sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Resiliente, o profissional que lida bem com a pressão

http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/09/04/resiliente-o-profissional-que-lida-bem-com-a-pressao/

Ambiente corporativo valoriza profissionais que resistem bem ao estresse. É possíver transformar toda a energia gerada a partir de de um problema e redirecioná-la para uma solução criativa. Você concorda?

Por Leonardo Soares Grapeia

Neste mundo globalizado em que as empresas se relacionam num ambiente de extrema competitividade por metas e resultados, o estresse é uma realidade observada nas mais diferentes áreas e setores do mercado de trabalho.

Para atender a essa realidade, as corporações vêm buscando profissionais dotados da capacidade de se adaptar a um ambiente conturbado na busca de constantes resultados. Esse profissional é chamado “resiliente”. Mas você sabe o que é isso?

Resiliência é um conceito oriundo da Física, que se refere à propriedade de acumular energia quando exigidos ou submetidos a extrema pressão, voltando em seguida ao seu estado original, sem qualquer deformação, como um elástico. O dicionário Aurélio descreve como sendo “a capacidade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de uma deformação elástica”.

No mundo corporativo, podemos definir resiliência como a capacidade do indivíduo em lidar com serenidade ao estresse e às adversidades do dia a dia, moldando-se a cada situação e, da mesma forma, recuperando o seu estado original.

O equilíbrio humano é como a estrutura de um edifício: se a pressão for maior que a resistência, aparecerão rachaduras, como doenças psicossomáticas; daí a importância dessa flexibilidade, característica principal do profissional resiliente.

Assim, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades de maneira racional, buscando as soluções mais adequadas.

Um profissional resiliente, quando submetido a situação de estresse, administrará de maneira sensata, sem impulsividade, visualizando o problema como um todo. Certamente terá forças para enfrentar a adversidade, apresentando uma solução criativa e eficaz.

Todos nós podemos avançar nestes quesitos. Veja algumas dicas:

* Mentalize seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade.
* Pratique esportes e métodos de relaxamento e meditação para ter mais ânimo e disposição. Os exercícios aumentam a produção de endorfinas que proporcionam sensação de bem-estar.
* Procure manter o lar em harmonia, pois esse é o ponto de apoio para recuperar-se.
* Aproveite parte do tempo para ampliar os conhecimentos, o que aumenta a autoconfiança.
* Transforme-se em um otimista em potencial.
* Assuma riscos, tenha coragem.
* Apure o senso de humor, desarmando os pessimistas.
* Separe bem quem você é e o que faz.
* Use a criatividade para quebrar a rotina

Permita-se sentir dor, recuar e, às vezes, flexbilizar para em seguida retornar ao estado original. Lembre-se, resiliência é a arte de transformar toda energia de um problema em uma solução criativa.
Quanto lucro gera a sua área de marketing?
Url original: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/09/09/quanto-lucro-gera-a-sua-area-de-marketing/

Por: Stivy Malty Soares
O marketing de sua empresa deve gerar lucros, em vez de insumos para outras áreas. Pensando fora da caixa, a saída pode estar fora de casa.

Uma área de marketing bem montada - com os processos bem definidos, as responsabilidades estratégicas bem alocadas e as pessoas certas realizando as atividades conforme seu perfil - pode gerar resultados sensacionais. Obviamente, desde que não esteja sobrecarregada com atividades operacionais infindas.
Processos

O principal gerador de gargalos e que coloca qualquer área de marketing em cheque é justamente o desenho dos processos de comunicação, ou a falta deles.

Processos de marketing bem desenhados começam com um bom briefing, que deve ser facilmente preenchido por qualquer outra área que demande trabalho do marketing, e passam pelo desenvolvimento dos modelos de comunicação para cada mídia.

Nada deve ser feito do zero. Serão sempre utilizados os modelos padronizados e aprovados pela área para os processos de ciclo de vida de cada meio de comunicação.

* O quê deve ser publicado, através de que meio e durante quanto tempo deverá ficar exposto?
* Quais os passos para a confecção, produção e exclusão dos meios?

Quando se tem regras e processos bem definidos, as negociações com as outras áreas ficam muito mais ágeis e fáceis. A existência de prazos e de modelos de solicitação de material é pública.

Da mesma forma, a equipe de operações do marketing já sabe de antemão tudo o que precisará ser feito, e como deve ser feito, para que as atividades sejam entregues adequadamente.

Dentro do quesito “processos” é importantíssimo que existam modelos pré-desenhados de cada tipo de material, para que a cada nova ação não seja necessário buscar o tempo da equipe de criação. A própria equipe de processos poderá, com pouco ou quase nenhum trabalho, customizar textos e imagens dentro dos templates e modelos existentes e, rapidamente, entregar as demandas.

Até aqui, o simples fato de existirem processos bem desenhados no marketing já garante, no mínimo, boas entregas aos setores demandantes. Porém, antes da produção existe a criação, que deve ser sempre muito bem pautada em informação e visão estratégica, para que se atinjam resultados positivos, ditos lucro.
Estratégia

Antes de partir para a criação, é fundamental que se conheça algumas particularidades do negócio com o qual se está trabalhando.

* Quem é o cliente, ou o decisor da compra dos produtos?
* Qual o perfil sócio-demográfico dos clientes?
* Qual o comportamento de compra desses clientes? Já foi mapeado?
* Que processos e meios podem ajudar a levar o produto certo ao cliente certo?
* Quais os melhores meios para se comunicar com esses clientes?

Para ajudar a responder e a construir a base de informações que mantenha o marketing sempre atualizado, principalmente com relação aos resultados e redirecionamento das ações conforme a leitura do comportamento dos clientes, é necessário um bom trabalho de DBM (database marketing), com boa visão estratégica.

O responsável pelo database marketing vai determinar o que deve ser ofertado para que tipo de cliente e através de que meio, além de garantir a construção e a utilização dos processos de vendas, uma vez que é quem detém as informações estratégicas.

A grande geradora de lucros, sem dúvida, hoje é a célula de database marketing.

Ela é conhecida como a área de Inteligência dentro das empresas, a responsável por gerar direcionamentos sólidos, pautados em dados reais, históricos e projetados, utilizando muita tecnologia e informações estatísticas.

A área de database marketing é uma mescla de marketing, tecnologia, matemática estatística, vendas, pesquisas de mercado e estratégia de negócios. Ou seja, possui visão ampla e profunda sobre os negócios da empresa.

Todavia, uma vez que mesmo a área de DBM se envolve nas questões operacionais, pode cair no mesmo problema da área de marketing… se torna insumo para as outras áreas que demandam informações estratégicas e passa a ter uma rotina apenas de extração de dados o tempo todo, falhando no desenvolvimento estratégico.
Lucro certo

O cenário ideal é que a área de DBM, ou de inteligência de mercado, seja terceirizada através de consultoria de marketing estratégico, evitando assim a imersão nas atividades diárias, podendo trabalhar efetivamente na construção de linhas estratégicas, no processo de vendas e na geração de lucros.

O marketing estratégico, visto e construído como deve ser.

Se sua empresa pensa em ter uma área de marketing capaz de gerar lucros, ao invés de apenas custos, comece pensando fora da caixa, ou fora da casa.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Competitividade é Inovação




O que significa uma empresa ser competitiva? Tenho certeza que a maioria das respostas será: - Ter competitividade é produzir um produto ou serviço com a máxima qualidade a preços razoáveis.

Este é realmente o pensamento da maioria dos empresários que encontro no meu dia-a-dia dos mais variados setores da economia. A grande preocupação está centrada no produto ou serviço e nas formas de redução de custos para oferecer melhores preços, mantendo a qualidade no maior nível possível. Sem dúvida nenhuma está coreto este pensamento!

A grande questão que eu coloco é: com a globalização do mercado consumidor e as novas tecnologias de comunicação. Com o mercado cada vez mais aberto e a concorrência deixando de ser regionalizada e passando a um nível mais amplo. Até quando você conseguirá reduzir custos sem alterar a qualidade do seu produto ou serviço? Eis a questão!

A resposta que eu vejo está na INOVAÇÃO.

Inovar é preciso! Mas o que realmente significa inovar? Qualidade superior? Criar um programa de fidelidade? Programas de milhagem? Segurança nos processos de compra? Facilidade no uso do produto ou serviço?

Não!!!!!

Como diz Kotler, e faço minha as suas palavras: Essas estratégias de marketing já perderam sua força e passaram a ser o conjunto básico e obrigatório, sem as quais uma empresa nem sequer inicia a jogar no mercado.

Inovar é ousar! Fazer algo que os concorrentes não estão fazendo, e que o seu consumidor perceberá como valor agregado e que realmente fará a diferença no difícil mercado competitivo.

Fazer algo inovador, conquistar a preferência de um consumidor e fortalecer a sua imagem, principalmente em momento de crise e angustia que passamos, é entregar ao consumidor algo que ele realmente não espera, mas que gostaria que lhe fosse oferecido.


É colocar o foco no consumidor.

O que mais seu cliente gostaria de receber ao comprar o seu produto ou serviço? O melhor caminho seria perguntar a ele!

Procure identificar o que faria realmente diferença na percepção do seu cliente. O que ele encararia, realmente, como um valor a mais ao adquirir o seu produto ou serviço.

Difícil?

Não! Está na hora dos empresários passarem a ver suas empresas de fora para dentro, com olhos de consumidor e se for preciso pergunte a eles. Garanto que seus clientes ficarão muito satisfeitos em saber que sua empresa se preocupa com o que eles realmente pensam e desejam.

Eu posso citar aqui alguns exemplos de empresas visionárias que espero que sirvam de inspiração.

A HYUNDAY, no auge da crise financeira, se compromete a receber o seu carro de volta, caso o seu cliente perca o emprego, assim como a JET BLUE devolve o dinheiro da passagem de suas férias, caso você seja demitido.

A HARLEY DAVIDSON convoca, os entusiastas pela marca, a participar de reuniões para desenvolvimento de novos produtos.

A solução hoje é o Marketing Colaborativo. Desenvolver produtos e serviços com a participação dos seus consumidores e com aqueles que realmente são fieis à sua marca.

Pense bem nisso. Inove e depois reinvente e, inove novamente.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Hardware, Software e “Humanware”!

http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=16&canallocal=48&canalsub2=155&id=2581&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter

"Uma instituição é como uma canção; não é formada por sons individuais, mas pelas relações entre eles." ( Peter Drucker)

Sabedoras de que a maior commodity do século XXI é o conhecimento, as empresas devem investir “pesado”, não somente em equipamentos (hardware) e procedimentos (software), mas também em pessoas (“humanware”), uma vez que todos eles são consideradas pilares para quaisquer empresas, e possuem o poder tanto de alavancar como de arruinar empresas.

Equipamentos e procedimentos não terão êxito algum se não bem comandados e executados por profissionais competentes; deste modo, são as pessoas que irão garantir a competitividade, a sobrevivência e a solidez da empresa frente à acirrada competitividade.

Em decorrência do exposto, quando se faz um investimento financeiro em equipamentos, deve-se lembrar que os profissionais que compõem o quadro da empresa e que irão trabalhar diretamente com tais equipamentos, devem ser capacitados para exercer sua função com eficiência e eficácia. Caso essa importante providência não seja seguida, o valor investido no equipamento “escoará” por entre os “dedos das mãos da empresa”, levando-a a um caos.

Nessas circunstâncias, os processos de ensino/aprendizagem deixam de ser de responsabilidade somente das Instituições de Ensino e passam a ser preocupação constante também das empresas onde estas, por sua vez, implantam e implementam a cultura da aprendizagem organizacional. É dessa forma que as empresas contribuem para que as informações se transformem em conhecimentos e assim sirvam para agregar valor ao produto e/ou serviço, adquirindo competitividade, despontando enfim a empresa na frente perante o mercado.

Nesse mesmo sentido, preocupar-se com o desenvolvimento das pessoas envolvidas no processo organizacional, significa preocupar-se com a própria empresa.

