas é o fato de elas proporcionarem equilíbrio entre vida pessoal e profissional. As empresas que possibilitam aos seus profissionais se ausentarem do trabalho, caso necessário, atingem média de 80%.


Há ainda a percepção de ser tratado como pessoa e não somente como funcionário. Neste quesito, as melhores empresas apresentam média de 81%.
Exageros: simpatia e proatividade em excesso podem prejudicar profissionais
"Pessoas que ficam sorrindo o tempo todo e demonstrando disponibilidade exagerada, podem parecer falsas", diz consultora


Já diz o dito popular que um sorriso abre portas, mas, sorrir demais, segundo alertam os especialistas, pode passar uma imagem negativa, de falsidade, e acabar prejudicando a evolução profissional dentro da empresa.



“Pessoas que ficam sorrindo o tempo todo e demonstrando disponibilidade de forma exagerada podem passar uma imagem de falsidade”, diz a consultora de planejamento de carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Karla Mara Alves de Oliveira.



Outra atitude tida como positiva, mas que, se for exagerada, pode acabar impactando de forma negativa os profissionais é o excesso de proatividade, que pode levar as pessoas a enxergarem este profissional como intrometido.



“Ser resiliente e proativo demais, querer saber de tudo, participar de tudo o que acontece na empresa, além de dar uma impressão negativa, pode fazer com que o profissional acabe deixando de lado as obrigações pelas quais ele é de fato responsável, o que torna o comportamento prejudicial para a carreira”, explica a consultora em carreira da De Bernt Entschev Human Capital, Gizelle Marques.


"Pessoas que ficam sorrindo o tempo todo e demonstrando disponibilidade exagerada,

podem parecer falsas", diz consultora

Extremos


Ainda segundo Gizelle, qualquer comportamento extremo é prejudicial para a evolução da carreira. Assim, quem sempre coloca o trabalho em primeiro lugar, como aqueles que nunca abrem exceções na vida particular para resolver questões profissionais, são mal vistos por gestores e líderes.



Neste sentido também, de exageros, ela destaca a excessiva resistência ao novo e a busca interminável por feedbacks.



“Na tentativa de acertar, de conseguir uma melhor colocação na empresa, as pessoas acabam exacerbando comportamento. Há aqueles que buscam o tempo todo por feedback, que querem sempre saber qual é o próximo passo para chegarem a outro patamar, por exemplo. Tais atitudes podem demonstrar ambição exagerada, impaciência para cumprir as etapas da evolução da carreira”.



Outras atitudes


Além das ações positivas, que, quando exageradas, tornam-se negativas, Karla lembra ainda das atitudes que sempre são tidas como negativas e acabam contando pontos a menos para o profissional:



* Comprometer-se e não cumprir;

* Falar mal de antigos chefes e empresas;

* Não saber ouvir a opinião de terceiros;

* Não saber lidar com críticas;

* Querer aparecer mais que os outros membros da equipe;

* Ser inflexivo e agressivo;

* Ser centralizador;

* Não cuidar da aparência pessoal;

* Mostrar-se inseguro, desinteressado e não saber olhar a empresa como um todo.

Além da empresa


As especialistas lembram ainda que é um erro focar-se somente no emprego atual, esquecendo-se da empregabilidade. De acordo com elas, é preciso prestar atenção ao mercado e procurar se atualizar, para não sabotar a própria carreira.



Neste sentido, lembram, é essencial manter o networking, sendo um erro demonstrar-se preconceituoso, não sustentar as amizades e mostrar-se interesseiro, procurando as pessoas apenas quando precisa de algo.

domingo, 19 de junho de 2011

Utilização irregular da internet pode gerar demissão por justa causa, diz advogado
Segundo o especialista, entre os casos mais comuns, estão o uso do computador e da internet para assuntos pessoais

Para evitar o uso abusivo dos profissionais, muitas empresas estabelecem normas que disciplinam o uso das ferramentas virtuais, como e-mail e sites, incluindo as redes sociais. Apesar das regras, é comum encontrar profissionais que burlam as normas.

De acordo com o especialista em Direito Trabalhista do escritório Crivelli Advogados, Jefferson Morais dos Santos Junior, a desobediência destas regras pode resultar na demissão por justa causa. Segundo ele, entre os casos mais comuns, estão a utilização irregular do computador e da internet da empresa para resolver assuntos pessoais e o acesso a páginas na internet que são vetadas.


“O uso abusivo da internet para fins particulares, quando colocado à disposição do empregado como um instrumento ou ferramenta de trabalho, é considerado falta grave e causador da quebra de confiança pelo empregador”, explica.

Ele acrescenta ainda que o empregador pode monitorar o acesso a sites do trabalhador, quando ele exerce atividade profissional, mas é vetado o monitoramento ao conteúdo do e-mail pessoal do funcionário.


Justa causa

O advogado acrescenta que a empresa pode demitir o profissional quando desejar, “mas, quando se fala em justa causa, a demissão precisa, necessariamente, de um motivo”. De acordo com o especialista, não há uma progressão de penalidade no caso de justa causa, o que se deve levar em consideração é a gravidade do ato praticado.



“Não é demais frisar que a prova da improbidade em juízo deve ser farta, clara e convincente, a fim de que não se dê margem a dúvidas, pois a acusação de desonesto, feita a um empregado, traz efeitos que extravasam as simples relações empregatícias, para repercutir, eventualmente, na vida familiar e social do acusado. Por vezes, coloca em jogo a própria liberdade do empregado, caso seu comportamento seja examinado no juízo criminal”, explica.

Ele indica ainda que a empresa tenha cuidado na apuração dos fatos e no momento de interpretar. Para o especialista, há grandes perspectivas para que o instituto da justa causa seja utilizado com mais ênfase pelas empresas, as quais “devem observar os seus requisitos para não expandir sua utilização de forma desordenada e distante de critérios legais”, finaliza.
Com maior profissionalização, empresas têm deixado de lado o velho QI
Ter uma pessoa "costas-quentes" sem avaliação de competência é prejudicial para as relações de trabalho

No mercado de trabalho é comum que uma vaga seja preenchida por profissionais indicados. Entretanto, antes de serem aprovadas, estas pessoas participam do processo seletivo, assim como os demais candidatos. É o que afirma o headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Romulo Machado.

“Hoje, 85% das contratações são de indicações, mas as empresas avaliam as competências e o comportamento destes profissionais”, explica. As outras contratações são feitas por meio de busca de profissionais no mercado pelas consultadorias e uma minoria é realizada apenas pela recomendação de alguém.

De acordo com o professor de Gestão de RH (Recursos Humanos) da Veris IBTA, Cristiano Luiz Rosa, a contratação de pessoas baseada apenas na recomendação tem diminuído na última década.

“Isto ainda acontece, mas não com tanta influência. Com a abertura de capitais, as empresas estão cada vez mais profissionais. Hoje as empresas buscam resultados”, diz. Ele acrescenta que a contratação baseada somente na confiança é comum em empresas em que não existe governança corporativa. “Estas empresas estão fadadas ao fracasso”, enfatiza.


Contratação de pessoas baseada apenas na recomendação tem diminuído na última década.

Falta de interação

Ter um profissional “costas-quentes”, por ser o indicado de alguém, prejudica em especial as relações de trabalho, principalmente se esta pessoa ocupa um cargo de liderança. Rosa compara esta situação com casos que acontecem no mundo do futebol.

“No mundo do futebol é comum a queda de técnicos que eram de confiança dos dirigentes do clube e de jogadores que eram de confiança dos técnicos. Só a confiança não basta. É necessário que haja uma integração com a equipe”, diz.

Já Machado afirma que, no caso da pessoa que tem um cargo de chefe, os problemas como falta de motivação da equipe acontecem somente se a pessoa não tiver a competência e o comportamento esperados tanta pela empresa como pelos colaboradores.

“Nesta situação, os profissionais apresentaram um descontentamento e desmotivação. A mensagem que a empresa irá passar é que naquela empresa não se cresce por merecimento, mas pelo famoso QI [Quem Indica]”.

Ele explica ainda que, em situações assim, não se formam bons profissionais. “Nada é melhor do que treinar os próprios profissionais. Os funcionários conhecem a cultura e os processos das empresas”.

Já no caso de profissionais que são indicados, mas não são chefes, o headhunter afirma que não a contratação deste colaborador não impacta negativamente na equipe. “Esta pessoa irá aprender, ele terá as mesmas oportunidades que os outros”, finaliza.

domingo, 22 de maio de 2011

A Carreira Escolhida pela Alma

* Nicolai Cursino

Quando você procura uma carreira, você espera encontrar o quê?

Procura uma atividade onde você possa ser bom e reconhecido como destaque naquilo que faz? Onde as pessoas poderão admirar seus resultados e suas competências e então você pode voltar para casa acreditando em seu valor?

Ou você procura prazer, leveza, diversão? Um dia a dia onde você possa se pegar surpreso por como as horas passam rápido em meio a pessoas agradáveis e envolvido em projetos que muitas vezes mais parecem um hobby do que de uma obrigação? Será que isso existe além dos palcos de teatro e dos campos de futebol? Isso é importante para você?

Ou será que o que mais importa é ter a certeza absoluta de todas as suas contas serão pagas, que não haverá surpresas ou dores de cabeça ameaçadoras, que poderiam afetar a vida de sua família, a mensalidade de sua faculdade ou mesmo aquela escolinha de futebol do seu filho, que é claro, é cobrada a parte.

E o que me diz de aprendizado, curiosidade? Sabe aquelas pessoas que não se importam se estão ganhando pouco ou se estão em um cargo importante, mas sim se podem se dedicar a pesquisar e aprender sobre aquilo que gostam. Desde os hábitos alimentares dos antigos dinossauros até a complexa e fascinante marcha dos pinguins. O que parece loucura para uns, é na verdade a coisa que mais importa para outros.

Também há momentos onde o que se procura é a sobrevivência. A renda extra que permite o investimento no sonho das horas vagas. Fazer a coisa errada, mas estar no lugar certo. Para poder estar próximo do que deseja ser, mesmo que não seja agora. Sacrifício como ponte para algo maior.

Confesso que levou muito tempo para eu tivesse de fato a idéia do que é importante para mim no trabalho. Eu não saberia dizer há anos atrás, qual mistura exata dos componentes acima me mantinha na empresa onde eu estava fazendo o que eu fazia. Eu sabia que gostava, mas não sabia por quê.

Quando aos dezoito anos fui aprovado nos vestibulares de engenharia do ITA, USP e UNICAMP, enfrentei uma enorme pressão quase pública para me tornar um homem das exatas. Afinal, se você é tão bom nisso, é aí que você deveria investir, não é verdade?

Mas você pode ser bom em algo e não ser isso que você quer fazer? Você pode ser bom em algo, mas isso não tocar o seu coração, ou simplesmente essa não ser sua escolha? Será que a sua habilidade deve se tornar uma prisão e não uma porta?

Eu acredito que não.

Além do que você faz bem ou mal, está o seu coração, sua alma e suas escolhas. São os minutos da sua vida que estão em jogo. É você aquele que a cada respiração por anos e anos, vai ser o único a sofrer as consequências e a responsabilidade pela vida que teve, no dia do juízo final.

Deixe que sua alma escolha, e nada mais.

Sua cabeça vai te ajudar a equilibrar reconhecimento, segurança, prazer, aprendizado, convivências, sacrifícios e recompensas na medida exata, aquela que você de fato precisa para viver bem.

Mas lembre-se sempre que isso não vem na frente do propósito para que o qual você entrega sua vida, a única que você tem e que veio com o taxímetro da idade ligado.

Imagine uma demissão para a qual a única justificativa fosse: “Trabalhar aqui não está fazendo você feliz, não está sendo uma coisa leve para você e assim, você deveria procurar algo diferente”.

Difícil de acreditar, não é? Imagine de aceitar então.

E eu me pergunto, não deveria essa ser a justificativa mais normal do mundo? A pergunta mais natural e frequente para nossas decisões?

Para mim é.

E para você, quais perguntas definem suas escolhas de carreira?

Estou curioso para saber o que você tem a dizer.

*Nicolai Cursino é consultor, treinador e palestrante em desenvolvimento humano e liderança, com foco no crescimento sustentável das pessoas e das empresas. Sua atuação abrange América Latina, Estados Unidos e Europa. É sócio-diretor da Iluminatta Brasil Desenvolvimento Humano.

Fale com ele escrevendo para:
nicolai@iluminattabrasil.com.br

www.iluminattabrasil.com.br

Fonte: A Carreira Escolhida pela Alma – Nicolai Cursino - Jornal Carreira e Sucesso
10 coisas que você pode fazer para ganhar mais tempo no seu dia
Hábitos básicos como utilizar a agenda de forma plena e trabalhar num espaço organizado podem fazer toda a diferença

Por José Luiz S. Cunha , www.administradores.com.br

Três em cada 4 trabalhadores ficam no mínimo duas horas por dia ociosos no trabalho, afirma estudo
Ferramenta online facilita planejamento financeiro

Qualquer coisa que você puder fazer para melhorar sua organização fará diferença para a melhoria da sua produtividade, melhor gerenciamento do seu tempo e também para a proteção do seu bolso.


Hábitos básicos como utilizar a agenda de forma plena, usar um sistema de arquivos com classificação adequada, trabalhar num espaço organizado, ter o costume de planejar o trabalho e as tarefas ou ainda utilizar os recursos da tecnologia de forma eficiente podem fazer toda a diferença do mundo, para o seu tempo render mais.


Às vezes escuto as pessoas dizendo "preciso me organizar melhor. Quando tiver um tempo, vou fazer isso". Posso garantir uma coisa: este tempo nunca vai aparecer nem sobrar na sua programação. Ele precisa ser criado por você e isso depende apenas de uma atitude sua.


1. Acorde mais cedo



Coloque o alarme para 15 minutos mais cedo e adiante o seu dia.


2. Planeje o que vai vestir na noite anterior



Deixe a roupa separada e pronta para vestir. Você irá economizar bons minutos do seu dia.


3. Mantenha sua mesa de trabalho organizada



Saber onde estão seus papéis e documentos, e saber onde guardá-los vai economizar bastante tempo ao longo do seu dia. Deixar a mesa limpa e mantendo sobre ela apenas aquilo em que está trabalhando no momento vai ajudar você a manter o foco e terminar as tarefas mais rápido.


4. Mantenha seu computador organizado



Desktop limpo e com poucos ícones, pastas organizadas e arquivos nomeados corretamente ajudam bastante na hora de encontrar o que você precisa, economizando muito tempo ao longo do dia. Organizar as suas pastas de e-mails e manter a caixa de entrada sempre vazia é também fundamental para melhorar a sua produtividade no trabalho.


5. Utilize sua agenda e crie listas de memória



Não tente lembrar as coisas de cabeça. Isso vai aumentar o seu estresse e o risco de você esquecer coisas importantes, que podem gastar inutilmente o seu tempo.


6. Cozinhe o suficiente para 2 refeições



Quando for cozinhar e preparar seus alimentos, procure fazer uma porção maior, depois divida em dois e congele se necessário, economizando assim o tempo na próxima refeição.


Dane Steffes/iStockPhoto




Hábitos básicos como utilizar a agenda de forma plena e trabalhar num

espaço organizado podem fazer toda a diferença


7. Concentre suas chamadas telefônicas


Faça uma lista das ligações que tem que fazer, anotando os números de telefone e assuntos. Depois separe um tempo e faça todas as ligações em sequência. Isso economiza tempo e deixa seu dia mais organizado.


8. Planeje seu dia de trabalho



Ao final de cada dia planeje o dia seguinte. Realoque compromissos e tarefas na sua agenda e tenha claro o que irá fazer. Isso faz com que você vá para casa com a cabeça mais tranquila, economiza tempo e melhora sua produtividade. Lembre-se: uma hora de planejamento pode economizar até 10 horas de trabalho.


9. Aprenda a utilizar os recursos do seu smartphone



Utilizar a agenda (calendário), o bloco de anotações, o GPS e tantos outros aplicativos de produtividade pode fazer uma incrível diferença na hora de administrar suas tarefas e atividades, dando a você mais controle sobre o uso do seu tempo.


10. Faça as compras pela Internet



Depois de aprender a se organizar para isso e criar este hábito, esta tarefa será rápida e vai economizar muitas horas na sua semana.


José Luiz S. Cunha - é CEO do Organize sua Vida
Por que as empresas perdem talentos?
Não é só a falta de qualificação que justifica a escassez de profissionais no Brasil, aponta estudo. Falta de oportunidade dentro das companhias desestimula quem não vê chances de crescer, afirma especialista

Toda empresa tem como grande objetivo o sucesso. Para isso, elas traçam dezenas de estratégias, estabelecem páginas e mais páginas de regras e, evidentemente, cobram resultados. Muitas delas, entretanto, não sabem como fazer isso. E aí acabam impondo métodos inúteis que, no fim das contas, não dão nenhum retorno, e ainda as fazem perder ativos que, nos últimos tempos, andam cada vez mais preciosos: os bons profissionais.

Para Daniel Maldaner, consultor associado da Muttare, consultoria de gestão, "os profissionais são capazes de desempenhar mais do que o esperado. Entretanto, esbarram em normas, políticas, planos e condutas que as empresas impõem a eles. Com 'as mãos atadas', muitos profissionais, que são diferenciados e buscam mais oportunidades dentro das empresas, acabam se desestimulando com o 'fazer o mesmo todos os dia' e as chances de crescer profissionalmente. Assim, acabam migrando para outras empresas".


Pesquisa do Instituto holandês CRF, instituição que seleciona e certifica companhias com práticas adequadas em recursos humanos, revela que na Europa 3% das empresas têm dificuldades de preencher vagas de diretores e presidentes. No Brasil, este número é quase nove vezes maior. Já no nível gerencial, a escassez no país é de 44%, enquanto que nas instituições europeias chega a 17%.


"Em vez de preparar os colaboradores, é notável que as empresas procuram moldar seus funcionários, evitando correr eventuais riscos e possíveis erros. Essa atitude é ruim para as empresas, que acabam perdendo mercado, e também para os profissionais, que, por falta de oportunidades, mudam suas posturas e passam a ver que são desvalorizados dentro das instituições", afirma Maldaner.

"Em vez de preparar os colaboradores, é notável que as empresas procuram moldar
seus funcionários"

É fato que a falta de mão de obra qualificada atinge diversos segmentos da economia, das pequenas às grandes empresas. E, caso não haja uma mudança de cenário em um futuro breve, as coisas podem ficar bem mais complicadas. "Confiar no profissional e dar oportunidade para o mesmo vencer os desafios com maior autonomia pode ser o primeiro passo para ajudar a sanar estes problemas", conclui Maldaner.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Por que as empresas perdem talentos?
Não é só a falta de qualificação que justifica a escassez de profissionais no Brasil, aponta estudo. Falta de oportunidade dentro das companhias desestimula quem não vê chances de crescer, afirma especialista


Brasil: 74% das empresas devem adotar estratégia não financeira para reter talentos
Padrões tradicionais afastam talentos das empresas
Apostando em benefícios, pequenas empresas vão à luta contra as grandes para manter talentos
Atrair e manter talentos já estão entre principais dificuldades das empresas

Toda empresa tem como grande objetivo o sucesso. Para isso, elas traçam dezenas de estratégias, estabelecem páginas e mais páginas de regras e, evidentemente, cobram resultados. Muitas delas, entretanto, não sabem como fazer isso. E aí acabam impondo métodos inúteis que, no fim das contas, não dão nenhum retorno, e ainda as fazem perder ativos que, nos últimos tempos, andam cada vez mais preciosos: os bons profissionais.

Para Daniel Maldaner, consultor associado da Muttare, consultoria de gestão, "os profissionais são capazes de desempenhar mais do que o esperado. Entretanto, esbarram em normas, políticas, planos e condutas que as empresas impõem a eles. Com 'as mãos atadas', muitos profissionais, que são diferenciados e buscam mais oportunidades dentro das empresas, acabam se desestimulando com o 'fazer o mesmo todos os dia' e as chances de crescer profissionalmente. Assim, acabam migrando para outras empresas".


Pesquisa do Instituto holandês CRF, instituição que seleciona e certifica companhias com práticas adequadas em recursos humanos, revela que na Europa 3% das empresas têm dificuldades de preencher vagas de diretores e presidentes. No Brasil, este número é quase nove vezes maior. Já no nível gerencial, a escassez no país é de 44%, enquanto que nas instituições europeias chega a 17%.


"Em vez de preparar os colaboradores, é notável que as empresas procuram moldar seus funcionários, evitando correr eventuais riscos e possíveis erros. Essa atitude é ruim para as empresas, que acabam perdendo mercado, e também para os profissionais, que, por falta de oportunidades, mudam suas posturas e passam a ver que são desvalorizados dentro das instituições", afirma Maldaner.


"Em vez de preparar os colaboradores, é

notável que as empresas procuram moldar

seus funcionários"

É fato que a falta de mão de obra qualificada atinge diversos segmentos da economia, das pequenas às grandes empresas. E, caso não haja uma mudança de cenário em um futuro breve, as coisas podem ficar bem mais complicadas. "Confiar no profissional e dar oportunidade para o mesmo vencer os desafios com maior autonomia pode ser o primeiro passo para ajudar a sanar estes problemas", conclui Maldaner.
Para quem está cansado da rotina de trabalho
15/05/2011 21:02

Por: Daniela Maimone
Você está trabalhando ou apenas empregado? A maioria das pessoas, se pudesse estaria fazendo outra coisa. Veja como permanecer motivado.

As taxas de satisfação no trabalho estão aumentado e uma das razões é que as pessoas lentamente começar a perceber que existe uma maneira melhor de viver. Há muita oportunidade para quem está disposto a assumir o controle de sua vida e comprometer-se a vivê- la com paixão. É tão simples? Acredito que é. É fácil? Claro que não.

Então por que milhões de pessoas acordam infelizes sabendo que têm de ir para um emprego com o qual não se identificam? Há uma série de razões, incluindo:

* Medo do fracasso;
* Medo do sucesso;
* Falta de iniciativa;
* Sem metas claras;
* Apático em relação a vida;
* Disponibilidade para aceitar o que eles têm.

E todas as razões acima são indiscutivelmente ruins. Não existe razão para alguém ser vítima de tais circunstâncias. No entanto, fazemos isso o tempo todo, quando encontramos um trabalho que nos parece aceitável e ficamos presos anos.