A análise do conjunto acima descrito leva-nos a pensar e crer que procedimentos, estratégias, planejamentos e outros, só alcançarão sucesso quando aliados com as ações das pessoas. Do mesmo modo, é preciso que haja interesse, capacitação, preparação, motivação, muito envolvimento, comprometimento, responsabilidade, bem como muita vontade de fazer acontecer, para que tudo ocorra de forma a garantir qualidade, eficiência e eficácia.

Ante o exposto, convém dizer que, procedimentos, estratégias e planejamentos não devem ficar bonitos somente no papel, mas, devem “sair do papel”, garantindo sua beleza já antes concebida. Para que isto ocorra é fundamental que as pessoas envolvidas em todo o processo, que além de serem detentoras do saber, construam relacionamentos, somem habilidades, talentos e conhecimentos, garantindo então o alcance das metas e objetivos sonhados.

Nesse ponto, vale destacar que as pessoas devem ser consideradas um dos maiores patrimônios que a empresa possui; logo, deve-se não somente saber selecioná-las, mas saber recrutá-las, lotá-las, inserindo-as nos departamentos certos, mantendo-as e capacitando-as de forma contínua a exercerem as suas funções, tendo a sabedoria de saber retê-las dentro da empresa, procurando atender às suas reais necessidades, anseios e expectativas. Esta preocupação deve ser uma constante, pois ela é de importância decisiva no mundo dos negócios, uma vez que a empresa está nas “mãos” das pessoas que ali exercem as suas funções.

Nessa linha de raciocínio, além da empresa valorizar o profissional, estabelecendo políticas que implementem e ampliem a estabilidade, segurança, benefícios, salários compatíveis, é preciso proporcionar e estabelecer a relação “ganha-ganha”, conciliando objetivos organizacionais com objetivos dos profissionais ali envolvidos, bem como tendo a preocupação de proporcionar a motivação para todos os colaboradores a partir de desafios, em busca do desenvolvimento das competências dos colaboradores, constituindo-se esta a melhor saída para um modelo de gestão participativa, orientado para o auto-desenvolvimento e desenvolvimento em prol do alcance dos resultados.

À vista do exposto, torna-se vital sensibilizar a todos da empresa quanto à importância de proporcionar e contribuir com um ambiente saudável da mesma, mantendo uma postura flexiva diante dos fatos. É desejável saber relacionar com o grupo, saber gerenciar conflitos, sensibilizando todos quanto à importância da educação no nosso dia-a-dia, do saber ouvir atentamente o outro sem impaciência, do espírito de equipe, do compartilhamento, da importância da humanização, evitando-se fazer julgamentos prévios. É ainda prudente que se tenha uma política de descentralização, de delegação de tarefas, da busca constante por adquirir conhecimentos. Por fim, não se deve também negligenciar a importância, não somente em estabelecer uma boa comunicação, mas também tendo a sabedoria de gerenciar riscos, sabendo enfrentar quaisquer desafios em prol do alinhamento das expectativas e do alcance dos resultados.

sábado, 15 de agosto de 2009

As questões que matam a inovação nas empresas

http://cio.uol.com.br/gestao/2009/08/12/as-questoes-que-matam-a-inovacao-nas-empresas)

Especialista afirma que a burocracia necessária para tirar um plano de tecnologia do papel desestimula os colaboradores a sugerir iniciativas inovadoras e que poderiam solucionar grandes problemas corporativos

O excesso de padrões para o desenvolvimento de soluções, a intolerância ao erro e o excesso de ferramentas voltadas à segurança da informação são os principais fatores que atrapalham as iniciativas de inovação na área de tecnologia. A opinião é do diretor da unidade brasileira de pesquisa, desenvolvimento e inovação da consultoria Altran, Adriano Lima, o qual aposta que só daqui a uns dois anos os profissionais brasileiros devem começar a dar a atenção devida à postura inovadora nas corporações.

Segundo Lima, o excesso de processos necessários para que um plano de TI saia do papel desestimula qualquer colaborador a sugerir mudanças na estrutura atual da companhia ou a criar sistemas que resolveriam grandes problemas corporativos. “Além disso, se o funcionário não tem sucesso no desenvolvimento de um projeto, é penalizado”, diz ele, que complementa: “E não há postura mais desestimulante do que essa”.

O especialista afirma também que os CIOs precisam encontrar um ponto de equilíbrio entre seus mecanismos de segurança e a utilização de ferramentas necessárias para a o desenvolvimento de ações inovadoras. “O gestor que encontrar o meio-termo entre bloquear acessos e manter-se seguro terá muito sucesso”, afirma o consultor.

Para ele, a chave para tal dilema pode estar na liberação gradativa dos usuários para que desenvolvam a criatividade. “É preciso que a TI arrisque mais, deixe funcionários de outras áreas opinarem e criarem soluções de teste", alerta o especialista. Ele aconselha ainda que uma parte do orçamento de tecnologia seja destinado a projetos inovadores em caráter de teste, ou seja, que podem dar certo, ou não.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Cuide de Você

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Recebi um e-mail da aluna Janete, onde ela foi assistir a uma exposição no SESC Pompéia – “Cuide de Você”, que traz interpretações textuais, traduções da carta em braile, código morse, estenografia, código de barras e outras linguagens escritas e verbais, além de retratos de cantoras e atrizes atuando, e filmes que registram interpretações-perfomance de uma carta de rompimento que a Sophie Calle recebeu e não soube respondê-la.

Quantos de nós já não passamos por esta situação na vida.

A vida tem a ver com escolhas, sempre haverá escolhas, nós somos a soma das nossas escolhas. E a maioria delas não é feita por nós.

Você não pode escolher quando vai nascer, não pode escolher a família em que vai nascer, nem mesmo quem vai amar, mas você pode escolher viver melhor e como vai amar!

Você pode ter vários defeitos, viver ansioso e ficar irritado com o sistema, com o governo, com os amigos, mas não esqueça de que a sua vida é a maior empresa do mundo. E que você tem a escolha de evitar que ela entrem na estatística do Sebrae e vá à falência.

Cuide de você, tenha um estilo de vida mais saudável e seja feliz. Escrevi um artigo com algumas dicas de sucesso para a vida e para o amor.

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. A maior parte das doenças resulta de um estilo de vida inapropriado e de vários fatores, tais como tabaco, depressão, álcool, colesterol, hipertensão, diabetes, obesidade e sedentarismo.

Nada pior do que viver sem vida própria, sem luz, sem estímulo e sem felicidade no seu casamento, com o namorado, no trabalho, na escola e com os amigos. Passa-se a viver a vida de outros. Charles Chaplin arguia “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios e das tempestades, ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É agradecer, acordar e escolher que tipo de dia vou ter hoje.

Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.


Posso ficar triste ou alegre, posso reclamar sobre a minha saúde ou dar graças por estar vivo.

Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.

A escolha é sua, cuide de você!

Email do rompimento, motivo da exposição "Cuide de você!":

Há algum tempo venho querendo lhe escrever e responder ao seu último e-mail. Ao mesmo tempo, me pareceria melhor conversar com você e dizer o que tenho a dizer de viva voz. Mas pelo menos será por escrito.

Como você pôde ver, não tenho estado bem ultimamente. É como se não me reconhecesse na minha própria existência. Uma espécie de angústia terrível, contra a qual não posso fazer grande coisa, senão seguir adiante para tentar superá-la, como sempre fiz. Quando nos conhecemos, você impôs uma condição: não ser a “quarta”. Eu mantive o meu compromisso: há meses deixei de ver as “outras”, não achando obviamente um meio de vê-las, sem fazer de você uma delas.

Achei que isso bastasse; achei que amar você e o seu amor seriam suficientes para que a angústia que me faz sempre querer buscar outros horizontes e me impede de ser tranquilo e, sem dúvida, de ser simplesmente feliz e “generoso”, se aquietasse com o seu contato e na certeza de que o amor que você tem por mim foi o mais benéfico para mim, o mais benéfico que jamais tive, você sabe disso. Achei que a escrita seria um remédio, que meu “desassossego” se dissolveria nela para encontrar você.

Mas não. Estou pior ainda; não tenho condições sequer de lhe explicar o estado em que me encontro. Então, esta semana, comecei a procurar as “outras”. E sei bem o que isso significa para mim e em que tipo de ciclo estou entrando. Jamais menti para você e não é agora que vou começar.

Houve uma outra regra que você impôs no início de nossa história: no dia em que deixássemos de ser amantes, seria inconcebível para você me ver novamente. Você sabe que essa imposição me parece desastrosa, injusta (já que você ainda vê B., R.,…) e compreensível (obviamente…); com isso, jamais poderia me tornar seu amigo.

Mas hoje, você pode avaliar a importância da minha decisão, uma vez que estou disposto a me curvar diante da sua vontade, pois deixar de ver você e de falar com você, de apreender o seu olhar sobre as coisas e os seres e a doçura com a qual você me trata são coisas das quais sentirei uma saudade infinita. Aconteça o que acontecer, saiba que nunca deixarei de amar você da maneira que sempre amei desde que nos conhecemos, e esse amor se estenderá em mim e, tenho certeza, jamais morrerá.

Mas hoje, seria a pior das farsas manter uma situação que você sabe tão bem quanto eu ter se tornado irremediável, mesmo com todo o amor que sentimos um pelo outro. E é justamente esse amor que me obriga a ser honesto com você mais uma vez, como última prova do que houve entre nós e que permanecerá único.

Gostaria que as coisas tivessem tomado um rumo diferente.

Cuide de você.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Diante da incerteza

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Qualquer pessoa que se dedique a estudar Economia, Administração ou se envolva com a prática de negócios terá que lidar com a incerteza. Alias, é graças a ela que existem Economia e Administração como ciências e, a ela se deve grande parte do mérito dos empreendedores em todos os tempos – o mérito de assumir o risco diante da incerteza.

Todos nós, consultores e pesquisadores de negócios, temos nos referido a esta época que estamos vivendo, entre outras denominações, como a Era da Incerteza.

Uma economia globalizada exporta com extrema velocidade e agressividade um problema local, ampliando suas repercussões a ponto de impactar os negócios de todo o planeta.

Gestão da crise e do risco são, hoje, matérias obrigatórias para continuarmos obtendo êxito no universo dos negócios. O planejamento sempre tão preconizado como instrumento primordial deixa de ser uma escolha para tornar-se pré-requisito para o sucesso.

Ainda assim, ouvimos pessoas dizendo “para que planejar, se em um mundo de incertezas tudo vai mudar?”

Exatamente por isso. A informação é o único elemento que reduz a incerteza. E o conhecimento, a única ferramenta capaz de transformá-la em matéria-prima para a estratégia. Não planejamos para adivinhar o futuro, planejamos para criar o futuro e para estarmos preparados para enfrentar sua face desconhecida. Planejar consiste em considerar o maior número de cenários e variáveis pertinentes frente à incerteza.

As incertezas são inevitáveis, mas uma grande parte dos seus danos podem e devem ser minorados e evitados pelo planejamento. Considere os seguintes pontos cruciais:

* Caixa é fundamental para toda e qualquer empresa. Uma má gestão de caixa quebra qualquer negócio, mesmo os muito lucrativos. Em tempos de crise e incerteza a importância do caixa aumenta exponencialmente. Fique de olho na liquidez.
* Diante de momentos de crise e incerteza seja realista, mas conserve otimismo, até porque pessimismo e medo são paralisantes e agravam o quadro.
* Considere rever e adaptar suas metas e estratégias de venda em momentos de maior incerteza e instabilidade econômica. Seu objetivo é a saúde do seu negócio e não cumprir o que foi estabelecido na convenção ou reunião de vendas: reavalie com os pés no chão.
* Diante de momentos de instabilidade e retração econômica, seus concorrentes tendem a recuar exageradamente, pisar com demasiada força no freio e cortar investimentos confundindo-os com custos (veja o artigo do Cícero Penha), agindo assim eles comprometem os resultados futuros. Utilize melhor a Inteligência competitiva e não cometa os mesmos erros.
* Utilize informações estratégicas e conhecimento relevante para vencer incertezas. Sempre que você vence uma crise, sai do processo fortalecido, revitalizado e mais preparado que nunca para os novos desafios.
* Incertezas e crises são enfrentadas com inteligência e liderança, não subestime nenhum dos dois itens.
* Tempos de instabilidade e incerteza testam duramente os melhores administradores e as melhores empresas. Cabe ao gestor a capacidade de apresentar os riscos com clareza e realismo e, simultaneamente, deixar muito claro o­nde residem as certezas e esperanças que marcarão a vitória.