A maioria de nós não tem tempo e energia para encontrar algo melhor e com isso passamos a vida encostados em uma alternativa pouco favorável.

Ficar motivado quando você não gosta do que faz é péssimo. Conheço profissionais que durante anos perderam o interesse em seu trabalho e preferiram cavar buracos no chão durante todo o dia. Infelizmente, as obrigações financeiras não lhes davam ao luxo de deixar o seu trabalho.
Então, eles tiveram que encontrar maneiras de se manterem motivados o suficiente para sustentá-los e realizar as tarefas bem o suficiente para proporcionar um trabalho de qualidade.

Não é fácil quando os dias e as horas são passados a pensar em sair. O resultado final é estar em algo sem compromisso.

Se você se identificou com este cenário, aqui estão cinco ideias para mantê-lo motivado (pelo menos motivado o suficiente para não levá-lo a ser despedido!)
1. Conheça seu futuro

Se você tem uma compreensão clara de onde você quer estar em um, três ou mesmo cinco anos, então seu trabalho será muito mais tolerável. Ter algo para olhar à frente pode significar a diferença entre a desesperança e a determinação. Escolha a determinação!
2. Não estrague o ambiente em casa

Quanto mais cedo você esquecer o seu trabalho, melhor. Muito frequentemente, levamos ao nosso lar atitudes ruins para a família. Se você tem filhos, então é especialmente importante deixar para trás a sua farta cabeça. Nossos filhos não precisam aprender que trabalho é igual a infelicidade.
3. Desfrute de suas paixões

Encontre algo que o faça realmente feliz em horários alternativos. Mesmo que seja por uma hora a cada semana, você tem que ir. Eu não estou falando de um passatempo qualquer ou fazer compras no shopping, eu falo de passar o tempo se dedicando a algo do qual você se identifica e lhe dá prazer.

Por que isso é tão importante? Porque ele manterá sua mente ocupada o suficiente para impedi-lo de fazer algo estúpido, como enfrentar seu chefe, tomar decisões impulsivas no trabalho e desistir. Se você estivesse em uma posição favorável para sair, você provavelmente já teria saído.
4. Seja melhor do que o seu trabalho

Se o seu trabalho é ruim ou você se permite pensar que é um péssimo profissional, então acredite: você está afundado. Não seja um subproduto de um trabalho miserável. Saber em sua mente que este trabalho é apenas um meio para um fim e que algum dia você vai fazer algo melhor, certamente lhe renderá no mínimo boas ideias. Também sabemos que você não é o seu trabalho, apenas acabou de trabalhar lá. Não confunda os dois.
5. Mantenha o foco, seja positivo

Para quem não gosta do que faz, saber que tem que ir trabalhar amanhã e desperdiçar mais um dia de sua vida é uma sensação complicada, para não mencionar horrível. Fazer isso por um longo período de tempo pode levar a problemas de relacionamento interpessoal e depressão. Então saia de casa pensando que este será um dia ímpar e que assim como esta singularidade, coisas novas podem surgir.

Fica a pergunta; se nós temos tempo para descobrir o que realmente queremos ou podemos fazer com nossas vidas e podemos planejar para acontecer, por que não começar desde já a tornar tudo o mais simples possível sendo otimistas?

Agora, você optar em ficar estagnado ou sair e buscar novas alterantivas com as quais se identifique.

Se você pensar apenas no negativo, certamente boas oportunidades passarão e estará com isso consumindo maus pensamentos a cada dia. Não gaste tempo e energia reclamando; procure interagir de verdade com o contexto à sua volta.

Descubra uma forma positiva de tornar seu trabalho interessante, seja reciclando-se em conhecer outras pessoas ou participando de cursos que despertem caminhos em sua área. E indo assim até conquistar outro espaço. E o melhor: se deparar com portas e pessoas que o convidem a entrar.

domingo, 27 de março de 2011

Uma organização com excelência
Como será uma organização que atinge a excelência? Quais características ela precisa ter para conseguir o sucesso?

Por Sonia Jordão
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/uma-organizacao-com-excelencia/52698/

Como será uma organização que atinge a excelência? Quais características ela precisa ter para conseguir o sucesso?

Chegar à excelência é difícil, agora, manter isso é ainda muito mais. Para que uma organização atinja a excelência, é necessário, entre outras coisas, o comprometimento de todas as pessoas da empresa. Segue algumas dicas abaixo, para quem quiser chegar lá:

* A direção, todos os gestores e os colaboradores precisam realizar suas atividades bem feitas na primeira vez e sempre. A busca pelo erro zero dever ser contínua. Entretanto, caso cometa um erro, é importante saber o que fazer para solucioná-lo e ainda analisar o porquê aconteceu, para evitar a reincidência.
* A busca da qualidade deve fazer parte de todos os momentos e situações das pessoas que compõem a organização. A qualidade é um processo inesgotável... Quando se atinge uma meta, já aparecem outras melhorias que precisam ser realizadas.
* A empresa deve ter foco no cliente. Procure saber se os seus clientes estão satisfeitos, antecipe suas necessidades e busque superar suas expectativas.
* Ter bons líderes é fundamental. Só assim a empresa conseguirá ir para frente.
* A organização precisa crescer constantemente e com lucratividade. Precisa ter sustentabilidade.
* As mudanças na organização precisam ser planejadas e gerenciadas.
* É preciso que haja participação e espírito de equipe. Para alcançar o sucesso, todos devem fazer a sua parte.
* Em uma organização, todos os setores são importantes, e basta que um setor falhe para comprometer todo o sistema. É importante que um setor apóie e ajude o outro.
* Ninguém conhece melhor o trabalho do que aquele que o executa. Esta é a pessoa mais indicada para dizer o que deve ser melhorado em seu trabalho.
* As pessoas devem se orgulhar de trabalhar na organização, precisam vestir a camisa da empresa. Elas devem se comprometer e trabalhar com o coração.
* Toda decisão precisa ser baseada em fatos. Analise cada situação e, depois, decida como agir. Evite agir por impulso.

Agora, se você for um executivo na empresa onde trabalha, saiba o que vários executivos dizem que é necessário para que uma organização funcione bem: ter um bom ambiente de trabalho é fundamental. A organização perfeita, na visão dos executivos, é aquela que faz com que ele vá, todos os dias, para o trabalho com alegria. O dia-a-dia, segundo eles, deve ser algo extremamente prazeroso e, para isso, a empresa precisa proporcionar um ambiente humano, amigável, familiar e confortável. O resto é consequência.

Foi considerado, ainda, que a organização precisa se preocupar com plano de carreira, desempenho e remuneração, equipe qualificada, comunicação, respeito, qualidade de vida, motivação, intercâmbio de ideias e ter uma estratégia clara e bem definida.

Reflita sobre o que você leu até aqui. Será que a sua empresa está no caminho certo para atingir a excelência?

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”.

Sites: www.soniajordao.com.br, www.tecernegocios.com.br, www.umnovoprofissional.com.br, www.tecerlideranca.com.br, www.editoratecer.com.br.

e-mail: contato@soniajordao.com.br

Blog: http://soniajordao.blogspot.com

Siga-me no twitter: http://twitter.com/soniajordao
Benefícios são armas cada vez mais utilizadas para reter talentos
De acordo com levantamento, dentre os benefícios oferecidos pelas empresas, a assistência médica é o mais comum, presente em 86% das organizações

http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/beneficios-sao-armas-cada-vez-mais-utilizadas-para-reter-talentos/43424/

Talentos para o futuro: a importância de valorizar os estagiários
Para 73% dos profissionais de RH, neste ano será difícil reter talentos
Mais que talentos, empresas agora querem profissionais "top talent", diz consultora

Cada vez mais as empresas se utilizam dos benefícios como armas para reter talentos. Ao menos é o que observa pesquisa realizada pela consultoria de seleção de executivos, De Bernt Entschev Human Capital, que ouviu 400 empresas, de pequeno porte a multinacionais, das regiões sul e sudeste. Segundo a consultoria, um bom salário deixou de ser o principal atrativo para os profissionais mais qualificados.



“Alguns benefícios, como o auxílio educação, retém os candidatos não pelo que representam em dinheiro, mas pelo investimento no desenvolvimento profissional do funcionário. E isso faz diferença”, avalia a headhunter da consultoria, Claudia Pessoa.



Os mais populares


De acordo com o levantamento, dentre os benefícios oferecidos pelas empresas, a assistência médica é o mais comum, presente em 86% das organizações. Em seguida, aparece o auxílio refeição e a assistência odontológica.



Em proporções menores há ainda o auxílio rouparia (para profissionais que precisam trajar-se de maneira mais formal), o auxílio aluguel (para profissionais que precisam se mudar em decorrência da contratação), e a assistência psicológica (para profissionais que trabalham com risco), cabendo lembrar que a oferta de benefícios varia conforme o cargo e a relevância do profissional para a empresa.



Na tabela abaixo, é possível observar o percentual de ocorrência dos benefícios mais oferecidos:



Ocorrência de benefícios





Benefício


Percentual
Assistência médica 86%
Refeição 77%
Assistência odontológica 63%
Seguro de vida 62%
Participação por resultados 47%
Auxílio transporte 47%
Auxílio educação 27%
Alimentação (vale supermercado) 22%
Auxílio farmácia, academia, rouparia, aluguel, empréstimo pessoal, assistência psicológica Menos de 3%



Fonte: De Bernt Entschev Human Capital
O que é valorizado fora do currículo?
Especialistas em Recursos Humanos e gestores de grandes empresas falam sobre quais atividades extracurriculares podem influenciar na escolha de um candidato em processos seletivos.

Por Fábio Bandeira de Mello, Revista Administradores
http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/o-que-e-valorizado-fora-do-curriculo/43569/

Muito se fala do que é preciso ter no currículo para obter um diferencial ao concorrer uma vaga - dominar outro idioma, fazer uma pós-graduação, realizar cursos, experiência em estágio – mas, será que isso é o suficiente para sobrepor um candidato dos demais concorrentes? Tom Peters, considerado um dos mais renomados especialistas corporativos do mundo e avaliado como o "guru dos gurus" pela revista Fortune e "superguru" pela The Economist, relata que o perfil de contratação dos profissionais pelas empresas vem se alterando com o passar do tempo.



Na opinião de Peters, estamos entrando em uma nova era voltada para o relacionamento. "O profissional do futuro não deve ter apenas um MBA e ser um cara limitadamente de resultados. É preciso ter algo peculiar, voltado para o social, por exemplo, mas que agregue novos valores para a empresa". Nesses casos, algumas informações adicionais que não estão no currículo, podem ser determinantes na escolha do candidato na hora da entrevista.



Há quem concorde com esse pensamento e aqueles que discordam. Por isso, consultamos especialistas em Recursos Humanos e diretores de recrutamento de grandes empresas no Brasil. Eles falam sobre o que valorizam nos profissionais na hora de contratar que não necessariamente está exposto no currículo, mas pode ser decisivo na escolha de um candidato.



Telma Rodrigues, Diretora de Gestão de Pessoas do Magazine Luiza

(Gigante rede do varejo no Brasil fundada há mais de 50 anos)


"Nos processos seletivos do Magazine Luiza, sempre procuramos aliar a formação acadêmica e experiência aos aspectos comportamentais e aos valores do candidato, sem privilegiar este ou aquele critério. Um profissional de sucesso, no nosso entender, é aquele que apresenta uma formação acadêmica consistente (Graduação, Pós-Graduação, MBA, etc), mas que também tenha valores sólidos, principalmente aos ligados à ética, que saiba trabalhar em equipe e tenha um profundo respeito pelas pessoas".


Divulgação

Telma Rodrigues






Rodrigo Pacca, Gerente de Recrutamento e Seleção da Ambev

(Empresa de bebidas da América Latina, sendo a 5ª maior do mundo)


"Sem dúvida, uma vivência internacional é sempre desejável. Mas nem toda experiência no exterior chega a ser um diferencial significativo para a carreira. É importante que essa experiência esteja ligada a algo fora do lugar comum e que possa de fato agregar à sua vida profissional. Pode ser um curso em uma área específica ou um projeto social, por exemplo. Participar de atividades de cunho social, aliás, também é muito desejável, seja em programas de voluntariado ou outros tipos, mas que tenha impacto na comunidade e ajude as pessoas".


Marcelo Abrileri, Presidente e Sócio-Fundador da Curriculum

(Empresa voltada para soluções de recolocação profissional online)


"Em muitos casos o diferencial competitivo não está mais na formação ou mesmo nos cursos de graduação, pós e MBA. Hoje as empresas precisam de muito mais do que apenas profissionais formados ou com algum conhecimento. Elas precisam de profissionais capazes de ofertar várias outras competências importantes simultaneamente, sendo que a formação é apenas uma delas. Essas competências estão relacionadas ao conhecimento e facilidade de aprender com os outros; aos valores morais e éticos; ao comportamento no trabalho; e às capacidades diversas como criatividade e comunicação."

Izabel Azevedo, Gerente de Recursos Humanos da Nestlé Brasil

(Uma das maiores empresas mundiais no ramo de alimentos e nutrição)


"Procuramos profissionais que, além dos requisitos básicos para uma determinada posição, tenham competências de liderança e relacionamento para contribuir com o alcance dos resultados e também com um bom clima organizacional. Na Nestlé, tão importante quanto atingir os resultados é a forma como eles são alcançados. Valorizamos o trabalho em equipe, a iniciativa e a integridade dos colaboradores. Também é um diferencial a preocupação com a sustentabilidade e a responsabilidade social".



Marcelo Cuellar - Gerente da Divisão de Recursos Humanos da Michael Page International Brasil

(Player mundial em recrutamento especializado de candidatos em middle e top management)


"As atividades extracurriculares serão consideradas importantes em um processo seletivo se levarem o profissional a desenvolver novas competências e habilidades que serão importantes para o crescimento e sustentação da organização no curto, médio e longo prazo. Um blog também pode ser considerado uma atividade interessante, que poderá ou não estar ligada à atuação corporativa do profissional".

A matéria "O que é valorizado fora do currículo?" foi publicada originalmente na revista Administradores nº 0. Confira acima outros destaques da edição
Felicidade no trabalho é possível e está associada à qualidade de vida
Estar satisfeito com a carreira não é algo irreal, dizem especialistas. Para isso, profissional precisa equilibrar campos da vida

http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/felicidade-no-trabalho-e-possivel-e-esta-associada-a-qualidade-de-vida/43598/

Felicidade é o principal motivador de estudantes ao escolher profissão
Para jovens paulistanos, felicidade está na realização profissional
Felicidade pode virar lei. O que você acha?
Felicidade no trabalho depende da postura do próprio profissional

Colocar a felicidade como meta no campo profissional é bem comum, mas difícil na avaliação de muitos profissionais que têm sempre críticas a fazer do chefe, do ambiente, de alguns colegas e da correria. Ao contrário do que muitos pensam, contudo, ser plenamente satisfeito com a profissão é possível.



“É uma meta alcançável”, afirma o headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Weider Silva. “Essa felicidade está lincada com o indivíduo”, ressalta. Para Silva, o campo profissional não está isolado e recebe interferências de outras áreas da vida, como a familiar, a financeira e a afetiva, por exemplo. “Se um lado está desequilibrado, ele afetará o outro”.



A felicidade no trabalho só se estabelecerá, na avaliação do especialista, quando o conjunto de elementos que forma a nossa vida estiver bem. Mas não precisa estar perfeito. “A questão não é ter nenhum problema, mas saber equilibrar todos os que temos”, considera a consultora de Planejamento de Carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Karla Mara Alves de Oliveira.



Para a especialista, o profissional só alcançará a felicidade no trabalho quando ele souber priorizar a qualidade de vida. “Ele tem de tentar relacionar o bem estar dele com o da empresa”, afirma.


imagem: iStockphoto
felicidade
"A questão não é ter nenhum problema, mas saber equilibrar todos os que temos"





Ser feliz


Se você está insatisfeito com o trabalho que tem ou, apesar de gostar do que faz e da empresa onde atua, não se sente plenamente feliz, talvez o problema não esteja mesmo no trabalho. “Às vezes, o profissional acha que está infeliz no trabalho, mas na verdade ele não está bem em outra esfera da vida”, afirma Silva. “Tudo gera impacto”, reforça.


Pensar no que incomoda hoje no trabalho pode ajudar o profissional a resolver alguns nós que impedem que ele se sinta feliz com o que faz ou onde trabalha. Ao identificar os gargalos, ele limpa seu campo de visão e começa a perceber se os problemas estavam relacionados ao seu campo de atuação.



“No trabalho, teremos problemas, enfrentaremos riscos, erraremos e trabalharemos sobre pressão. Mas isso faz parte”, considera Karla. Com isso, considerar esses fatores como motivos para uma possível infelicidade não conta, pois em qualquer lugar onde o profissional esteja ou em qualquer profissão que atue, ele vai encontrar problemas dessas naturezas.



Para se alcançar a felicidade plena no campo profissional, o ideal é aliar todos esses fatores e encará-los do modo mais natural possível. E cada profissional saberá qual a melhor forma de lidar com essas pequenas pedras diárias. Por isso, a felicidade é algo tão particular. “A felicidade está atrelada ao que o profissional quer”, considera Silva.



Os fatores da felicidade


Atingir a felicidade profissional é particular. Mas existem fatores que dão um empurrãozinho para a felicidade aparecer para qualquer um. Fazer o que gosta é o primeiro passo para conseguir alcançar a satisfação na carreira. “Se ele faz o que gosta e não apenas o que tem de fazer, se a remuneração é adequada e se o grupo de convivência é positivo, ele pode ser feliz no trabalho”, afirma Silva.


Além desses, Karla cita como fatores que contribuem para a felicidade na carreira o fato de o profissional ter desafios constantes, se sentir útil, respeitado e reconhecido por colegas e líderes. Contudo, para a especialista, ter relacionamentos respeitosos no ambiente de trabalho, ter perspectivas e segurança são os itens que mais contribuem para a satisfação profissional.



Esses fatores, porém, não são estanques, uma vez que a carreira do profissional, assim como o mercado de trabalho, está em constante mudança. “A felicidade é uma busca contínua”, avalia Karla. “O profissional precisa entender que a felicidade não existe no trabalho em si, mas nele mesmo, no equilíbrio de todos os campos de sua vida”, completa Silva.
Talentos humanos em vez de recursos humanos
No Brasil, a maioria absoluta das empresas sequer tem um departamento especializado em cuidar das pessoas

http://www.administradores.com.br/informe-se/administracao-e-negocios/talentos-humanos-em-vez-de-recursos-humanos/43631/

Existe um discurso corrente nas organizações de que gente é o principal ativo de uma empresa. Mas, na verdade, no Brasil, a maioria absoluta sequer tem um departamento especializado em cuidar das pessoas. Nas pequenas empresas, 100% desse assunto fica a cargo do contador, aquele que cuida dos dados contábeis. Nas médias, em mais de 70% dos casos, costuma ficar a cargo do diretor administrativo-financeiro, aquele que cuida dos números e do dinheiro e, somente em grandes empresas vamos encontrar com maior frequência uma área estruturada de RH vinculada diretamente ao CEO. Dessas, poucas têm prestígio e poder à altura do significado do patrimônio humano que cuidam. Poucas conseguem participar da estratégia dos negócios ou sequer são ouvidas previamente em ações relevantes como, por exemplo, em planejamento, em avaliações ou trocas de lideranças e em fusão ou aquisição de novos negócios.



Com raras exceções, mesmo naquelas que já entenderam a necessidade de valorizar e modernizar a área de gestão de gente, o nome da área ainda se chama "recursos humanos". É assim chamada porque é desta forma que as pessoas ainda são vistas pelas organizações de um modo geral: como recursos, como tal são as máquinas, e não como seres pensantes, inteligentes que realmente fazem a diferença. Daí não é difícil concluir porque a chamada área de RH ainda é tão desprestigiada.



Como dizer que as pessoas são o ativo mais importante de uma empresa, se até a área que deveria ser a impulsionadora é ignorada? Se as pessoas são rotuladas de recursos? Isso quando não são tratadas simplesmente como "mão de obra" - classificação adequada para aqueles que têm o cérebro como um simples adorno sob um invólucro situado acima do pescoço. Considerar pessoas como "recursos" é equipará-las a todos os demais ativos de uma empresa, é colocá-las na mesma dimensão de equipamentos, materiais, processos etc. Enfim, como costuma dizer o psiquiatra organizacional Paulo Gaudêncio, é "coisificá-las".



Há várias expressões que podem demonstrar o verdadeiro valor que pessoas representam para uma empresa, entre elas, "capital humano", "valores humanos" ou, simplesmente, "gente". Não se trata de mais um modismo, ultrapassa a questão semântica, trata-se de dar significado, de elevar o pensamento sobre gente e seu valor. O que achamos mais justo é adjetivar cada pessoa como um "talento" e para distinguí-la de outras espécies animais que também têm algum tipo de inteligência, basta qualificá-la como "humano". Talento não é só sinônimo de genialidade, é também dos diversos tipos de inteligência, da capacidade de pensar, raciocinar, fazer conexões, imaginar, criar etc. Estas são competências que só a espécie humana tem em maior ou menor grau de desenvolvimento.



Assim, em vez de recursos humanos, o mais certo é chamar de "talentos humanos", tanto o conjunto de pessoas, quanto a própria área que gerencia a política humana e as relações do trabalho numa organização.



Claro que só mudar o nome não resolve, porque é preciso a prática efetiva, mas já é o começo de uma mudança de mentalidade porque levará as pessoas a procurarem entender o conceito que está por trás. Entender o conceito é o primeiro passo na construção de um significado que depois se transformará em atitudes. Como bem disse o psicólogo Bielo-Russo Lev S. Vygotsky, em "A formação social da mente", o significado medeia o pensamento humano em sua caminhada desde a infância. Como o pensamento norteia a prática, ao serem chamadas de talentos os profissionais de uma organização já começarão a se interessar pelo significado e cobrar um respeito maior por seus valores e mais coerência por parte dos seus gestores entre aquilo que discursam e o que praticam.