Vença a incerteza antes que ela destrua o seu negócio. Utilize com excelência a informação e o conhecimento para, de maneira planejada, comunicar a realidade e cativar todos os seus colaboradores para o esforço-extra necessário para vencer momentos de instabilidade. Devemos sempre cultivar a certeza da vitória e a consciência do tamanho do desafio.

Quem falha em planejar, está planejando falhar!

Não improvise! Nenhuma competência é fruto da improvisação, mas do trabalho e da disciplina.

Reflita sobre a proposta deste artigo e a do artigo do meu querido amigo Cícero Penha – Vice Presidente do Grupo Algar, ambos foram escritos com o carinho de quem quer ver o seu sucesso brilhar em toda a sua intensidade.

Cícero acaba de lançar seu livro “Atitude é Querer”, sem dúvida uma obra indispensável para todos os que se dedicam à compreensão do motor das realizações: nossas atitudes.
Toda Pessoa é uma Verdadeira Caixinha de Surpresas

http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=6&canallocal=27&canalsub2=86&id=2555&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter

Recebi certo dia um e-mail de um amigo palestrante e consultor Dr. Eduardo Maróstica, sobre Lobos Internos.

Na internet tem a mesma historinha que você pode encontrar em dezenas de textos de auto-ajuda e com certeza, você já teve o prazer de ler, trata-se de:

Lobos internos (Autor desconhecido)

Um velho Avô disse ao seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo, que lhe havia feito uma injustiça:

"Deixe-me contar-lhe uma história."

Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio daqueles que aprontaram tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram.

Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo.

É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra.

Lutei muitas vezes contra estes sentimentos..."

E ele continuou: "É como se existissem dois lobos dentro de mim.

Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender.

Ele só lutará quando for certo fazer isto. E da maneira correta.

Mas, o outro lobo, ah! Este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira!

Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo.

Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes.

É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma!

Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito".

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu Avô e perguntou:

"Qual deles vence, Vovô?"

O Avô sorriu e respondeu baixinho:

"Aquele que eu alimento mais freqüentemente".

Cada um de nós temos também dois lobos, um deles se chama Amor e outro Orgulho.

O orgulho e o amor nunca darão fores no mesmo jardim, o amor facilita a caminhada, o orgulho impede, o amor estende a mão e orgulho não abre a mão.

O amor liberta. O orgulho guarda mágoas, perdoar alivia tanto os sentimentos de culpa e os de mágoas.

Dentro de mim existem dois lobos: um deles é cruel e mau, o outro é passivo e muito bom. E os dois estão sempre brigando...

Toda pessoa é uma verdadeira caixinha de surpresas. Nela vivem os sentimentos da alegria, raiva, medo, tristeza e amor.

No momento certo, na hora certa, estes sentimentos são colocados a prova. Ninguém é tão calmo, tão bondoso, tão amável e tão agitado.

Tenha muito cuidado com eles e aprenda a lidar com suas emoções (com os dois lobos) e se livre dos pensamentos negativos.

As pessoas vivem cada vez mais reclamando da vida, dos seus problemas e do governo. Contudo, acham a vida difícil. Aprendi que temos que mudar a nossa forma de pensar e agir, todo o nosso conceito de vida tem sido falso, há uma necessidade de mudar o nosso pensamento, devemos fazer algo para devolver o verdadeiro sentindo da vida, devemos ajudar as pessoas a serem felizes, a reafirmarem suas crenças e seus valores.

Viva o momento presente, o passado já se foi o futuro ainda existe... O aqui e a agora é a única realidade.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Organizando Negócios Familiares
Publicado em 26/06/2009 por Luiz de Paiva
http://ogerente.com/empreendaja/2009/06/26/empresas-familiares-conflitos-problemas/


Inúmeros negócios são iniciados em famílias. Uma simples conversa em uma reunião familiar pode ser o estopim de uma idéia de negócio que começa a ser desenvolvida com um irmão, tio, primo ou cunhado. Alguns aventureiros arriscam até começar empresas com seus sogros.

Negócios feitos em família trazem vários benefícios. O principal deles é a confiança. Partindo de uma forte confiança mútua, é possível acelerar o negócio e isso pode se tornar um importante diferencial.

Ainda assim, existem armadilhas que podem acabar com uma relação familiar em um negócio. Isto pode acontecer até quando a empresa é lucrativa. A seguir listo algumas dicas para quem pretende criar ou já está em uma empresa familiar.

Não misturar negócios com família

Reuniões familiares não são reuniões de negócios. Saiba compreender o momento certo de falar sobre a empresa, e use os momentos familiares para fortalecer as relações de afeto e confiança. Isto será melhor tanto para o negócio quanto para a vida pessoal.

Separar bem as responsabilidades

Isto é ainda mais importante do que nas empresas com sócios não-parentes. É comum que no calor do negócio se confunda a relação familiar com a profissional e um sócio queira interferir nas atividades do outro. Planejar as responsabilidades e monitorar a não-interferência mútua ajudará a criar um clima harmonioso.

Em muitos casos, fica definido que um sócio trabalhará mais no negócio do que outro. Isto também deve ficar bem registrado, para que não existam cobranças de responsabilidade futuras.

Não esquecer a burocracia

Acordos por escrito não devem deixar de ser feitos apenas porque uma pessoa confia na outra. É muito fácil entrar no clima de “não precisamos assinar nada” no começo da empresa ou quando ela está lucrativa. Se e quando uma crise vier e derrubar os resultados do negócio, as reações podem ser bastante diferentes e cada sócio pode querer defender o seu lado.

O advogado continua sendo importante em empresas familiares. Ele deve assegurar que os acordos assinados sejam juridicamente claros, para evitar disputas intermináveis que destroem o negócio e a família.

Controlar as decisões emocionais

Talvez este seja um dos pontos mais difíceis, e envolve diversos aspectos do negócio. Por exemplo, imagine que um sobrinho esteja precisando de um emprego, e que a família “pressione” para sua contratação na empresa. E se ele não tiver as competências necessárias? E se a empresa estiver no limite de seus recursos? E se houver um candidato mais qualificado? Decisões emocionais são difíceis de evitar, mas ao mesmo tempo podem minar a competitividade de uma empresa.

Ficar alerta a sinais negativos

Existem indicadores que podem mostrar situações problemáticas em empresas familiares. Por exemplo, o índice de demissões de funcionários não-parentes. Se muitos funcionários saem da empresa, mas a família está sempre por lá, pode ser um sinal de que a administração é excessivamente paternalista com a família, em detrimento da equipe de trabalho. Nenhum profissional de respeito ficará em uma empresa em que seu esforço não é recompensado, especialmente quando se sente injustiçado pelos benefícios de um parente dos sócios.
Como Definir Que Produto Vender
Publicado em 08/07/2009 por Luiz de Paiva

http://ogerente.com/empreendaja/2009/07/08/definir-produto/

Muitos sonham com abrir seu próprio negócio, mas é muito comum a dúvida sobre que tipo de produto ou serviço vender. Alguns já são especialistas em uma atividade, e não possuem dúvidas sobre o negócio - mas este não é o caso mais comum.

Os recursos são sempre limitados, e uma escolha errada pode jogar um balde de água gelada nas aspirações do candidato a empreendedor. Isto vale também para a expansão de um negócio. Um produto de sucesso é um bom início, mas nunca a garantia de que os produtos futuros também terão o mesmo resultado.

Encontrei hoje um artigo de Junho do Small Business Resource que nos dá 9 dicas de como decidir o que vender:

1. Deve ser algo que as pessoas querem ou precisam.

2. Deve ter boa qualidade e ser eficiente.

3. Deve ser algo que possa ser produzido ou criado a um custo 2-5 vezes menor que o preço de venda.

4. Deve ter um mercado focado que você consegue alcançar com seus recursos.

5. Você deve ter como descrever um cliente típico naquele mercado em detalhe. (Por exemplo: sua idade, sexo, renda, se compram o produto para eles mesmos ou para outros, porque querem o produto ou serviço, com que frequência compram o produto, aonde conseguem atender a esta necessidade no momento.)

6. Deve ser algo que possa gerar oportunidades de vendas repetidas para o mesmo cliente, o que permita a venda de acessórios ou produtos relacionados.

7. Deve existir uma forma prática e com custo razoável de fazer o produto chegar ao cliente.

8. Devem existir produtos relacionados, e possivelmente mais caros, que você possa vendar aos clientes satisfeitos após a primeira venda.

9. Deve ser algo que você gosta, e que acredita que o preço de venda não é maior do que o valor oferecido.
Desaprendendo para crescer na carreira
Publicado em 14/07/2009 por bruno
http://ogerente.com/carreiraesucesso/2009/07/14/desaprendendo-para-crescer-na-carreira/


Dizem que uma pessoa que fez apenas algumas aulas de direção tem mais chances de passar em um teste para obtenção da carta de habilitação do que aquelas que já dirigiam muito tempo antes de se submeterem ao exames. Não creio que exista comprovação científica a respeito disto, mas a premissa faz sentido.

Quem já dirige há muito tempo, “pensa” que faz tudo de maneira correta, e muitas vezes possui vícios de comportamento difíceis de serem tirados.

Assim são alguns profissionais conforme avançam na carreira. Ganham experiência, desenvolvem métodos, criam procedimentos e por vezes, sem notar, paralisam sua forma de atuação e congelam sua perspectiva de ação.

A maioria não o faz por mal, e sim pelo simples fato de sequer se observarem ou acreditarem implicitamente que “se tem dado certo até aqui, a tendência é continuar”. Nem sempre.

A dinâmica do mundo contemporâneo não costuma funcionar linearmente, e a intensificação na troca de conhecimento torna métodos, processos e perspectivas, obsoletos em velocidade gigantesca.

O que era bom ano passado pode não ser hoje. Aquela maneira de fazer o brainstorm de repente envelheceu; a forma de montar a planilha até que é boa, mas é possível fazer muito melhor.

Cada vez mais as empresas procuram aqueles dispostos e com potencial de aprender, em detrimento dos que se consideram, enfim, prontos. Você nunca estará pronto, porque o mundo nunca está pronto.

Note que se você é do tipo que se considera, “formado, acabado” vai terminar ficando pra trás depressa, ou mesmo nem entrando em uma determinada empresa, pois isto se percebe em entrevistas e testes.

Tão importante quanto a capacidade aprender, é a humildade de desaprender, rever, re-significar e recriar-se segundo as contingências. E isto leitor, nem exige tanta inteligência. Exige sim, humildade, abertura, desprendimento e disponibilidade.

Aprenda, observe, e desaprenda para crescer; somente assim é que, enquanto o mundo muda, você mudará com ele; e sobreviverá.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Posso Motivar Alguém?

http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=10&canallocal=33&canalsub2=107&id=2521&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter

Você acredita que podemos motivar outra pessoa? E o que você acha dos treinamentos motivacionais? O sujeito chega cheio de frustrações e em duas horas frente a um palestrante que diz: “Vamos! você pode!”, sai como se não tivesse nenhum problema. No dia seguinte começa tudo de novo: os mesmos problemas, as mesmas aflições. Até que ponto isto resolve?

Não estou querendo de forma alguma dizer que treinamentos motivacionais não resolvem. Até porque ministro treinamentos e palestras em empresas e eventos abordando o tema auto-motivação. Observe que falei em “auto-motivação”. Sim, nós não temos o dom de motivar, mas sim fazer com que as pessoas olhem para dentro de si e descubram que elas podem realizar coisas fantásticas se tiverem auto-motivação.

Mas o que é auto-motivação? Para que uma pessoa possa se auto-motivar, ela precisa entender seus problemas, limitações e objetivos. Vamos fazer um teste? Pense aí rapidinho: Qual é o seu maior sonho? Por que você não atingiu ainda os seus objetivos?

Ao responder essas perguntas você começa a entender porque não conseguiu ainda atingir os seus objetivos. Com base nessas informações fica mais fácil traçar uma estratégia para conquistar os seus sonhos.

E aí você descobre que a auto-motivação não é o fim, mas sim o caminho para conquistar algo. E aí? Entendeu?

Então me diga porque algumas pessoas abrem mão de muita coisa para pagar os estudos? Outras pessoas abririam mão dos estudos em prol do tempo para freqüentar uma academia. E podemos ainda dizer que outra pessoa abriria mão da academia e dos estudos para ficar em casa mais tempo com a família.

Tudo é questão de prioridade. E aí? Qual é a sua prioridade? O que te faz feliz? Um corpo perfeito? Um nível mais alto de escolaridade ou a companhia da família?

Você pode mostrar o caminho para que o ser humano atinja seus objetivos. A partir do momento que ele cria a consciência do que tem que fazer para chegar ao que deseja, fica muito mais fácil estar auto-motivado para enfrentar as dificuldades que possam surgir.

Então? O que te impulsiona a olhar pra frente e buscar energias para seguir lutando? Você já descobriu o que realmente deseja na vida? Posso até ajudar, dar um conselho, uma palavra amiga, pedir que reflita sobre a situação, mas não posso pegar na sua mão e dizer: “Vai, anda, persista...”.

A verdadeira força tem que partir de dentro de você. Você precisa conhecer suas fraquezas, seus sonhos, objetivos e só assim saberá que existe um caminho a seguir. A auto-motivação é o combustível na estrada dos seus sonhos. Nada vem de graça na vida. Como você acha que um atleta chega ao ouro olímpico? Como um empresário constrói seu patrimônio? Como uma mãe que ganha um salário mínimo consegue formar um filho?

Enquanto isso, reflita, pense no que você quer para sua vida. Um forte abraço e que a auto-motivação possa fazer parte do seu dia-a-dia. Lembre-se de que: “Lágrimas e suor podem construir um rio de águas límpidas e tranqüilas onde você navegará em busca dos seus sonhos”. Acredite! Só você pode!
Como oferecer um feedback produtivo às equipes

Uma das maiores qualidades do líder de projetos é oferecer a cada membro da equipe de desenvolvimento uma avaliação de qualidade. Assim obtém comprometimento e dá em troca um caminho a ser percorrido.

Um colega, recém promovido a líder de equipe de desenvolvimento de sistemas, considera que o maior desafio em seu trabalho é oferecer “feedback” a seus subordinados.

De fato, a abordagem tradicional é propor este tipo de avaliação somente quando insatisfeito com a performance de um colaborador.

Em geral o líder aborda o colaborador em conversa particular onde faz perguntas tipo “o que está acontecendo?” e “você está desmotivado?”.

E encerra dizendo que conhece o perfil do colaborador e acredita muito em seu potencial, mas que se o aviso não for compreendido não haverá próxima oportunidade para melhorar.

Esta abordagem clássica, ainda utilizada por muitos gestores, não permite que o funcionário trabalhe seus pontos fracos visando um crescimento profissional.

Em geral ela não dá oportunidade para o funcionário enxergar o seu papel dentro da organização, perceber o que a empresa espera dele para os próximos anos e como atingir estes objetivos - veja que estamos falando de relacionamento e proposta para crescimento profissional.
Avaliações de desempenho a cada seis meses

Portanto, crie o hábito de oferecer avaliações de desempenho com frequência (de seis em seis meses por exemplo), não importa se o funcionário vai bem ou não.

Ao criar uma avaliação de desempenho, saiba que você não deve dizer para seu subordinado apenas “estamos muito contentes com você” ou “parabéns pelo desempenho”. Aproveite a ocasião para comentar os pontos positivos e negativos do seu funcionário e dizer a ele o que você e a empresa esperam dele.

Fale sobre os planos futuros da empresa e as oportunidades que provavelmente aparecerão e tente formular um plano em conjunto para preparar o subordinado para assumir esta futura vaga. Estas pequenas dicas transformarão um simples feedback em uma excelente ferramenta para conquistar comprometimento e confiança de seu subordinado, o que por sua vez leve a uma maior motivação e melhoria nos resultados.

Ao falar sobre os pontos fortes do seu colaborador, não deixe dúvidas. Por exemplo, ao invés de dizer “estamos muito contentes com o seu desempenho” (genérico), diga “gostamos muito da forma como você elabora os casos de uso” (específico).

Fale também das qualidades que devem ser melhoradas. Seja verdadeiro o tempo todo. Quando for falar dos planos futuros evite exagerar para não criar uma falsa expectativa no seu colaborador e evitar problemas futuros e quando falar das partes que devem ser melhoradas, justifique cada item.
Ele elabora um plano

Após identificar os pontos positivos e as áreas a serem trabalhadas, escreva de 5 a 10 linhas sintetizando o que você espera do seu subordinado para os próximos seis meses (ou o tempo que você definiu como intervalo de cada avaliação) e solicite a ele que elabore um plano para atingir este objetivo.

Por exemplo, um programador recém contratado para trabalhar com tecnologia .NET poderia ter como comentário:

“Fulano, estamos muito contentes em tê-lo em nossa equipe. Como você pode observar, a nossa empresa está crescendo e é cada vez mais necessário ter profissionais certificados pela Microsoft. Portanto esperamos que você obtenha uma certificação em um produto Microsoft nos próximos seis meses.”

Uma avaliação de desempenho deve ser feita por escrito e entregue impressa ao funcionário.

Faça a avaliação de desempenho de seu subordinado em duas etapas. Na primeira, chame o funcionário para uma sala de reuniões ou então para um local reservado, entregue a avaliação impressa e faça seus comentários. Ouça o que o funcionário tem a dizer mas evite contra-argumentar neste momento.

É normal que o funcionário reaja em relação às áreas que devem ser aprimoradas (e é até bom que ele faça isto, é um sinal de que gosta do emprego que tem).

Ao final, comente os desafios propostos para o próximo ciclo de avaliação e marque neste momento uma nova conversa para que seu subordinado apresente um plano de ação por escrito visando atingir o objetivo proposto.

A segunda etapa é exatamente esta reunião, para ouvir o plano proposto. Neste momento faça seus comentários e ajude a ajustar o plano de seu subordinado à visão da empresa.
Você ajusta o plano à visão da empresa

Tenha em mente que você é o guia e portanto deve orientar o seu subordinado a seguir os interesses da empresa, sempre procurando orientar pelo caminho para o qual ele revela maior vocação ou gosto.

Pode ser que não adiante solicitar de um profissional que ama programação um plano de ação para virar analista de negócios. Você poderá desperdiçar um excelente programador e ter como resultado um péssimo analista. Mas veja, isto não é regra.

Muitos bons programadores encontram poucas oportunidades para evoluir para analista de negócio porque a empresa teme bons perder programadores, acreditando que farão falta se forem promovidos a um outro cargo. Não pense desta forma.

Este profissional - tão bom - não ficará na sua empresa muito tempo - logo ele encontrará um desafio melhor e que promova crescimento em outro local e o abandonará. Como guia, busque compreender os objetivos pessoais do seu subordinado e ajude a adequar estes objetivos aos interesses da empresa.

Outro ponto importante. Não é porque você faz avaliações periódicas que um funcionário pode render menos nos intervalos e só retomar a produtividade quando se aproxima o próximo ciclo de avaliações.
Apoie os talentos

Certa vez uma desenvolvedora muito produtiva começou a se comportar de forma estranha, comprometendo seus resultados. Ao conversar, percebi que ela estava passando por um sério problema familiar. Negociei um descanso remunerado de 15 dias combinado com uma antecipação de férias e quando ela voltou os resultados voltaram a ser os de antes. Você não pode perder um talento só porque que está passando por um momento crítico. Ainda que o interesse da empresa seja o resultado que o funcionário irá produzir, é melhor perder um talento por 15 dias do que perdê-lo para sempre.

Baixe aqui um template simples para avaliação de desempenho de acordo com as dicas acima (documento no formato .doc).

Não existe uma receita de bolo para avaliação de desempenho, mas as dicas aqui propostas podem ser muito úteis para aqueles com menor experiência em executar este tipo de análise e também para aqueles que desejam melhorar o resultado de suas avaliações.

Sobre o Autor

Renato Ucha (falecom@renatoucha.com.br) é gerente de projetos de TI certificado pelo PMI e Microsoft e atua em empresa de grande porte com arquitetura cliente servidor, web e interfaces SAP, além de dar palestras sobre gerenciamento de projetos.

http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/07/18/como-oferecer-um-feedback-produtivo-as-equipes/
Publicada em: 18/07/2009 15:25
Quando Você Não é Visto
Por Tom Coelho - Palestrante e Consultor

http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=6&canallocal=27&canalsub2=86&id=2518&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter

“O homem deve criar as oportunidades
e não somente encontrá-las."
(Francis Bacon)

O relato a seguir é um caso real que me foi narrado por meu amigo Flávio Maneira, executivo da indústria farmacêutica.

Conta-me ele que em uma cidade interiorana havia um renomado médico famoso por sua impessoalidade no tratamento aos propagandistas – nome dado aos executivos de vendas de laboratórios.

O referido doutor recebia estes profissionais uma única vez por semana, num intervalo de duas horas e mediante prévio agendamento. Os vendedores entravam um a um em seu consultório e enquanto demonstravam seus produtos, o médico se ocupava de navegar na internet e responder e-mails. Deixavam suas amostras e partiam sem receber do digno catedrático um aperto de mãos, um agradecimento ou mesmo um mero olhar.

Flávio me conta que em sua terceira visita a este médico pediu-lhe que parasse de manusear o computador e o ouvisse por apenas um par de minutos. Começou perguntando-lhe se sabia seu nome, recebendo uma resposta negativa, embora nas ocasiões anteriores tivesse se apresentado e deixado seu cartão. Em seguida, disse-lhe que não mais o visitaria, pois para deixar amostras de produtos bastava enviar um mensageiro. Por fim, comentou com o cliente: “Você sabe qual sua imagem em nosso meio? Absolutamente ninguém gosta de visitá-lo!”.

Surpreendentemente, o médico olhou para Flávio, repetiu seu nome e pediu-lhe que retornasse ao consultório, no dia seguinte, para conversarem. Neste encontro, o clínico pacientemente ouviu todas suas considerações, acatando a sugestão de promover cafés da manhã com os executivos de vendas para conhecer com adequação seus produtos. Deste dia em diante, tornaram-se grandes amigos e o tratamento ministrado pelo médico àqueles profissionais nunca mais foi o mesmo de outrora.

Esta história certamente se repete no mundo corporativo e nos mais diversos segmentos. Compradores atendem a um batalhão de vendedores, das mais variadas empresas, oferecendo produtos e serviços múltiplos. Neste contexto, não é improvável que você seja tomado como apenas “mais um”, com grande dificuldade para se destacar. O que pode ser feito?

Primeiro, conheça seu interlocutor. Identificar necessidades comerciais é fator primordial para praticar uma boa venda consultiva. Porém, é imprescindível ir além. Atente para características que possam conduzir a uma relação mais amistosa. Descubra se o comprador tem filhos, qual o time do seu coração, que tipo de música aprecia, seu prato predileto. Isso lhe permitirá adotar um diálogo mais leve e fluido, falando sobre amenidades e quebrando resistências. Assim se constrói uma venda relacional.

Lembre-se também de cuidar de seu marketing pessoal. Cabelos penteados, barba feita ou maquiagem leve, trajes adequados, enfim, cultive uma aparência agradável. Além disso, seja pontual e desenvolva a capacidade de falar com moderação e ouvir com ponderação.