Cícero Domingos Penha - é vice presidente corporativo de talentos humanos do Grupo Algar

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

"Isto é pra ontem!": urgência pode impactar rendimento de profissionais
"Líderes e gestores precisam dar o valor real à palavra urgência"; para especialista, tarefas simples são tratadas como urgentes

Por Gladys Ferraz Magalhães, InfoMoney

Os profissionais estão cada vez mais habituados a terem de realizar tarefas que necessitam de máxima urgência. Contudo, segundo alertam especialistas, o costume de líderes e gestores de pedirem tudo “para ontem” pode impactar o rendimento dos colaboradores.


De acordo com a consultora em RH (Recursos Humanos) do Grupo Soma Desenvolvimento Corporativo, Juliana Saldanha, as tarefas urgentes sempre irão existir, entretanto é necessário que elas não sejam banalizadas. “Líderes e gestores precisam dar o valor real à palavra urgência (…) Muitas vezes, solicitações simples são tratadas como urgentes”, diz ela.


Impactos


Ainda segundo Juliana, a questão da urgência nas corporações é algo novo, que surgiu em consequência do desenvolvimento da tecnologia da informação, que traz tudo em tempo real, obrigando as pessoas a fazerem muita coisa em pouco tempo. Aliado a isso, explica ela, está a falta de planejamento e de estratégia de profissionais e organizações.


“Existe uma grande pressão por metas, mas falta estratégia”, ressalta. Desta forma, os profissionais podem apresentar queda no rendimento, por conta, sobretudo, da falta de foco.


A gerente de planejamento de carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Melina Graf, concorda e diz ainda que os profissionais podem perder qualidade nos resultados, além de poderem apresentar problemas de saúde por não conseguirem estabelecer uma rotina. “O profissional passa a não ter prioridades e não consegue estabelecer uma rotina, o que acaba diminuindo a performance”, ressalta Melina.


O que fazer?


Para tentar reverter a situação, a gerente de planejamento de carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos aconselha que os profissionais chamem o líder para uma conversa para estabelecer o que é prioridade e conseguir organizar suas tarefas.



Em contrapartida, diz ela, os líderes devem observar se os profissionais não estão sobrecarregados e reavaliar as atribuições de seus colaboradores.



No mais, segundo o especialista em gerenciamento do tempo e produtividade pessoal e empresarial, Christian Barbosa, para não ficarem sujeitos às urgências, os profissionais podem tomar as seguintes atitudes:

* Mostre planejamento sempre, pois quanto mais perdido estiver, mais sujeito às urgências estará;

* Se a urgência é gerada por falhas de comunicação, comece a redigir e-mails de maneira mais estruturada, com uma seção de próximos passos destacada;

* Quando a urgência é gerada pela ausência ou falhas de processos, envie um e-mail ao gerente pontuando o problema e liste as últimas ocorrências da urgência;

* Faça um relatório mensal com uma coluna para as demandas urgentes e as importantes que lhe forem solicitadas e exponha os dados para o seu superior, apontando sugestões de melhoras para o próximo mês. A medida, diz Barbosa, mostra profissionalismo e preocupação em um trabalho sério para ambos.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Tenha uma Estratégia Antes de Agir

O mercado está cada vez mais concorrido, já que as empresas vêm investindo na qualificação dos profissionais, em pesquisa, desenvolvimento e tecnologia para empregar os recursos em busca de melhores resultados. Além disso, por conta das oscilações econômicas que acabam por influenciar a realização de planos e cumprimento de metas, concluímos que o mundo dos negócios está instável. Por essas razões, torna-se imprescindível encontrar alternativas estratégicas para alcançar soluções satisfatórias e viáveis, que tragam resultados a curto, médio e longo prazo. Mas de que forma trabalhar para conseguir esses objetivos? Será que a busca por informações estratégicas e seu processamento de forma inteligente pode ser uma boa saída?

Uma ferramenta de gestão empresarial bastante utilizada é a Análise SWOT, que consiste no estudo do cenário externo e da realidade interna de uma organização. Esse tipo de medida é de fundamental importância para se iniciar um projeto importante e, principalmente, para criar ações estratégicas em momentos de incerteza, porque nos permite conhecer os fatores favoráveis e desfavoráveis que o mercado apresenta, além de situar a organização dentro do seu real contexto. É preciso tomar decisões com qualidade e colocar em prática as boas idéias, no entanto, tudo deve ser feito com cautela e com a estratégia adequada. Falo isso porque é muito comum encontrarmos casos de empresas com produtos e serviços inovadores, mas que acabam pecando nas estratégias de atuação frente ao mercado em que atuam.

O termo SWOT é uma sigla em inglês, que representa um acrônimo de Forças (Strenghts), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats). A técnica é creditada a Albert Humphrey, que liderou um projeto de pesquisa na Universidade de Stanford nas décadas de 1960 e 1970, usando dados da revista Fortune sobre as 500 maiores corporações.

A Análise SWOT é um sistema simples que tem por objetivo verificar a posição estratégica da empresa no ambiente em questão. A análise se divide em Ambiente Interno, composto pelos itens Forças e Fraquezas; e Externo, relacionado às Oportunidades e Ameaças. A parir dessa divisão é possível estabelecer aquilo que é de responsabilidade da empresa, e o que é uma antecipação do futuro, ou seja, o que se pode traçar a respeito de possibilidades positivas ou negativas do macro ambiente econômico.

Depois de fazer o levantamento de dados é chegada a hora de cruzar as informações, para que, dessa maneira, seja possível encontrar alternativas para a sua operação de negócios. Combinando fatores externos e internos você terá a chance de saber como suas forças podem servir como impulso para aproveitar as oportunidades já existentes no mercado, ou, ainda, saber como deve se reposicionar em relação às fraquezas para não sofrer as conseqüências das ameaças encontradas.
Há mais de três mil anos, Sun Tzu, considerado um dos maiores estrategistas militares de todos os tempos e autor do livro “A Arte da Guerra” já dizia: “Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças”.

Essa ferramenta pode ajudar você na avaliação de empresas, projetos, produtos, serviços e equipes. Para isso, faça as seguintes perguntas para cada item:

Pontos Fortes:

* O que você, sua empresa e equipe fazem bem?
* Que recursos especiais você possui e pode aproveitar?
* Quais os seus diferenciais?
* O que a concorrência,a equipe,os clientes e os fornecedores acham que você faz bem?

Pontos Fracos:

* No que você precisa ficar atento?
* O que precisa melhorar?
* Onde deve se blindar?
* Onde possui menos recursos que os demais?
* Quais são suas fraquezas identificadas pelos outros?

Ameaças:

* Que ameaças (leis, regulamentos, concorrentes) podem lhe prejudicar?
* Qual o ponto forte do seu concorrente que pode ser uma ameaça para você?
* Quais as estratégias e diferenciais dos seus concorrentes?

Oportunidades:

* Quais são as oportunidades externas que você pode identificar?
* O que seu cliente deseja e precisa que pode servir como oportunidade de negócio?
* Como agregar valor ao seu produto e ao seu serviço?
* Que tendências você pode aproveitar ao seu favor?

Após responder essas perguntas, crie planos de ações estratégicos e alcance melhores resultados.

O Paradigma Do Planejamento Estratégico

Autor: Paulo Ancona

Planejar não é adivinhar e sim construir uma ponte segura ente o presente e o futuro.


Se essa é uma das mais simples e práticas definições de planejamento, porque será que tantas empresas têm verdadeira repulsa a esta prática.?



Muitas são as razões alegadas, como conclusões de que “no Brasil é impossível se planejar alguma coisa, pelas constantes mudanças de cenários”, ou que “ o tempo que gastaria planejando prefiro já sair implantando algo novo”.


Esta visão parte, sem dúvida, de premissas bastante erradas, que consideram o planejamento como uma sofisticação desnecessária e um luxo que pouco podem ter. Visão semelhante é muito comum de ser encontrada quando se fala em implantar um sistema de qualidade.



O erro fundamental das empresas que pensam desta forma, é verem o planejamento como algo que deva ser feito como “a mais”, sem saber que na verdade, o ato de planejar deve fazer parte da rotina da empresa, em todos os seus aspectos. É simples: como uma empresa pode saber se está na direção certa se ela não sabe onde quer chegar ? Como alguém pensaria em escalar uma montanha, sem planejar as paradas, a alimentação que deve ser levada, a roupa adequada e tantos outros aspectos para a caminhada?



A vida de uma empresa é uma caminhada contínua e é preciso saber quais são as possíveis dificuldades a serem encontradas pelo caminho, para poder se planejar como passar por elas. Essa história de que “na hora eu vejo e dou um jeito”, realmente não cabe mais no mundo e no mercado de hoje, qualquer que seja a atividade empresarial.



Desde o início uma empresa deve ser planejada: qual o seu negócio de fato, para que tipo de clientes, como espera expandir suas atividades, qual o conceito que quer passar aos clientes e através dele ser reconhecido como uma marca de valor?. Pode parecer incrível, mas é muito comum se encontrarem empresas e empresários que não sabem ao certo qual o seu negócio de fato. Com isso erram todos os passos seguintes.


Um princípio do planejamento estratégico diz que se “ alguém na sua empresa demora mais de um minuto para definir claramente o negócio da empresa, é porque ele deve ser redefinido” .



Se partirmos do conhecimento do negócio, podemos ir definindo todas as etapas posteriores: missão da empresa (de que forma ela quer atender seu mercado), estratégias e táticas ( para encaminhar as definições acima), processos operacionais ( para sairmos do discurso e implantarmos na prática as ações que atenderão às definições acima ) e finalmente estrutura funcional através de pessoas com o perfil e competências adequadas para gerenciarem cada um dos processos.


Este simples exercício de definição ou revisão é capaz de orientar qualquer empresa para que ela não se perca em trabalhos e ações desnecessárias e toneladas de desperdícios de todos os tipos. Ela passa a ser uma empresa focada e orientada para seus objetivos.



Isso é suficiente? Sim para o inicio ou redirecionamento das atividades, mas não para manter a empresa aprumada dentro de um mercado competitivo.



A caminhada exige vigilância constante e existem dois grandes cenários a serem observados.


O cenário externo composto pelos concorrentes, clientes, variações econômicas e políticas, legislação, tendências de consumo e tantos outros fatores.


O cenário interno composto por desempenho e eficácia, indicadores gerenciais, motivação e comprometimento do pessoal, recursos disponíveis e qualquer outro fator que possa influir nos resultados.



Fica muito claro que são muitos os fatores que podem tirar a empresa de seus objetivos e mais claro ainda do porque que o trabalho de planejar não pode ser feito só uma vez por ano: assim como os fatores mudam a cada dia, o planejamento estratégico da empresa deve ser revisto com a mesma freqüência.


Na verdade, planejar estrategicamente é a ação mais importante que um executivo deve fazer. O planejamento e suas revisões é o próprio ato de gerenciar, no dia a dia e por isso que não se trata de algo a mais para ser feito, além da rotina.



Trata-se fundamentalmente de entender uma cultura empresarial onde o planejamento de cada ação futura deve estar alinhado e interligado com todas as decisões fundamentais, ou seja, alinhado com o negócio e suas possíveis variações, com as estratégias que devem acompanhar as mudanças de cenários, com as possibilidades de melhorias em cada processo operacional e finalmente com as pessoas.