Por fim, repita seu nome e do seu interlocutor sempre que possível. Escutar o próprio nome ser pronunciado funciona como música para os ouvidos. Assim, durante o diálogo, repita o nome do seu ouvinte a cada oportunidade, fitando-lhe nos olhos. E, claro, repita também o seu nome ao contar pequenas histórias ou causos, para ajudá-lo a memorizar e lembrar-se de você futuramente.

Ao fazer tudo isso você ainda correrá o risco de não ser notado. Afinal, outros seguirão o mesmo receituário. Por isso, espelhe-se no exemplo de meu amigo Flávio, que poderia simplesmente ter se resignado diante do tratamento recebido, mas que adotou uma atitude proativa, optando por agir e construir uma nova e produtiva relação profissional e pessoal. A propósito, tempos depois Flávio Maneira foi promovido – o que não foi por acaso...

domingo, 12 de julho de 2009

10 maneiras de blindar sua empresa contra a crise

*Marcelo Ortega

Você pode vender mais na crise, eu garanto. Muita gente deve achar loucura essa afirmação, mas acreditem, loucura é ficar parado e preferir aceitar uma brusca e sofrida queda no faturamento, manter-se na defensiva e no mesmo modelo comercial, correr riscos de quebrar sua empresa.


Como disse Tom Peters, as empresas precisam contratar alguns loucos que tenham visões diferentes do mundo e ousadia para mudar as coisas em direção a uma visão de superação e melhoria.


Olhe para o futuro e reflita se seus objetivos são possíveis, positivos e planejados. Os 3 Ps de uma visão determinam a lucidez de um maluco que faz acontecer. Possível é aquilo que se sonha e se pode realizar, basta ter coragem de abrir mão de velhos hábitos e buscar todos os recursos necessários. Positivo é o contexto que define aquilo que queremos, ao invés daquilo que não queremos. Um objetivo quando colocado em termos positivos faz as pessoas visualizarem a meta. “não podemos perder clientes” é uma visão errada, mas que muita gente pratica. “vamos manter clientes e conquistar muitos outros”, é isso que todos querem. Planejado é o atributo mais importante para o objetivo de uma empresa, de uma equipe e qualquer pessoa.



Nesta crise, você pode escolher o discurso da lamentação ou provocar mudanças comportamentais e nos processos de venda em sua empresa. Deve haver pessoas em sua equipe que estão no lado da turma que se lamenta, mas sempre tem alguém que age diferente, cria alternativas, muda a estratégia e atua de maneira inteligente. Tenho certeza que ninguém gosta de vender menos, perder clientes, ter que explicar os fracassos e portanto, o melhor a fazer é parar de pensar na crise como oportunidade remodelar atitudes, comportamentos, processos e estratégias para o futuro. Quem supera a crise, supera a si mesmo, seus limites e cresce de verdade.



Veja a seguir 10 maneiras de blindar sua empresa contra a crise


1.Defina uma visão para um futuro breve: Onde quer chegar ao se superar neste momento financeiro complicado? Um objetivo deve ser esteticamente agradável e você deve e sua equipe devem sentirem-se felizes durante o processo de conquista deste.,


2.Fique por uma semana sem palavras negativas e que remetam ao fracasso: perder, impedir, cancelar, dificuldade, azar, fracasso, derrota, lamentação, demitir, declinar, anular ou frases deprimentes: É impossível, Não vai dar certo, O concorrente está melhor que a gente, etc.


3.Mude a maneira de iniciar o trabalho: também durante uma semana faça reuniões motivacionais com todos na equipe, bem cedo antes do inicio do trabalho. Todos falam algo positivo que quer para o seu dia.


4.Defina novas maneiras de falar com clientes: é preciso preparar discursos que considerem a crise como um fato, mas que provoquem a atenção do cliente para os ganhos em comprar agora, justamente por que a crise está aí. “cliente, adiar esta compra lhe fará bem mesmo sabendo que perderá o conforto e a tranqüilidade proposta” Esses ganhos são menos importantes?



5.Busque os exemplos de sucesso para aumentar a auto-confiança no trabalho, pois é comum na crise aumentar o número de pessoas que só lembram de histórias ruins. Será que ninguém está vendendo bem nessa crise? Eu garanto que não, tem gente se dando muito bem apesar dos pesares.


6.Organize sua mesa, seu armário e aprenda com este ato. Quando arrumamos algo assim, primeiro retiramos tudo que estive, por sobre a mesa ou dentro de gavetas e armários. Depois jogamos coisas fora, e então limpamos tudo e guardamos de volta o que nos interessar. Pense nisso na sua vida também.


7.Faça algo inovador todos os dias. Use a criatividade para melhorar tudo que for possível, estimulando as pessoas a darem idéias que renovem processos e o modo de trabalho em geral, e principalmente, ponha em prática tudo que for viável e possível.


8.Organize melhor sua agenda produtiva, e se for líder de equipe, estimule e premie os resultados de sua equipe, não apenas pelo resultado final, aumento nas vendas. Considere que o importante em uma crise é a iniciativa e a qualidade do trabalho como um todo: mais visitas a clientes, melhor atendimento e satisfação dos clientes existentes, aumento na qualidade na hora de atender, negociar e converter propostas em negócios, ou ainda, pontualidade, organização para o trabalho, etc.


9.Tenhas estratégias diferentes para problemas e desafios diversificados. Não pense em apenas uma saída, um modelo de trabalho para solucionar a queda nas vendas. É preciso ter um plano A, B e C se for preciso. Estude, portanto o mercado em que atua e seus tipos diferentes de clientes e prospects para que consiga desenhar formas mais cativantes de atraí-los ainda mais a comprar de sua empresa sempre.


10.Tenha, sobretudo, perseverança e foco absoluto no que vai melhorar, pois só uma atitude vencedora interessa. Lamentações, comodismo, falta de preparo e planejamento impedem as ações anteriores.

Segundo Albert Enstein, a crise é um mal necessário que vem seguida de transformação, como após numa noite escura sempre nasce um maravilhoso dia.

Abraços,

Marcelo Ortega
Palestrante, Vendedor, Consultor e Autor de Sucesso em Vendas – Ed. Saraiva

http://www.marceloortega.com.br/

http://www.catho.com.br/jcs/inputer_view.phtml?id=10911
Botando a paixão para dentro da sua empresa

* José Luiz Tejon

Sem paixão não existe força suficiente para grandes movimentos. A paixão é uma energia altamente concentrada em um único ponto. Paixão é convicção. Paixão é a eliminação da dúvida. Aliás, dizem que uma ótima definição de louco é: \um louco não duvida, se duvidasse não seria louco!\


Podemos imaginar o poder de construção da paixão, e também o de destruição, quando ela é colocada a serviço de fanatismos destruidores. Ou, num negócio, quando nos apaixonamos pelo caminho errado. Pela tecnologia obsoleta, pelo segmento de mercado que não existe mais.


O que é interessante observar na vida e nos negócios, é que sem paixão, os resultados são – quase sempre medíocres. A grande questão fica sendo como você pode criar uma empresa \apaixonada\? Como você pode fazer os seus colaboradores se apaixonarem pela causa do seu negócio? Como a sua empresa pode ser vista como sendo apaixonada pelos resultados dos seus clientes? E, principalmente, apaixonar-se pela causa certa!


Simples, mas nada fácil. Mirar na causa certa é a primeira questão. Não comece simplesmente fazer certas as coisas, achando que isso o levará ao sucesso. O que o leva ao sucesso não é fazer certas as coisas e sim fazer as coisas certas. Sutil, não? Mas faz toda a diferença. Esgote o melhor do seu pensamento e das visões de consultores, da análise das tendências do mundo, para prestar atenção nas COISAS CERTAS. Depois sim, preocupe-se em fazer essas coisas corretamente. Nunca antes.


A segunda questão começa dentro de você mesmo. Você é um líder apaixonado? Se você não está fervendo, como irá esquentar alguém? Portanto olhe para si mesmo, busque auxílio de alguma boa terapia e analise-se. Você está apaixonado pela causa do seu negócio? Se esse sentimento não for intenso dentro do seu coração, não haverá força que o faça causar comoção nos seus colaboradores. E, funcionários não comovidos significa clientes não atingidos.


O terceiro ponto é o talento de exteriorizar os sentimentos. Não seja um \economizador\ de sentimentos. Coloque sua paixão para fora. Transfira-a. Vibre com as pequenas vitórias. Corrija as pequenas derrotas. Não existe desgraça ou êxito não anunciado. A observação atenta do dia-a-dia permite antecipar a tendência. O andamento dos pequenos sucessos e a forma como trabalhamos os pequenos fracassos, antecipam o resultado da grande vitória ou do grande fiasco no futuro.


E o quarto fundamento dessa base é o empenho com o qual você seleciona pessoas, promove, estimula, corrige, demite. Não existe plano de treinamento, processo tecnológico, sistema de coaching ou planos de incentivos, que substituam a seleção correta dos seus recursos humanos. Atitude perante a vida e perante o negócio é vital. Habilidade e conhecimento você ensina. Podemos aprender. Mas o talento de agir, reagir, angustiar-se para a busca de soluções criativas. A não resignação frente aos obstáculos e, principalmente a capacidade de ser uma pessoa apaixonada, isso já nasce na seleção da sua equipe. Já vem pronto de formação e de berço. Significa um valor humano mais ou menos desenvolvido em cada um de nós.

Uma empresa apaixonada rumando para a direção certa é absolutamente imbatível!

* José Luiz Tejon é autor de 12 livros, Professor de Pós Graduação FGV/ESPM, Mestre em Educação, arte e Cultura pela Universidade Mackenzie. Sua recente obra é: a Grande Virada – 50 regras de ouro para dar a volta por cima (Editora Gente).

www.tejon.com.br

http://www.catho.com.br/estilorh/index.phtml?secao=287

terça-feira, 24 de março de 2009

Gestão do Conhecimento nas Equipes
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Podemos definir equipe como um pequeno número de pessoas com competências complementares que estão empenhados em um propósito comum, com metas de desempenho, e onde todos são mutuamente responsáveis pelo sucesso. Exemplos de equipes de sucesso podem ser encontrados em todos os ramos de atividades, e estamos vendo exemplos mais fortes disso nas olimpíadas, onde, por exemplo, a equipe de revezamento dos Estados Unidos trabalhou de forma a garantir o melhor desempenho possível, sendo premiados com a quebra do recorde mundial.

Katzenbach e Smith (1993) em “A Sabedoria das Equipes”, focam nos meios para se obter uma cultura de equipes de alto desempenho, onde seus membros estão determinados a atingir objetivos comuns. Eles concluem que o fator mais importante para que uma equipe consiga atingir alto desempenho é focar apenas nisso: desempenho.

Para que as equipes consigam manter o foco em seu desempenho, é necessário gerenciar seu conhecimento, pois estas devem se comunicar e aprender o que for necessário para a realização de suas tarefas, devem procurar manter suas “portas” sempre abertas para novos conhecimentos. Porém é mais fácil falar sobre a gestão do conhecimento que colocar em prática ações que viabilizem a formação de uma cultura de alto desempenho.

Em pesquisas realizadas sobre o desempenho de equipes e gerenciamento do conhecimento aparecem alguns problemas que os gestores devem trabalhar para que sejam evitados, tais como:

- Os membros da equipe não têm conhecimento das experiências anteriores de sua equipe ou das habilidades especiais de seus parceiros;

- Novos membros que se juntam a uma equipe já existente não têm conhecimento dos acontecimentos cruciais (e posteriores aprendizados) que aconteceram antes de sua chegada à equipe. O que leva muitas vezes os novos membros a se sentirem como cegos em tiroteio;

- Existe uma falta de conhecimento sobre os interesses das partes interessadas e das suas expectativas no que diz respeito ao trabalho da equipe;

- O conhecimento que um membro da equipe adquiriu externamente ou foi desenvolvido por ele próprio não é suficientemente compartilhado com os demais membros da equipe. Muitos membros de equipes, devido à pressão de tempo, sentem-se insuficientemente informados pelos outros membros da equipe e acabam não compreendendo suas tarefas, problemas e resultados.