Não existe hipótese de se trabalhar com um destes fatores e não atentar para demais. Todos só podem existir se bem alinhados e integrados e esta integração só pode ser garantida através da cultura do planejamento estratégico. Isso cria dinamismo e agilidade para a empresa e não o contrário, como muitos pensam.



Paulo Ancona Lopez é diretor da Vecchi & Ancona Consulting, empresa especializada em gestão, estratégias, redes de negócios e competências e co- autor do livro “A Nova Era do Franchising”


E-mail: paulo@vecchiancona.com.br


Site: www.vecchiancona.com.br

http://www.artigonal.com/ger-de-projetos-artigos/o-paradigma-do-planejamento-estrategico-725129.html

Perfil do Autor

Paulo Ancona Lopez é diretor da Vecchi & Ancona, consultoria

de gestão, estratégias, redes de negócio e competências.

É também co-autor do livro “A Nova Era do Franchising”

E-mail: paulo@vecchiancona.com.br

Site: www.vecchiancona.com.br

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mude o seu jeito de pensar
Cuidado com os seus pensamentos, pois eles irão determinar a sua atitude

Por Roberto Recinella

Cogito, ergo sum é uma conclusão do filósofo e matemático francês René Descartes, que significa penso, logo existo.

Ele quis dizer que o fato de pensar assegura à mente o fato da própria existência psicológica. Em outras palavras, quando ela se dá conta de que está pensando, pode ter certeza de que existe.

Então lembre-se sempre das palavras de Gandhi, "Mantenha seus pensamentos positivos, porque seus pensamentos tornam-se suas atitudes. Mantenha suas atitudes positivas porque suas atitudes tornam-se seus hábitos. Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se seus valores. Mantenha seus valores positivos porque seus valores tornam-se seus destinos".

Tenho observado que a maioria das pessoas se irrita quando algo não ocorre como planejavam ou gostariam. Às vezes isso acontece, mas a vida não precisa ser assim. Nem sempre as coisas correm como aquilo que pretendíamos, mas ficar mal humorado e tratar os outros como se eles fossem os culpados não é o correto!

Por isso se você ainda espera que algo ou alguém o salve de todos os problemas que criou em sua vida, esqueça, ninguém aparecerá para salvá-lo. O trabalho é seu, todo seu. Esse é o grande aprendizado desta era que se inicia.

Cada vez mais vejo as pessoas descarregarem nos outros aquilo que é somente culpa delas.

Isso acontece, pois nossos pensamentos têm papel fundamental na busca da qualidade de vida, diuturnamente, nosso cérebro é bombardeado por pensamentos, positivos e negativos, os quais achamos muitas vezes inofensivos. Até quando dormimos e o corpo está recuperando suas energias, continuamos pensando.

Mas o que fazer com os pensamentos negativos?Muitas pessoas não têm idéia do que fazer com eles, e assim eles permanecem na mente as assombrando. O segredo é substitui-los. Tente sempre substituir imediatamente pensamentos negativos por pensamentos positivos, como o pensamento é criativo, o que quer que acreditemos ser verdade na mente será manifestado ou criado na realidade. Lembre-se tudo começa com um simples pensamento.

Certa vez, Enrico Caruso, o grande tenor, foi assaltado pelo medo do palco. Contou que sua garganta ficou paralisada pelos espasmos causados pelo medo intenso, o qual lhe contraía os músculos da garganta. O suor começou a escorrer copiosamente pelo seu rosto. Estava envergonhado porque em poucos minutos teria de entrar em cena. No entanto, tremia de medo. E pensou: "Vão rir de mim. Não posso cantar". E, então, na presença das outras pessoas que se encontravam nos bastidores, Caruso gritou. "O Pequeno Eu quer estrangular o Grande Eu que há dentro de mim".E acrescentou para o Pequeno Eu: "Afaste-se, pois o Grande Eu quer cantar por meu intermédio", com isso afastou seu medo, estava tudo em sua mente.

Joseph Murphy em seu livro "O Poder do Subconsciente", encontrou uma maneira simples de exemplificar como funciona a mente, consciente e subconsciente. Considere-a como um jardim onde você é o jardineiro que fica plantando sementes (pensamentos) em seu subconsciente o dia inteiro. Na medida em que você semeia em seu subconsciente, terá colheitas em seu corpo, mente consciente e ambiente.

Quais são os seus pensamentos habituais? O que você está semeando em sua mente? Quem planta rosas colhe rosas, quem planta milho colhe milho, quem planta amor colhe amor, quem planta ódio colhe ódio, quem planta fracasso colhe fracasso, enfim seus pensamentos determinam sua atitude.

Aprenda a não se prender ao fatalismo, dizendo que tudo é o destino, que não adianta se esforçar. Isto é uma incompreensão das leis do pensamento. Você criou seu próprio destino pelos seus pensamentos e pelas suas ações.

O subconsciente não julga valores, mas procura a impressão que é deixada de agradável ou desagradável. Por exemplo, é mais provável repetirmos uma ação que o cérebro registrou como agradável do que repetir a que foi registrado como desagradável. É como se ficasse na nossa memória que fazer ou agir daquela forma traria um bom resultado, o que nem sempre é verdade, levando em consideração as circunstâncias.

Não estou fazendo apologia ao fato de que simplesmente o pensamento positivo irá resolver todos os seus problemas e lhe garantirá o sucesso, isso seria uma imensa irresponsabilidade. Senão bastaria deitar-se em uma rede e ter pensamentos positivos o dia inteiro que tudo se resolveria como em um passe de mágica. Isso somente acontece em filmes, na vida real, alem do pensamento temos que agir.Mexa-se. O pensamento é o ponto de partida não o de chegada.

Para você alcançar os seus objetivos é necessário ter consciência que o elemento principal é você mesmo, cultive cobranças interiores, elas são necessárias para se poder aprender mais na vida, mas não se torne refém delas. Aprenda a sentir e a valorizar as suas pequenas e grandes conquistas. Não se torne áspero somente porque as coisas não estão saindo como você deseja.Tudo tem seu tempo. Tempo de plantar, tempo de colher, cada semente tem seu tempo de maturação.

Voltaire, escritor e filósofo iluminista comparou a vida a um jogo de cartas. Os jogadores recebem um numero "x" de cartas. No entanto, uma vez com aquelas cartas em mão, somente eles é que escolhem como irão jogá-las. São eles que decidem que riscos correr e ações praticar.

Como são tantos os pensamentos que fluem em nossa mente, na maioria das vezes não nos damos conta do quanto somos invadidos por atitudes mentais destrutivas. Basta seguirmos um ínfimo pensamento negativo para desencadearmos uma série de dúvidas e frustrações! Nossos pequenos pensamentos negativos são como um vírus, que rapidamente se multiplica e cresce, contaminando assim nossas atitudes.

O pensamento é a causa e a atitude seu efeito direto. Suponha que você se proponha a fazer caminhada todos os dias nas primeiras horas da manhã.

Você, então, pode pensar como é aborrecido acordar cedo, sair da cama com sono e nas possíveis dores que a caminhada lhe proporcionará. Com este tipo de pensamento é muito provável que você nem levante da cama, enfim são auto-sabotadores. Agora, ajudaria muito pensar que durante a caminhada você poderia aproveitar para relaxar e descontrair a mente, que apesar de estar com um pouco de sono você possui muita energia física, que seus músculos vão responder bem aos treinos, que enfim terá uma oportunidade bem mais realista de chegar mais perto do seu objetivo.

Você concorda que esta maneira de pensar é bem mais eficaz do que a primeira?

Este é um exemplo do chamado pensamento positivo. A atitude mental positiva nada mais é do que enxergar o lado bom das coisas. É mudar o seu ponto de vista.

Você deve conhecer a historia do vendedor de calçados que foi enviado para a uma cidade distante e retornou justificando que não vendera nada, pois ninguém usava sapatos, já o segundo vendedor voltou eufórico com a oportunidade de vender sapatos para todo mundo naquela cidade, já que o mercado era totalmente inexplorado.

A atitude mental positiva é a maior arma que possuímos para vencer medos, cansaços, frustrações, descrenças, mentiras, etc. Ela gera atitudes positivas e atitudes positivas é tudo o que precisamos para alcançar nossas metas.

Pense nisso!
Suce$$o

Roberto Recinella
www.rrecinella.com.br
Todo o excesso é ruim, até na hora de "vestir a camisa da empresa"
Profissional muito envolvido pode prejudicar a vida pessoal e perder oportunidades. Contudo, é preciso avaliar as razões desse excesso

Por Camila F. de Mendonça , InfoMoney

Executar bem as funções, atingir as metas e até ultrapassá-las são sinais de envolvimento com a empresa e o trabalho. E isso é positivo. Extrapolar suas funções, ficar horas além do que precisa e esquecer da sua vida pessoal são sinais de que algo está errado. E isso é negativo.

“Vestir a camisa da empresa é uma qualidade e um ponto bem visto pelas empresas. O excesso é que é prejudicial”, ressalta a gerente de Relacionamento do Grupo Foco, Adriana Cavalcante. “Pode-se identificar quando esse limite é rompido, quando de alguma forma outras atividades do profissional são prejudicadas e quando o profissional extrapola suas atribuições”, ressalta o CEO do Grupo Soma Desenvolvimento Corporativo, Antonio Caminhato.



Para os especialistas, quem “veste a camisa”, confia no seu trabalho e no da empresa, gosta do que faz e executa suas funções com competência. O aumento da produtividade é uma das consequências diretas desse envolvimento positivo. O excesso, dizem, está naquele profissional que não enxerga outros horizontes para além da empresa, esquece o mercado e a vida pessoal. A consequência é a falta de resultados sustentáveis.

Consequências

Dedicar-se ao trabalho e esquecer o resto não é uma postura saudável. Para Adriana, dedicar-se demais à empresa tem uma consequência direta e considerada por ela como a mais importante: o cansaço físico. Para as empresas, o principal ponto na avaliação da especialista é o fato de ela não conseguir desenvolver no profissional habilidades que poderiam contribuir mais para a organização.


Caminhato acredita que o envolvimento em excesso pode até prejudicar as metas da empresa.“Quando ele [profissional] está envolvido mais do que o necessário, ele acaba desfalcando a equipe, porque ele extrapola suas funções”, diz. Em vez de executar suas tarefas, ele passa a executar outras que não compete a ele fazer e esquece aquelas das quais ele deveria de fato cuidar.



Outra consequência direta é uma certa cegueira com relação ao que está fora da empresa. Olhar para o mercado é importante e saudável. Mas profissionais que se envolvem demais, além da conta, esquecem de olhar para fora. “Ele pode deixar passar oportunidades e se ele vislumbra uma carreira dentro de determinada empresa”, ressalta Caminhato.


Os motivos
Mas porque existem profissionais que se envolvem além da conta? A resposta não é tão simples, como explica Adriana. “ Depende muito do projeto de carreira desse profissional”, afirma. “ Não existe uma única razão”, considera. De acordo com ela, muitos profissionais conseguem e gostam dessa rotina.

E as razões que o levam a se envolver com o trabalho de maneira excessiva, muitas vezes, estão além da vida profissional. “Tem muita gente que tem problemas pessoais e decide se focar no trabalho. Isso é comum”, diz. “Também depende muito do projeto de carreira desse profissional. Nem tudo é prejudicial”.

Olhando no espelho

E como saber se o seu envolvimento é prejudicial? Um primeiro sinal é a própria avaliação de desempenho. Se o seu trabalho não estiver satisfazendo seus líderes, ainda que você esteja se esforçando além da conta, é hora de parar e pensar. “Todo profissional precisa fazer uma autoanálise periodicamente, principalmente em relação ao futuro”, comenta Caminhato.

Suas funções estão sendo executadas ou você prefere fazer aquilo que está além delas? “É aí que ele deve ver se ele está extrapolando suas funções”, acredita o CEO. Um ponto importante ressaltado pelo especialista é a diferença entre metas e funções. Não há nada de mais em querer ir além das suas metas.

Ao contrário, o mercado estimula esse comportamento a todo o momento. O erro está naqueles profissionais que acreditam que serão bem vistos, se ultrapassarem as suas funções. “O ideal é manter um padrão para cumprir suas funções”, afirma Adriana.
Tente motivar alguém
Alguém pode ter um talento escondido.

Observe as pessoas com quem você convive. Pode existir alguém com enorme capacidade e que precisa de sua ajuda para se libertar.

Ajude alguém, pois você também irá usufruir da vitória alheia. Não pense que querendo tudo para si irá levar você para algum lugar. Todas as pessoas que nós ajudamos de alguma forma tenta nos retribuir o favor.

Existem pessoas que se perdem em seus problemas pessoais e não conseguem mais sair do buraco. As vezes basta você ouvir o que essa pessoa precisa lhe dizer, ouça os problemas dos outros e com atenção. Motivar é uma questão de descobrir onde está o "erro", descobrindo esse suposto erro, você poderá libertar alguém.

Quando alguém procurar você para falar de problemas, ouça com atenção e tente de alguma forma ajudar a outra pessoa. Muitas vezes basta fazer um elogio, dá uma dica de coração ou mesmo que seja duro, as vezes é preciso mostrar a realidade. Muitos só precisam de um toque de realidade. Além de ouvir os problemas alheios e dar dicas, incentive a pessoa a seguir aos seus objetivos.

Muitos precisam voltar a ter esperança na vida, no trabalho, nos estudos e tudo que faça parte de um sonho. Quando motivamos alguém e sentimos o bom resultado, ficamos super felizes.

Posso falar sobre minha experiência em motivar meus colegas para obterem maiores resultados na Universidade. Recordo do primeiro período da Universidade, que ao conhecer os colegas, eu percebi que alí um deles com rosto triste e desanimado escondia uma grande inteligência, mas no momento essa pessoa estava dentro de suas emoções. Tentei então fazer amizade e logo conquistei a confiança, essa pessoa me falou de seus problemas e logo cheguei a conclusão do que estava acontecendo e de forma estratégica, aos poucos fui motivando a pessoa e mostrando um pouco da realidade. Essa pessoa hoje está muito motivada e mostrou para os demais a inteligência que escondia. Esta pessoa me agradece de coração. E eu me sinto feliz por motivar mais uma pessoa a lacançar seus sonhos e mostrar seu potencial.

Não seja egoísta, motive! Trabalhe motivar alguém e veja que resultados maravilhosos poderemos obter.


Dica: Mude a percepção que a pessoa tem de si própria. Sempre funciona.
A importância da qualidade das relações humanas nas organizações
Se antes era necessário motivar os profissionais, hoje é preciso ir além e buscar o comprometimento e engajamento dos mesmos


O processo de mudança que se vive hoje é ímpar em toda a história das empresas, e até mesmo da civilização, já que para sobreviverem e serem viáveis nas próximas décadas, as organizações precisam ter estratégias adequadas e flexibilidade de estrutura, principalmente quando falamos em gestão de pessoas.


Se antes era necessário motivar os profissionais, hoje é preciso ir além e buscar o comprometimento e engajamento dos mesmos. Isso faz com que as organizações despertem para a relevância da obtenção de ambientes positivos, onde os funcionários e os grupos possam encontrar condições favoráveis para trabalharem mais eficazmente e principalmente felizes.



Para chegar a esse resultado, é necessário entender qual o significado de trabalho para os que compõem as organizações. Isso ajudará a compreender também como as empresas atuais evoluem nas suas práticas de gestão de pessoas e como poderão enfrentar o contínuo desafio de manterem seus profissionais felizes.



Neste contexto, cabe às organizações modernas investirem no que muitas chamam de programas de qualidade de vida, que em sua maioria visam contribuir com um ambiente de trabalho saudável e com profissionais mais satisfeitos. Mas será que apenas isso basta?


Não basta. Hoje se faz necessário um olhar diferenciado para o público interno e a constante humanização das relações, aproximando as pessoas e ajudando a estabelecer relacionamentos baseados na integridade e confiança. É isso que chamo de relacionamentos sustentáveis.


Os programas de qualidade de vida desempenham um papel fundamental neste desafio, mas só têm aderência e aproveitamento se as relações de trabalho forem verdadeiras. Relações estas entre colegas, equipes e até mesmo entre empresa e colaborador. E mais, quando esta verdade existe, transcende as portas de qualquer empresa e os reflexos se tornam naturais: engajamento, atração e retenção de talentos.

É preciso deixar o lugar comum, a "zona de preguiça", e investir no que é mais importante: as relações humanas. Para isso, deixo algumas dicas:



Conversar deixou de ser "falta do que fazer" e hoje passa a ser estratégico em muitas organizações, que inserem espaços de convivência em seus programas de qualidade de vida. As mídias sociais aproximam ao mesmo tempo em que distanciam. Por isso atenção ao seu público e busque (quando possível) o olho no olho. Cuide da saúde do seu colaborador como um todo, e não se esqueça do emocional, pois de nada adianta estar saudável fisicamente, adoecido emocionalmente e empobrecido nas suas relações.


Penso que o grande desafio das organizações modernas é buscar o humano adormecido que está em cada um de seus profissionais. Quando conseguirem superar esse obstáculo elas conseguirão tanto se tornar sustentáveis e quanto deixar seus profissionais mais felizes!

Karina Pimentel - diretora de recursos humanos da LG Sistemas (lg.com.br), empresa brasileira desenvolvedora de software para gestão de recursos humanos.
Talento: o que é e como se tornar um?
Hoje, as empresas esperam que os profissionais assumam riscos, sejam arrojados, criativos e busquem sempre estar atualizados

Por Gladys Ferraz Magalhães, InfoMoney

Não raro é comum as pessoas utilizarem a palavra talento para se referir a profissionais disputados pelo mercado de trabalho. Em jornais, revistas e na internet, são várias as matérias falando da falta de talento ou da retenção de talentos nas empresas, porém, quem elas consideram talento?


Na opinião da gerente de planejamento de carreiras da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Melina Graf, engana-se quem relaciona talento somente a jovens recém-saídos de universidades de ponta. Para ela, um profissional de talento reúne outras características. "Talento é uma habilidade. A pessoa que vai além do comprometimento e possui desempenho acima do normal", diz.

Competências

Ainda segundo Melina, a concepção de talento das empresas varia conforme as diferentes gerações ocupam postos no mercado de trabalho. No passado, explica, era considerado um talento o profissional que atendia bem às competências mais básicas.

Hoje, as empresas esperam que os profissionais assumam riscos, sejam arrojados, criativos e busquem sempre estar atualizados. "Antes, bastava a graduação para ser considerado um talento, e, em algumas áreas, nem isso. Hoje, a pessoa precisa sempre buscar atualização".

Como se tornar um?

Para quem tem dúvidas se pode ou não ser considerado um talento, Melina aconselha que a pessoa procure conhecer a si própria e invista em sua formação, fazendo, por exemplo, cursos de idiomas, extensão, pós-graduação, entre outros.

Além disso, é importante se tornar visível para o mercado, e, em alguns casos, vale procurar ajuda especializada, como a de um coach. "O profissional deve participar de feiras, palestras, utilizar de maneira apropriada as redes sociais (...) Contudo, é essencial tomar cuidado para não se tornar arrogante e pensar que é insubstituível, pois ninguém é".

domingo, 16 de janeiro de 2011

Gerenciando você sua pessoa e você seu trabalho
09/01/2011 20:34

Por: Daniela Maimone
Existe flexibilidade em sua rotina para que você possa realizar alguma atividade pessoal? Tempo é uma questão de ponto de vista. Olhe para onde quer chegar e tenha persistência.

Há anos Mário Quintana nos fez alguns questionamentos pessoais: “A que mundo pertenço, quem urde eternamente a trama de tão velhos sonhos?”

Criar expectativas. Inúmeros processos e passos envolvem a dinâmica diária em que somos expostos em busca do perfeito. Enfim, do mínimo que precisamos deixar em ordem para que fatos e obrigações aconteçam ao nosso redor.

Poucas coisas são mais intrigantes do que a falta da capacidade humana em ser mais e melhor. Buscamos a intensidade, resultados constantes dos investimentos que fazemos.

Existe flexibilidade em sua rotina para você realizar alguma atividade pessoal?

Temos o dever de separar um tempo para “você” e outro para o “S/A”. Eu explico: você sabe o que precisa fazer para cumprir seus prazos, seus objetivos profissionais e sua rotina de afazeres, sejam eles quais forem ou para quem forem.

Tempo é uma questão de ponto de vista – comece a refletir sobre como isso afeta sua vida.
O você envolve capacidade sem futilidade que domina nossa visão estreita de desejos e vontades. Eis aqui uma dinâmica interessante em favor da pró-vida: determinação.

O S/A faz parte do seu universo profissional-lateral.

Seu trabalho não é sua vida, é um meio de relacionar-se com pessoas e ideias que lhe permitem ganhar dinheiro, experiência e reconhecimento.

Muitas pessoas misturam trabalho com a vida pessoal e não conseguem com isso ser felizes onde quer que estejam atuando. Sua postura é importante, por isso sempre repito: queime idéias e não a cabeça.

Não seja uma sombra, apenas o melhor que puder ser; e quando quiser realmente ser.

Se tudo depende exclusivamente de você, como transformar sua vida em um peso e a mesma medida? A dose extra está certamente na resposta que precisamos forjar quando passamos por cima de nossos limites para algo ou alguém.

Passamos a maioria do tempo dando desculpas e criando situações desconfortáveis e sem controle.

Por isso quando bater a vontade de sair correndo, vá e deixe por alguns segundos este vital momento tomar conta do seu corpo e mente. Somos capazes o suficientes para fazer a volta e começar tudo de novo. É nesse exato momento que você começa a questionar o que tem feito, como tem feito e para quem.

O fundamental é saber aliar persistência e visualização; um peso e duas medidas tão coerentes que ainda não aprendemos a colocar em prática.
As 11 dicas para alcançar as metas profissionais em 2011
Para garantir realizações mais efetivas, é necessário algumas condições especiais
É comum em todo o começo de ano as pessoas enumerarem uma série de metas para seguirem nos próximos 12 meses da vida.


De acordo com a diretora da CrerSerMais– Desenvolvimento Humano, Roselake Leiros, para garantir realizações mais efetivas, é necessário algumas condições especiais.