- A criação do conhecimento coletivo é muitas vezes dificultada devido ao tempo, fuso horários, língua ou problemas de coordenação. O que leva os membros da equipe a terem diferentes curvas de aprendizado;

- As equipes não conseguem, de forma sistemática, se reunir e combinar as suas próprias perspectivas sobre os processos e resultados e não conseguem coletar lições aprendidas para projetos futuros. Alguns gerentes quando questionados se a equipe coletou lições aprendidas no final de uma fase ou do projeto, responderam que "nós deveríamos, mas raramente temos o tempo ou a disposição para isso".

A fim de resolver esses problemas, os gestores devem fornecer à equipe espaços de comunicação real e virtual juntamente com um conjunto de ativos orientadores. Eles necessitam assegurar que os processos de gestão do conhecimento tenham lugar na equipe. Em estudos realizados em empresas de desenvolvimento e consultorias, foram identificados quatro principais processos de gestão do conhecimento:

- Auditoria do conhecimento da equipe – Cujo objetivo é fazer com que o conhecimento presente na equipe (perfis, experiência, contatos, etc.) seja transparente e também as deficiências de conhecimento da equipe em relação ao trabalho a ser executado. Este processo deve ocorrer durante o período inicial, quando se está formando a equipe. Aqui se espera conhecer o know-what (informação disponível), know-how (experiências anteriores e habilidades), know-who (contatos internos e externos) e know-why (objetivos, motivações, expectativas).

-Desenvolvimento do conhecimento da equipe – Consiste na aquisição do conhecimento de fontes externas e nas atividades de criação do conhecimento por meio de experimentação ou colaboração dentro da equipe. Esse processo gera o que podemos chamar de “artefatos de conhecimento”, tais como protótipos, conceitos, protocolos e relatórios.

- Atualizações mútuas e briefing – O objetivo é o de combinar as percepções individuais para o estoque de conhecimento da equipe. Este processo pode ter a forma de uma breve apresentação, ou formatos mais elaborados, tais como: seções de Q&A (perguntas e respostas), salas de guerra, série de seminários.

- Revisões – Este processo tem como finalidade refletir de forma sistemática sobre o conhecimento que a equipe foi capaz de adquirir durante as fases de um processo ou projeto. Especificamente, as seguintes perguntas devem ser respondidas: o que funcionou bem em nosso processo colaborativo, o que não funcionou e porque e o que vamos fazer de forma diferente, como resultado do que foi conseguido? Ao responder estas questões teremos quatro tipos de lições aprendidas:

1. Erros comuns, armadilhas, e incidentes críticos (e as suas principais causas);
2. Práticas bem sucedidas, fatores críticos de sucesso, e work-around;
3. Perguntas e respostas recorrentes; e
4. Experiências com ferramentas, recursos e parceiros.

Esses quatro processos são fundamentais para a gestão do conhecimento em uma equipe. Sua implantação e efetivo uso dependerá de cada organização e do uso de ferramentas adequadas por parte dos gestores.

http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=16&canallocal=48&canalsub2=155&id=2303

segunda-feira, 23 de março de 2009

Existe um programa free que adapta o Office 2007 para exibir menus do Office 2003.

Um ítem denominado MENU exibe a barra 2003. Ao escolhermos o item desejado, a barra é ocultada.

Read about it here:http://news.office-watch.com/t/n.aspx?articleid=799&zoneid=12

Download it here: http://www.ubit.ch/fileadmin/UBitMenu/UBitMenuSetupBR.exe

domingo, 22 de março de 2009

Invista como Warren Buffett
| 21.08.2008
O que o bilionário americano, um dos investidores mais admirados do mundo, tem a ensinar aos pequenos aplicadores


Michael O’Neill/Corbis Outline
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Por Giuliana Napolitano

EXAME O bilionário americano Warren Buffett, um dos investidores mais bem-sucedidos de todos os tempos, costuma dizer que seu prazo favorito de aplicação é “para sempre”. Quem tivesse isso em mente na década de 60, no início das atividades de sua empresa de investimentos, a Berkshire Hathaway, poderia ter ficado milionário. Mil dólares aplicados nas ações da companhia em 1965 teriam se transformado em cerca de 3 milhões de dólares em agosto de 2008. É verdade que o período engloba mais de 40 anos, mas uma alternativa similar de investimento — usar os mesmos 1 000 dólares para comprar os papéis que integram o índice S&P 500, da bolsa de Nova York — teria rendido pouco mais de 65 000 dólares. O desempenho excepcional de Buffett é fruto de uma estratégia peculiar — e, para muitos, discutível. Diferentemente do que prega a maioria dos especialistas financeiros, Buffett não diversifica suas aplicações e ignora relatórios de previsões econômicas. Polêmicas à parte, o certo é que o jeito Buffett de fazer negócios tem se mostrado eficaz. Muito eficaz.

Com base em livros publicados sobre Buffett e em textos que ele próprio escreveu para apresentar os resultados de sua empresa aos acionistas, EXAME compilou algumas das principais lições do guru. Antes de lê-las, porém, vale um alerta: os conselhos não são um manual sobre como se tornar um ás do mercado financeiro. Buffett aprimorou sua estratégia ao longo de mais de quatro décadas, quando adquiriu o controle ou participações majoritárias em centenas de companhias de diferentes tamanhos — da Coca-Cola à fabricante de doces See’s Candies. Hoje, administra um patrimônio de 280 bilhões de dólares. “Se alguém fizer um curso para aprender a jogar bola como Pelé, dificilmente vai conseguir reproduzir suas jogadas mais brilhantes. Mas é inegável que poderá se tornar um jogador melhor depois das aulas”, diz Rui Tabakov Rebouças, dono da gestora de recursos Tabakov Capital, com sede em Nova York, e ele próprio co-autor de um livro sobre as estratégias do megainvestidor, Os Ensaios de Warren Buffett (edição do autor).


Ignorar análises macroeconômicas
“Trinta anos atrás, ninguém poderia ter previsto o imenso impacto da Guerra do Vietnã, de duas crises do petróleo, da renúncia de um presidente, da dissolução da União Soviética (...). Diferentes choques ocorrerão nos próximos 30 anos. Não tentaremos prevê-los nem lucrar com eles”, escreveu Buffett em carta aos acionistas da Berkshire Hathaway em 1994. Ele atribui o sucesso de seus investimentos em empresas à combinação entre a análise criteriosa dos resultados e das perspectivas desses negócios e o valor de suas ações na bolsa. Seu lema é comprar bons negócios por baixos preços e, se possível, mantê-los por um longo prazo.

Aprender a avaliar empresas
Pode parecer complicado para o pequeno investidor, mas, com alguma dedicação, é possível avaliar empresas para tentar descobrir bons negócios, segundo Buffett. Como fazer? O primeiro passo é escolher poucas empresas para acompanhar — de preferência de um ou dois setores. O conselho de Buffett é se concentrar em mercados que o investidor já conheça ou entenda. Por exemplo, alguém que passou a vida trabalhando em companhias de varejo terá mais condições de analisar supermercados e outras empresas do setor do que siderúrgicas. “Especialização e sucesso andam de mãos dadas”, escreveu Mark Tier, autor de Investimentos: Os Segredos de George Soros e Warren Buffett, publicado no Brasil pela editora Campus.

Definido o nicho, o passo seguinte é levantar informações sobre as empresas que serão analisadas. De forma geral, isso pode ser feito lendo os relatórios de análise de bancos e corretoras e os balanços anuais publicados pelas companhias abertas. Mas também vale a pena buscar informações in loco. Uma história famosa sobre Buffett conta que, em 1965, ele passou cerca de um mês contando os vagões-tanque que passavam pela ferrovia de Kansas City. Buffett não estava interessado nos trens, mas numa empresa que fabricava aditivos para a gasolina transportada nos vagões. Queria saber se a demanda pelo produto estava aumentando. Quando os carregamentos, de fato, cresceram, ele comprou ações da empresa e embolsou um ganho de mais de 60%.

A recomendação de Buffett é procurar características que diferenciem a empresa de seus concorrentes — por exemplo, custos mais baixos de produção, uma marca consolidada ou a liderança isolada de um mercado. É o que ele chama de “fosso” ou “barricada”, isto é, algo que funciona como uma barreira e deixa as demais companhias do setor distantes.

Aproveitar a volatilidade
Uma vez que o investidor define em quais ações quer aplicar, o melhor negócio é comprá-las pelo menor preço possível. Por isso, diz Buffett, a volatilidade dos mercados é a maior aliada do “verdadeiro investidor”. São os altos e baixos das bolsas de valores que permitem que papéis de empresas atrativas sejam comprados por preços baixos. Seu raciocínio, extraído de uma carta aos acionistas em 1997, é o seguinte: assim como quem vai trocar de carro de tempos em tempos — e não é uma montadora — deve preferir que os preços dos automóveis fiquem baixos, quem pretende poupar mais do que gastar nos próximos dois ou três anos deve torcer por um mercado de baixa. “Somente aqueles que serão vendedores de ações no futuro próximo deveriam ficar felizes com sua valorização”, escreveu ele.

Pensar no longo prazo
Para conseguir ganhar com a instabilidade dos mercados, o investidor precisa, de fato, ter condições de deixar seu dinheiro aplicado por prazos longos — no caso da Berkshire Hathaway, isso significa manter uma ação em carteira por décadas. A Coca-Cola, por exemplo, faz parte de seu portfólio desde 1988. Isso não quer dizer, porém, que Buffett nunca venda as ações ou participações de empresas que possui. “Ele se desfaz de alguma posição quando acha que a companhia não tem mais como se valorizar ou quando houve algum erro na sua avaliação”, diz Rui Tabakov, que organizou um seminário sobre investimentos que abordará vários aspectos da estratégia de Buffett e ocorrerá no início de setembro em São Paulo.

Não diversificar
Um dos conselhos mais repetidos no mundo dos investimentos é o que diz que a melhor forma de reduzir riscos é diversificar suas aplicações. Buffett pensa o contrário. Para ele, o risco aumenta quando se investe em muitas empresas, porque é impossível ter informações detalhadas sobre todas elas. “Diversificação é uma proteção contra a ignorância e não faz muito sentido para aqueles que sabem o que estão fazendo”, diz ele, que mantém quase todo o seu patrimônio aplicado nas ações da Berskhire Hathaway. Até aqui, essa estratégia transformou Buffett no homem mais rico do mundo, com um patrimônio estimado em 62 bilhões de dólares.

http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0925/investimentospessoais2008/m0166281.html
A visão de Warren Buffett sobre a crise
Megainvestidor elogia ação do governo, alerta sobre bolha dos títulos públicos nos EUA e vê crise duradoura, mas aposta em superação

| 02.03.2009 | 09h30
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Portal EXAME -

O fundo Berkshire Hathaway teve em 2008 seu pior ano desde que começou a ser controlado pelo mega investidor Warren Buffett, na década de 60. O lucro do fundo caiu 62%, com o pior resultado concentrado no quarto trimestre. Na tradicional carta anual aos acionistas, Buffett, considerado o homem mais rico do mundo pela revista "Forbes", defendeu a atuação do governo dos Estados Unidos contra a crise e admitiu que cometeu uma série de equívocos. O megainvestidor alertou ainda para a formação de uma bolha no mercado americano de títulos públicos e admitiu que a crise pode ir além de 2009, mas mostrou otimismo com a capacidade da economia dos EUA em superar desafios. Veja abaixo alguns dos principais pontos da carta:
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+ Todas as notícias
Sobre a economia
"Nós estamos certos, por exemplo, que a economia vai se arrastar durante 2009 - e provavelmente por mais tempo que isso. Mas isso não nos diz se o mercado de ações vai subir ou cair nos próximos meses."
"Nós vivemos uma disfunção do mercado de crédito, que rapidamente se tornou não-funcional em diversos aspectos. A senha ao redor do país é a mesma que eu via nas paredes de restaurantes quando eu era jovem: ‘Em Deus nós confiamos; todos os demais pagam em dinheiro’."
"A espiral degenerativa da economia obrigou o governo a tomar medidas em massa. Usando o vocabulário do pôquer, o Tesouro e o Fed [Federal Reserve, o banco central dos EUA] estão apostando todas as suas fichas. O remédio econômico tem sido distribuído a rodo. Essas doses, impensáveis há algum tempo, quase certamente terão seus efeitos colaterais. Cada um pode tentar adivinhar que efeitos serão esses, embora eu acredite que uma consequência provável seja um ataque inflacionário."
"Uma ação forte e imediata do governo era necessária no ano passado para evitar o total colapso do sistema financeiro. Se isso tivesse ocorrido, as consequências para todos os setores da economia teriam sido terríveis. Gostem ou não, os habitantes de Wall Street, Main Street e outras várias Side Streets de nosso país estão todos no mesmo barco."
"Em meio a essas más notícias, no entanto, nunca se esqueça de que nosso país teve de enfrentar dificuldades muito maiores no passado. (...) Nós superamos elas, sem falhar (...) Nossos melhores dias ainda estão por vir."
Sobre os derivativos de crédito
"Aumentar a transparência é o remédio favorito de políticos, comentaristas e órgãos reguladores das finanças para evitar que o trem volte a sair dos trilhos, mas isso não resolve o problema dos derivativos. Eu não conheço nenhum mecanismo de divulgação que chega perto de descrever e mensurar os riscos de um enorme e complexo portfólio de derivativos. Auditores não conseguem auditar esses contratos, e reguladores não conseguem regulá-los. Quando eu leio as páginas de divulgação dessas informações no balanço das empresas, tudo que eu descubro é que eu não faço idéia do que está acontecendo em seus portfólios (e então eu procuro alguma aspirina)."
Sobre o mercado imobiliário
"A atual ruína do mercado imobiliário deveria servir como lições simples para compradores de casas, bancos, corretores e governos. A aquisição de casas deveria exigir o pagamento à vista de ao menos 10% do valor do imóvel e prestações mensais que caibam confortavelmente no orçamento do mutuário. A renda do comprador deveria ser cuidadosamente examinada."
"Colocar pessoas em casas, apesar de ser uma meta desejável, não deveria ser o primeiro objetivo de nosso país. Manter essas pessoas em suas casas deve ser a nossa ambição."
"O ano passado foi terrível para a venda de imóveis, e 2009 não parece melhor. Nós continuaremos, no entanto, a realizar operações quando houver oportunidades a preços sensatos."
Sobre novas bolhas
"Quando a história financeira desta década for escrita, certamente ela falará sobre a bolha da internet no final dos anos 90 e da bolha imobiliária nos últimos anos. Mas a bolha do mercado de títulos do Tesouro americano gerada a partir do final de 2008 poderá ser lembrada como algo quase tão extraordinário."
"Os governos locais terão de enfrentar problemas fiscais mais severos no futuro do que os que estão sendo visto até agora. As dívidas previdenciárias sobre as quais eu falei no balanço anual divulgado no ano passado serão um grande contribuinte para esses infortúnios. Muitas cidades e estados ficaram horrorizados quando analisaram o orçamento no final de 2008. A diferença entre os ativos e o valor atuarial real de suas dívidas é simplesmente incrível."
Sobre o desempenho do Berkshire
"Durante 2008 eu fiz alguns investimentos estúpidos. Eu cometi ao menos um grande erro por delegar poderes e outros equívocos menores que também machucaram. Além disso, eu cometi erros por omissão, chupando meu dedo enquanto fatos novos surgiam e que deveriam ter me levado a reexaminar minhas convicções e a agir prontamente."
"No final do ano, investidores de todas as classes estavam sangrando e confusos, como se fossem pequenos passarinhos perdidos em um jogo de badminton."
"O Berkshire sempre foi um comprador de empresas e de ações, e o desarranjo nos mercados deu uma freada em nossas aquisições. Se for investir, lembre-se que o pessimismo é nosso amigo e a euforia é o inimigo."
"O valor de mercado dos títulos e ações que continuamos a possuir sofreu um declínio significativo, assim como o mercado em geral. Isso não deve me chatear. Aliás, eu gosto da queda de preços desde que tenha mais dinheiro disponível para aumentar minhas posições."
"Alguns anos atrás nossos competidores faziam algo chamado de ‘aquisições alavancadas’. Mas esse se tornou um nome ruim. Então essas empresas decidiram mudar de nome. O que elas faziam não mudou na essência, inclusive o gosto pelas aquisições alavancadas. Só que a nova denominação sob a qual eles trabalham passou a ser de fundos de private equity."
http://portalexame.abril.com.br/financas/visao-warren-buffett-crise-424456.html
O herói da bolsa
Pesquisa exclusiva feita pela TNS InterScience em parceria com a DINHEIRO mostra o perfil do novo investidor brasileiro e como ele consegue driblar a crise

ANA CLARA COSTA


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MACEDO COMPROU PETROBRAS A R$ 45 E AGORA PRECISA ACALMAR O URSO

ELE ACREDITOU. FEZ POUpança, mas se cansou da velha caderneta e do CDB e tentou conhecer melhor o mercado de ações. No começo, levou alguns tombos típicos de principiantes, mas, com o tempo, aprendeu a lição e viu que a bolsa subia, subia, subia em um céu que parecia não ter fim. Todos diziam a ele que o Brasil tinha finalmente entrado nos eixos. E ele acreditou novamente. Mas o conto de fadas teve data e hora para acabar e levou para baixo uma boa parte da rentabilidade das quase 500 mil pessoas físicas que aplicavam na BM&FBovespa em outubro de 2008, mês em que o Ibovespa ficou abaixo dos 30 mil pontos. Apesar do baque, ele continuou ali, firme e forte, engolindo a seco cada real que escapava do preço de suas ações. Esse investidor - que nasceu eufórico, quebrou a cabeça, ganhou muito e também se frustrou - é aquele que segurou suas ações e não irá vendê-las. Acredita em uma recuperação brasileira, está comprando na baixa e é ciente do risco que corre. Otimista, mas sensato. Conservador, mas com uma pequena cadência arrojada. Este é o perfil do novo investidor brasileiro, traçado em uma pesquisa exclusiva elaborada pela DINHEIRO e TNS InterScience. Por meio da metodologia quantitativa, foram ouvidos 210 investidores residentes em São Paulo e no Rio de Janeiro até dezembro do ano passado. E pelo menos uma constatação pode surpreender os mais pessimistas em relação à atual crise financeira: este aplicador está tranquilo e aguardando o temporal passar. E, enquanto a tormenta não passa, esse investidor aumenta sua carteira de ações.

A RENDA MÉDIA DOS INVESTIDORES É DE R$ 8,2 MIL SENDO QUE 66% TÊM RENDIMENTO MAIOR

Comprar na baixa é um dos conselhos básicos de investimentos. Mas nem sempre é fácil segui-lo. A tendência, segundo a disciplina de finanças comportamentais, é o investidor demorar para aceitar que seu patrimônio está se desvanecendo. Mas quando o faz, em um ato súbito, acaba realizando o prejuízo. Este, no entanto, não foi o resultado apurado na pesquisa. Ela revela, por exemplo, que 69% dos investidores brasileiros mantiveram suas carteiras após a grande queda de outubro passado. Dos que venderam suas ações, 31% afirmam não ter sofrido prejuízos, já que a bolsa estava ainda em um patamar superior ao do início de seus investimentos. Dos que realizaram lucro antes da queda (cerca de 39%), apenas 7% o fizeram quando a bolsa estava acima de 70 mil pontos. E 28%, quando o Ibovespa marcava entre 60 mil e 70 mil. "Foi importante para os investidores, principalmente para os que nunca tinham visto uma queda tão grande. É um aprendizado que eles levarão para o longo prazo", afirma Rogério Karp, da Ágora Corretora. Segundo ele, a resposta dos próprios clientes da Ágora corrobora o comportamento mais sereno do investidor. "Eles se preocuparam no início, mas logo perceberam que se tratava de uma fase e que as chances de recuperação são inegáveis. São pessoas com visão de longo prazo, bem diferentes dos jogadores que havia na bolsa nos anos 80", diz. O empresário paulistano Marcelo Macedo, 33 anos, investe na bolsa há dez anos. Sempre optou por diversificar seu risco entre papéis, fundos de ações, renda fixa e imóveis. No início, chegou a perder 90% do que havia investido quando as ações da GloboCabo S.A. praticamente viraram pó, após uma reorganização societária. A partir de então, investiu só em bluechips. Cliente da Hedging Griffo, ele também colocou parte do seu capital no Fundo Verde, quando este ainda estava aberto. Em cinco anos no fundo, conseguiu dinheiro suficiente para comprar sua atual residência, um luxuoso apartamento em São Paulo. Usiminas, Petrobras, Vale, Bradesco e Banco do Brasil são as escolhas de Macedo. E, mesmo tendo visto sua carteira se desvalorizar dia após dia, ele não se desanima. "Comprei Petrobras por R$ 45, então ainda estou no prejuízo. Mas isso não me afeta. Continuo com meus papéis. E penso na minha aposentadoria daqui a 30 anos. Sei que a bolsa vai se recuperar", diz, confiante. O ano de 2009, para ele, será o ano de ir às compras. "Quem entrar agora vai sorrir muito quando ela voltar aos níveis que estava antes, assim como já aconteceu em tantas outras ocasiões. Alguém lembra onde estava a bolsa em 2002?", questiona, relembrando a queda ocorrida durante as eleições presidenciais daquele ano.

INFOGRAFIA: ANDERSON CATTAI
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Assim como Macedo, 29% dos investidores entrevistados na pesquisa também comprarão mais papéis este ano, sendo que 27% do total já havia feito novas compras nos últimos seis meses. Os que responderam que não reinvestirão este ano ainda são maioria (41%). Outro que aproveita os preços baixos para fazer novas compras é o empresário carioca Rafael Coletta, 32 anos. Dono de uma factoring, ele começou a investir há sete anos e também perdeu muito no início.
FOTOMONTAGEM: TOLLER SOBRE FOTO DE PAULO JARES
COLETTA, O OUSADO: investiu em opções, perdeu R$ 200 mil e mudou a estratégia

"Resolvi operar opções e perdi quase R$ 200 mil em dois anos", relembra. O baque o estimulou a mudar de estratégia. Agora, o empresário tem uma carteira de longo prazo somente com bluechips, como Usiminas, Petrobras e Vale, e utiliza os dividendos para fazer novas compras. Também realiza venda coberta de opções, operação considerada de baixo risco, para aumentar seu número de ações. "A bolsa não é um cassino como o que eu joguei um dia", diz. Coletta possui 40% de seu patrimônio em ações, mas ainda assim se considera conservador. "Eu não realizo lucro e só realizarei dentro de 10, 15 anos. Isso é ser conservador", pondera.

A resposta de Coletta corresponde à autoavaliação que os investidores fizeram durante a pesquisa - 44% deles se diziam conservadores na hora de investir. Somente 34% dos investidores, no entanto, afirmaram ter 10% ou menos de seu patrimônio aplicado na bolsa. "Esse ponto me chamou bastante a atenção, pois muitos estão convictos de que investir no longo prazo é a mesma coisa que ser conservador", diz Felipe Menezes, diretor da TNS InterScience e coordenador da pesquisa. Outro ponto que une a maioria dos novos investidores é a confiança nas ações de primeira linha, mesmo após a crise. Muitos migraram das small e middle caps para os papéis de maior liquidez na bolsa. De acordo com a pesquisa, se antes apenas 44% dos investidores aplicavam somente nas ações mais negociadas, agora esse numero subiu para 79%. Macedo é um dos que afirmam que jamais voltarão a investir em papéis com baixa liquidez. "Às vezes meus gestores até recomendam alguns, mas eu não compro", diz.
FABRIZIA GRANATIERI/AG. ISTOÉ "Para uma geração que só conhecia o mercado em alta, quem ficou está fortalecido"
Mauricio Bastter

Investir em blue chips, porém, também não é sinônimo de risco zero. E empresas com menor liquidez também estão longe de ser as vilãs do mercado. Afinal, toda blue chip já foi um dia uma small cap. Mas o investidor parece não ligar. O que ele busca mesmo é estabilidade e rentabilidade, se possível, ao mesmo tempo. "Trata-se de uma geração que só conhecia a alta. Alguns ficaram na esperança da recuperação rápida, que não aconteceu. Quem sobreviveu vai sobreviver mais forte", afirma Mauricio "Bastter" Issa, o médico que virou consultor financeiro.