As 11 dicas


Na avaliação de Roselake, tudo gira em torno de planos, responsabilidade, positivismo, avaliação e sonhos. Para isso, a especialista desenvolveu 11 dicas para atingir as metas em 2011. Confira abaixo:


1. Responsabilidade - Não adianta responsabilizar o mundo pela não realização do objetivo, frustração ou insucesso. De acordo com a consultora, quando a responsabilidade é assumida, você toma o seu poder de transformar e planejar uma melhor estratégia com mais confiança.


2. Formule seu objetivo no positivo - Diga o que quer e não o que não quer. Roselake diz que as pessoas só sabem ou só falam do que não querem.


3. O objetivo precisa ser sustentado por você - A dica da consultora é traçar objetivos sobre os quais é possível agir: o objetivo não é "quero que meu chefe me dê aumento", mas sim "farei o que for necessário para obter uma promoção".


4. Pense positivo sempre - Os medos podem ser os maiores entraves para o sucesso na vida. "Deixe-os no seu tempo, mas reconheça-os, admita-os, avalie-os e faça aprendizados positivos dessas experiências para viver o agora plenamente", avalia Roselake.


5. Sonhe - O sonho é a base de tudo. Para a consultora, as pessoas nunca devem deixar de sonhar. Após esse processo, deve-se trazer os sonhos para a realidade e verificar o que pode-se fazer para alcançá-los.


6. Contemple todas as áreas da sua vida - Quando focamos excessivamente uma área, tiramos energia de outra, causando desarmonia ao todo, portanto tenha equilíbrio. Estabeleça objetivos para a área familiar, afetiva, profissional, financeira, social e o que mais achar conveniente. Assim seu crescimento será integral.


7. Avalie o contexto geral - Avalie antecipadamente o impacto do que você quer e só depois decida o que fazer. Segundo a consultora, caso haja conflito interno, que você identificará através de um desconforto, avalie e busque uma negociação consigo mesmo, e se ainda assim o desconforto persistir, reformule seu objetivo para evitar a auto-sabotagem.


8. Faça uma lista - Escreva e faça um painel representativo com frases e figuras com todos os seus sonhos e objetivos. Assim a mente capta os estímulos da melhor forma. Fale bastante sobre os sonhos, pois os mesmos precisam ser alimentados para se concretizarem. Essas atitudes abre caminhos neurais que auxiliam na conquista dos objetivos, tornando-os mais palpáveis.


9. Use todos os sentidos para realizar - Para conquistar os seus objetivos, seus sentidos precisam experimentar a situação desejada para ter a referência de aonde você quer chegar, explica.


10. Ouça sua voz interior - Quando você tem convicção do que quer e sabe que isto realmente é bom, os comentários divergentes não abalarão a sua caminhada na direção de seu objetivo.


11. Comemore a realização - A alegria e a gratidão são emoções que validam profundamente o esforço da trajetória e nos motivam para novas e grandes realizações. Celebre e lembre-se: você tem o poder sobre tudo na sua vida. Seja livre, seja você e crie sua própria realidade.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Como sua empresa pode receber investimento
15/12/2010 16:30

Por: Marco Gomes
O que aprendi com investimentos de milhões de dólares: como funciona o aporte de capital de risco e suas responsabilidades. E você não fica rico ao receber o dinheiro para a empresa.

Aporte de capital de risco é um tipo de investimento feito em uma empresa para fazê-la crescer rapidamente e multiplicar o investimento em pouco tempo. Muitas vezes este investimento é feito em uma startup, outras vezes até uma ideia ainda não implementada. Há portanto mais incerteza sobre o sucesso do negócio, por isso o risco.

O empreendedor tem a ideia e capacidade de execução e o investidor tem recursos financeiros, experiência estratégica e networking para alavancar o negócio.

Um investimento saudável é uma parceria entre empreendedor e investidor. Ambos devem ter capacidade de superar desafios com o objetivo comum de fazer o negócio dar certo.

Já percebeu que conseguir um investimento de capital de risco é o sonho de muitos empreendedores e “pessoas que têm ideias”? Esses já começam errado – investimento não pode ser sonho, precisa ser meio, ferramenta, caminho. O sonho deve ser fazer algo importante, rentável e altamente escalável.

Intel anuncia investimento na boo-box.
Ideia e protótipo

“Papel aceita qualquer coisa”. Fábio Seixas, no Nerdcast #203.

A definição do que é uma boa ideia foge do escopo deste texto, mas ideia, sozinha, não sustenta um bom investimento. É importante ter uma maneira prática para demonstrá-la.

A melhor maneira que conheço para demonstrar um conceito é o protótipo funcional, que pode ser lançado publicamente ou demonstrado para apenas algumas pessoas. Mas é importante que ele seja usado pelo seu público-alvo, por representantes do mercado que você pretende abordar.
Quando e por que pegar investimento?

Durante o evento iMasters Intercon 2008, Daniel Heise – empreendedor profissional brasileiro e fundador da DirectTalk – disse que você só deve pegar investimento após ter um modelo de negócio funcionando. Sua empresa precisa estar faturando algum dinheiro.

Além do conhecimento e networking, uma das principais vantagens que o investidor traz para sua empresa é tempo – o investimento pode fazer sua empresa viajar para o futuro.

Você deve pegar investimento se precisa fazer seu negócio ganhar escala rapidamente. Com investimentos em marketing, desenvolvimento de produto, equipe, você pode fazer sua empresa alcançar imediatamente um mercado que levaria anos para atingir com crescimento orgânico.

É importante fazer sua empresa faturar algum dinheiro antes de pegar investimento. Se sem investidor você colocou seu produto na rua, já tem clientes comprando seu produto/serviço e sua empresa já tem faturamento, mesmo que uma pequena quantia, o investimento vai ajudar a dar escala a esta fonte de receita.
Onde está o dinheiro?

No Brasil o investimento de capital de risco pode vir de diferentes fontes, investidores anjo, empresas de venture capital e fundos de investimento.

Independente da fonte do dinheiro, você deve sempre avaliar o investidor além da sua capacidade financeira, pois é importante o investidor trazer visão estratégica e networking para alavancar o crescimento e sustentabilidade da empresa.
O investidor vai tentar me sacanear?

Se você não se sente confortável em conversar com um potencial investidor, levante da mesa e vá embora.

Tenha segurança que seu investidor está com você na missão de desenvolver o negócio e crescer no mercado. O investidor sabe que para o negócio dar certo, você precisa estar motivado e sentir segurança.

Ele confia em você e está disposto a te entregar meio milhão de dólares para testar um conceito que ninguém sabe se vai funcionar. Você precisa confiar nele da mesma forma.

Já disse isso e vou repetir: estamos falando de uma sociedade aqui, não é briga, é relacionamento. Todos precisam estar absolutamente confortáveis com tudo que está acontecendo. Se você não está disposto a abrir mão de 20% da sua empresa para fazê-la crescer, esqueça o mundo dos investimentos e vá fazer tudo sozinho. É perfeitamente possível fazer uma empresa enorme sem investimento externo, mas tenha paciência, vai demorar mais.
Qual o valor do meu projeto?

Em negócios já estabelecidos, com faturamento anual e posição em mercado conhecido, o valor da empresa normalmente é um múltiplo do faturamento anual.

Mas como responder esta pergunta para uma empresa que, muitas vezes, nem existe ainda, e, se existe, não provou o modelo de negócios e, muitas vezes sequer tem faturamento? Comece respondendo a pergunta:

Quanto dinheiro você precisa para fazer seu projeto dar certo?

Uma das soluções comuns é fazer uma conta de chegada. Você primeiro prevê quanto dinheiro é necessário para desenvolver seu negócio, depois, calcula quanto esse valor vai influenciar seu negócio.

Se der errado, eu precisarei pagar o investimento de centenas de milhares de dólares?

Leia com atenção todos os contratos e não deixe qualquer dívida da empresa te afetar pessoalmente em favor de outros sócios.

Você e o investidor estão firmando uma sociedade e todos os sócios precisam estar dispostos a correr o risco e abraçar as consequências, sejam elas boas (e trabalhe dia e noite para que elas sejam boas) ou ruins (e não deixe o fracasso te alcançar).
Como é feita a divisão de ações?

Em um investimento hipotético, suponhamos que você precisa de 200 mil dólares para provar o modelo de negócios da sua empresa. Isso, segundo sua concepção, adicionaria 40% no valor atual da empresa.

Fazendo uma conta de razão e proporção simples, concluímos que seu negócio atual vale 500 mil dólares. Se você conseguir o investimento de 200 mil dólares que almeja, a empresa valerá 700 mil dólares.

Nessa situação hipotética, após o investimento você controla a empresa, com 60% das ações, enquanto os investidores teriam 40% da sua nova empresa que agora vale 700 mil dólares.

Vamos fazer mais contas simples: você tem 60% de uma empresa avaliada em US$ 700 mil, o que representa US$ 420 mil, enquanto os investidores – que entraram com US$ 200 mil em dinheiro – agora controlam o equivalente a US$ 280 mil.

Notamos que nessa balança o dinheiro do investidor vale mais pra você que para ele. Esse desequilíbrio acontece pois, teoricamente, se você não conseguir o investimento, seu negócio com valor de 500 mil dólares pode perder timing de mercado, passando a valer muito pouco, ou nada, em um curto período de tempo.

Neste momento você depende do investidor mais que ele depende do seu negócio, entende? Agora é sua obrigação trabalhar dia e noite pra fazer sua empresa faturar bem e a balança se equilibrar.

É importante estar ciente que estes números são um “acordo” e não o valor real de mercado da empresa. Na prática, negócio sem faturamento sustentável não tem valor para quem não está envolvido nele.

Na divisão inicial de ações a regra de ouro é o conforto; empreendedor e investidor precisam estar plenamente confortáveis com os números que acordam.

Lembre-se que vocês estão se tornando sócios, não adversários; conflito e desconforto nessa fase da empresa só atrapalham. O foco deve ser sempre em desenvolver o negócio, não em brigas com números que ainda nem têm valor efetivo.
Onde posso usar o dinheiro?

O investimento acontece após a apresentação de um plano de negócios. Um documento-guia que diz onde você vai usar o dinheiro. Entre outras coisas o business plan descreve contratações, compra de equipamento, fusões e aquisições de outras empresas, investimentos em software e infraestrutura.

O dinheiro nunca é usado pessoalmente pelo empreendedor. Pode parecer bobagem escrever isso aqui, mas muita gente pensa que o empreendedor pega US$ 5 milhões de investimento, coloca na conta bancária pessoal e vai curtir férias nas Bahamas. Não é assim; investimento sempre vem acompanhado de muito trabalho, noites em claro, esforço e cobrança interna e externa.

Para otimizar o uso do investimento, o empreendedor se condiciona a receber muito menos que o padrão de mercado na remuneração de um executivo e quase sempre recebe menos do que recebia em seu emprego anterior. Você precisa estar disposto a receber o mínimo possível para pagar as contas pessoais, inclusive usando seu patrimônio, como poupança, carro e imóveis, para manter o investimento na empresa e não em sua vida pessoal. Cada real que você tira da empresa hoje para pagar suas contas representa milhões a menos em ações da empresa num futuro próximo.

É como disse o tio Ben: “Com grande poder vem grande responsabilidade. Lembre-se disso.
Sobre o Autor

Marco Gomes (eu@marcogomes.com) é fundador e diretor de inovação da boo-box e mantém um blog pessoal.

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Publicada em: 15/12/2010 16:30