INFOGRAFIA: ANDERSON CATTAI
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Se o novo investidor brasileiro está hoje mais consciente, também está mais confiante a ponto de preferir administrar sozinho sua carteira de ações, deixando um pouco de lado os fundos. Segundo a pesquisa, 47% dos investidores compram ações, mas apenas 37% investem em fundos de ações. "Tem quem gerencie a carteira porque gosta. Mas era fácil quando a bolsa estava em alta", pondera William Eid Jr., professor da FGV. "Agora é que veremos o que é um bom investidor. Eu ainda acho melhor optar por um fundo de ações bem gerido, com pessoas que estudam para isso", diz. Para Eid, o investidor que aplica sozinho acaba temendo o mercado e só opta por blue chips, o que acarreta rendimentos sempre medianos.

O comportamento tão ponderado, que prenuncia uma maturidade maior no perfil do pequeno investidor, pode ser deixado de lado quando a bolsa voltar a subir. Pelo menos é o que diz a psicóloga Vera Rita de Melo Ferreira, que comanda um grupo de pesquisa sobre psicologia econômica: o comportamento eufórico nas aplicações pode voltar ao cotidiano dos investidores ao mesmo tempo que a bolsa voltar a subir com mais vigor. "É parecido com as pesquisas de dezembro que perguntam ao consumidor o que ele fará com o décimo terceiro. Ele sempre diz que vai poupar, mas em janeiro está todo endividado", diz. A necessidade de satisfação imediata é a principal culpada por tal comportamento. "Somos dominados pelo emocional. Se investir demais na bolsa acalma essa ânsia, ele vai voltar a fazê-lo quando ela disparar, o que é pior", explica, antes de fazer uma advertência. "Enquanto o ser humano não conseguir controlar essa vontade de ganhar dinheiro rápido, ele continuará perdendo na bolsa", afirma Vera. O novo investidor parece ter aprendido a lição. Mas será para sempre?

http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/596/artigo127732-2.htm
PROBLEMAS PESSOAIS NO TRABALHO

* Tom Coelho


O relógio toca as oito badaladas matinais, você registra sua presença no livro ou ponto eletrônico e automaticamente todos os seus dilemas pessoais são trancafiados no armário do vestiário. Agora você pode iniciar a jornada de trabalho com toda energia e foco em suas tarefas, as quais serão desenvolvidas com elevada produtividade. Contas vencidas, parentes enfermos e desilusões amorosas voltarão a habitar seus pensamentos apenas ao final do expediente.

O quadro acima é tão surreal quanto alguns empregadores gostariam que espelhasse a realidade. A publicitária alemã Judith Mair publicou em 2003 um livro intitulado “Chega de Diversão”, depois rebatizado de “Chega de Oba-Oba”, em que sentencia que trabalho não tem que ser sinônimo de prazer, o ambiente profissional não é lugar para amizades e a jornada deve terminar na empresa, sendo proibido levar serviço para casa.

O fato é que colocar uma linha divisória entre a vida pessoal e a profissional pode ser possível num mundo prussiano, mas é absolutamente impraticável dentro da cultura latina. Razão e emoção coexistem em nosso ser, a cada instante, onde quer que estejamos. Assim, o que podemos fazer é minorar o impacto de nossos problemas pessoais dentro do espaço corporativo, buscando conciliar nossos interesses com os da empresa.

Quando este equilíbrio deixa de ser atingido, as conseqüências são imediatas. Primeiro, o estresse, que em grau mais acentuado pode levar ao burnout. Em paralelo, surge o presenteísmo, a síndrome de estar presente no ambiente de trabalho, porém absolutamente desconectado das atividades profissionais, afetando drasticamente a produtividade. Mais adiante, vem o absenteísmo, a ausência física da empresa motivada seja por desestímulo, seja por doenças clinicamente identificadas.

Mas então, como lidar com estes infortúnios do cotidiano pessoal sem comprometer a posição na empresa? Algumas sugestões:

1. Siga pelo caminho do meio. Evite o isolamento, deixando de compartilhar seus problemas com as pessoas mais próximas. Passamos ao menos oito horas envolvidos com o trabalho. Se você não conversar com alguém, sua cabeça pode virar uma panela de pressão prestes a explodir! Entretanto, evite também a exposição demasiada. Você não precisa dividir seus anseios com todos ao redor, até porque no ardiloso ambiente corporativo há muitas pessoas à espera de descobrir suas fraquezas para lhe atacar. Seja seletivo.

2. Comunique. Seu superior hierárquico não tem bola de cristal para saber o que está se passando e pode avaliar sua apatia como desinteresse ou até desleixo. Informe-o, ainda que superficialmente, que está passando por uma fase difícil, mas que está em busca da superação.

3. Seja discreto. A menos que seu espaço seja delimitado por uma sala privada, com boa vedação acústica, onde seja possível trancar a porta, cuide para que seus assuntos pessoais sejam tratados reservadamente. Assim, afaste-se para falar ao telefone ou travar aquela batalha verbal comum a muitas discussões. Se o embate for pelo computador, certifique-se de fechar a tela que contém o diálogo ao sair do ambiente. E jamais, jamais chore em público. Alguns serão solícitos e lhe oferecerão carinho e apoio. Mas outros não se esquecerão deste seu momento de fragilidade. E usarão isso contra você no futuro.

4. Peça ajuda. Se o problema é de ordem financeira, procure obter um adiantamento ou um crédito consignado para solucionar o problema. Já se for uma questão de saúde, busque tratamento. Se enfermo, evite a automedicação e agende um médico. Se diante de dependência química, comece uma terapia. E tenha no RH ou Departamento de Saúde Ocupacional de sua empresa um aliado.

Se o seu desempenho está sendo prejudicado e seus problemas não estão sendo resolvidos, o melhor a fazer é se licenciar. Antecipe parte das férias para direcionar toda a atenção na solução do que lhe aflige. Em última instância, vale até considerar um pedido voluntário de demissão, negociando as condições da saída.

Se com você está tudo bem, mas seu colega de trabalho notadamente está passando por um período turvo, use da empatia e coloque-se por um instante no lugar dele, procurando ajudá-lo. Aconselhamento e orientação podem fazer toda a diferença. Afinal, lembre-se de que um dia os papéis poderão estar invertidos.


Tom Coelho, com formação em Publicidade pela ESPM, Economia pela USP, especialização em Marketing pela Madia Marketing School e Qualidade de Vida no Trabalho pela USP, e mestrando em Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente pelo Senac, é consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting, Diretor Estadual do NJE/Ciesp e VP de Negócios da AAPSA.

http://www.catho.com.br/jcs/inputer_view.phtml?id=10486
HABILIDADES PROFISSIONAIS IMPRESCINDÍVEIS NO FUTURO

Tatiana Aude

Habilidades que hoje não eliminam um candidato num processo seletivo, no futuro serão as primeiras a serem avaliadas.

“O tempo não pára”, já dizia o célebre cantor Cazuza em suas canções. E ele tinha razão. O relógio não deixa de funcionar porque estamos atrasados e nem as situações ficam ‘congeladas’ no tempo porque é conveniente para nós, seres humanos. Por muitas vezes o fato de não acompanharmos o ritmo dos acontecimentos é que ficamos atrasados e ultrapassados quando o assunto é carreira profissional, sucesso e ambiente corporativo.

As mudanças estão acontecendo em escala geométrica e, por mais jovem que uma pessoa seja, não deve se considerar a ‘dona da verdade’ quando o assunto é critérios de seleção e mercado de trabalho. O jornal Carreira & Sucesso consultou especialistas de treinamento e de desenvolvimento de pessoas que afirmam: alguns requisitos, num futuro próximo, serão eliminatórios na briga por uma vaga!

“O filho de um colega, conversando comigo, falou que estava em dúvida entre duas universidades para cursar. Uma com nome de peso e outra, bem interessante, mas nem tão conhecida. Eu até disse pra ele que a questão técnica e de nome, pesava muito, mas no passado! Hoje a questão é mais global, relacionada ao comportamento do candidato que, independente dos conhecimentos e da faculdade cursada, precisa desenvolver uma série de competências relacionais e atitudinais. Hoje isso já conta muito, e no futuro contará mais ainda. Essa é a novidade”, afirma Lucilaine Bordin Bellacosa, gerente de desenvolvimento de pessoas da CPFL Energia.

O assunto pode até não parecer novidade, mas em época de crise financeira, com a mídia chamando tanta atenção para notícias relacionadas a empregos e cortes de pessoal, é uma oportunidade de reflexão. Afinal, na luta por um espaço em meio a multidão, possuir uma habilidade difícil de encontrar – senão rara – torna-se o ingrediente necessário para a inclusão no mercado. Na própria CPFL, estes critérios já estão sendo incorporados.

“A gente procura, em geral, olhar se a pessoa está aderente aos princípios da empresa, que são a criação de valor, capacidade de superação, tolerar frustrações, ter resiliência, confiança e respeito nas atitudes consigo mesmo e com os outros. Não só ter respeito de cima pra baixo, como em todos os lados. Além disso, ter sustentabilidade, tanto comigo como inspirando isso com minha equipe e com quem está ao redor”, aponta.

Confira algumas competências apontadas pela gerente:

- Saber como agregar valor:“A pessoa precisa descobrir como ela dá resultado e impacta o resultado de uma empresa. Neste momento [de crise], utilizar essa ferramenta é chave! Também é importante detectar ações que não impactam o planejamento estratégico e eliminá-las”.

- Não ser workaholic, e sim produtivo:“É certo que você não consegue estabelecer, nos dias de hoje, horário fixo para trabalhar. As empresas estão ‘enxugando’ e quem fica assume novas realidades. Mas o que eu tenho a fazer é montar estratégicas para manter minha qualidade de vida. E pra isso não existe regra: eu posso trabalhar até 14 horas por dia e não me sentir estressada com isso, mas também não vale utilizar a situação para fazer figura no escritório. Tem que ser produtivo”.

- Voluntariado e hobbies:“Têm peso numa contratação, embora não sejam tudo. O que se deve atentar é que não vale eu ter um hobbie bacana ou no final de semana carregar criancinhas na creche se isso não está inserido na minha consciência sustentável. Tem que fazer parte de uma crença de valor que a pessoa possui”.

A consultora de treinamento Rosemary Bethancourt, da Catho Online, vai além nessa questão, e acrescenta outros fatores pontuais que vão ser acrescentados aos processos de seleção no futuro:

- Acompanhar a tecnologia digital:“Além de ter as habilidades pessoais e profissionais, o candidato do futuro vai precisar refiná-las e aprimorá-las com esses recursos. A tecnologia digital vai ser usada no aprimoramento das atividades e não simplesmente como um recurso técnico”.

- Independência responsável:“O profissional precisa se conhecer bem para buscar recursos necessários ao seu crescimento, bem como definir as ações que o levarão a alcançar os objetivos propostos para a sua carreira. Ou seja, tem que saber o que quer e confiar no seu potencial, refletindo credibilidade e determinação em suas atitudes".

- Colocar em prática o home office:“É preciso ser empreendedor, ter flexibilidade para inovar e resolver problemas, o profissional do futuro pensa e age como se a empresa fosse sua”.

- Consciência ambiental:“Em breve as entrevistas poderão abordar temas como o uso racional dos recursos naturais, reciclagem, ética e cidadania, entre outros."

http://www.catho.com.br/jcs/inputer_view.phtml?id=10484