Só sei que nada sei
Para se destacar na área de TI, não basta entender tudo de programação, muito menos passar a vida em um CPD. Saiba o que você precisa conhecer sobre o mercado
Por Alexandre Carvalho
Que tal uma rápida volta ao passado? Durante a adolescência, época em que a vida de qualquer pessoa sofre constantes transformações, você finalmente decide que irá seguir carreira na área de tecnologia. A partir daí, você mal vê a hora de ingressar numa faculdade e colocar seu sonho em prática, não é mesmo?
Até então, tudo o que você sabe sobre a profissão que escolheu não passa daquele estereótipo bastante conhecido entre os leigos: um indivíduo sentado à frente de um computador, trancado em um CPD, sem nenhum contato com o mundo externo, programando sem parar.
Claro que esse é um exemplo hipotético. Nem todo mundo teve essa visão quando decidiu seguir carreira em TI, mas certamente conhece ou já conheceu alguém que passou por situação semelhante e, logo após ter ingressado em uma faculdade ou ter conseguido o primeiro estágio, percebeu que o mercado é bem mais amplo e exige cada vez mais de qualquer profissional.
Amadurecimento
Hoje, o profissional de tecnologia (ou informática, como você preferir) amadureceu e sua atuação está a léguas de distância da que lhe era atribuída há alguns anos. Mesmo assim, muitos profissionais que hoje se destacam no mercado reconhecem que, no início, tiveram uma visão bem limitada sobre o que era, de fato, trabalhar com tecnologia.
Como resultado disso, não são raros os casos em que jovens profissionais são pegos de surpresa por não estarem preparados para uma realidade que envolve não só bits e bytes, mas também um amplo conhecimento de gestão, vendas, entre outras coisas. O gerente de produto da First Tech Tecnologia, Leandro Garcia, foi um deles.
- Decidi trabalhar nessa área porque ela era considerada promissora, onde se dizia que um profissional técnico conseguia se colocar rapidamente no mercado. Na época, apesar de dar aulas de microinformática, eu tinha uma visão muito superficial do que iria encontrar no mercado – diz o gerente.
Causas e conseqüências
Segundo ele, o fato de não ter ninguém na família trabalhando na área contribuiu para isso, e que o conhecimento adquirido sobre os meandros do mercado de TI veio por parte dos colegas de faculdade e de sua própria experiência como profissional. Mas ele lembra que nem sempre acontece dessa forma.
- Ingressei no mercado em meu segundo ano de faculdade, aqui mesmo, pela First Tech, mas tenho vários colegas que só fazem a faculdade e têm uma visão muito fechada sobre o mercado. Mas vejo muita gente correndo atrás, se informando, desde o início – ressalta Leandro Garcia.
Vale lembrar que a evolução pela qual o mercado passou nos últimos anos não elimina a importância do conhecimento técnico. No entanto, só isso não basta, e é necessário que, desde cedo, o profissional adquira uma postura corporativa, com o intuito de, no futuro, ajudá-lo a se adaptar rapidamente aos novos modelos de gestão das empresas e, assim, prepará-lo para as constantes transformações que hoje fazem parte desse mercado.
Só sei que nada sei
Uma das principais queixas dos profissionais que atuam em TI é que as instituições de ensino, na maioria das vezes, não fornecem um contato adequado entre os alunos e a realidade nas empresas.
- Os professores, com algumas exceções, são muito fechados e dedicados ao mundo acadêmico. Eles te ensinam a desenvolver um software, mas se esquecem dos processos burocráticos das empresas que estão envolvidos nisso, as políticas internas de cada uma – reclama o gerente de Tecnologia do portal Comunique-se, Gustavo Araujo.
Ele é outro exemplo de quem teve de mudar rapidamente a visão que tinha sobre o mercado de tecnologia, quando assumiu responsabilidades que, em outras épocas, não fariam parte do cotidiano de um profissional de TI, tais como lidar com clientes e coordenar uma equipe, interagindo com outras pessoas.
O cliente é quem manda
Mas e os programas de incubação de empresas que são oferecidos por diversas instituições de ensino espalhadas pelo Brasil? Não seriam uma alternativa para os estudantes logo que estes ingressam em uma faculdade? Na opinião de Leandro Garcia, da First Tech, as incubadoras até ajudam, mas de forma superficial.
- O problema é que as coisas não são bem esclarecidas para os alunos, tudo é dado muito superficialmente e não há ninguém que dê exemplos sobre o que acontece fora do mundo acadêmico – diz.
Perdendo o medo
Já Gustavo Araujo diz que o profissional de hoje precisa adequar seus conhecimentos em tecnologia aos anseios de quem toma as decisões no mercado, ou seja, os clientes. Muitas vezes, uma mudança como essa gera momentos de insegurança e até arrependimento.
O profissional de TI, normalmente, está sujeito a situações como, por exemplo, sair de casa às quatro horas da manhã para resolver um problema no sistema ou no servidor da empresa. Isto representa uma carga de pressão enorme por parte da chefia.
- Por esse motivo, às vezes dá uma insegurança, porque é um novo horizonte que se abre para o profissional que é técnico e, de repente, se vê inserido em outro ambiente, tendo que abrir sua visão para os negócios. No decorrer do tempo, e à medida em que ele vai obtendo sucessos, isso é superado – lembra Araujo.
Postura de gente grande
Já o engenheiro de Sistemas da Mtel Tecnologia, Carlos Rizzo, se adaptou a essa situação justamente por ter se adaptado às cobranças que recebeu ainda na época de estágio. Ele conta que durante a faculdade ainda não tinha uma noção clara sobre que caminho iria escolher em sua carreira.
Rizzo cursava Engenharia Elétrica e depois optou por Engenharia da Computação. Mas, por considerar a faculdade muito abrangente, oferendo muitas opções, sentia-se perdido, sem saber que rumo tomar, embora já soubesse que não queria ficar preso somente à programação.
- Quando fui contratado é que comecei a mudar minha postura em relação ao mercado. Embora não fosse o que eu estava esperando, tive muita coisa para estudar e aprender, pois até então só tinha o conhecimento básico, adquirido no estágio. No final, isso acabou me rendendo uma promoção – lembra.
Só sei que nada sei
Para o gerente-geral de infra-estrutura da Stefanini IT Solutions, Zenos Strazzeri, um profissional só passa a ter outra visão sobre o mercado de TI por intermédio da experiência. Ele explica que isso acontece porque o próprio mercado passou a ter outras exigências, embora, atualmente, muitas faculdades dêem ênfase à administração.
Strazzeri conta que se envolveu com a área de tecnologia somente pelo fato de se sentir atraído pelo caráter técnico desse mercado, que no final dos anos 70 era bastante emergente, levando também em consideração a valorização do profissional com essa especialização e a boa remuneração, para os padrões da época.
- Quando entrei na faculdade, em 1980, a gente não tinha muita noção do mercado, porque ele também não exigia muito, já que a demanda era maior e não havia tanta oferta. A visão que se tinha naquele tempo era a de um profissional bem formado como técnico, que a gente iria se transformar em um bom programador – explica.
Olhe para a frente
Segundo ele, essa figura do profissional que é só programador não existe mais, já que agora o mercado dá margem a outras vertentes e especializações.
- A mudança que eu tive sobre como enxergar o mercado ocorreu em função das opções de carreira que vi na área da informática, descobrindo onde poderia me especializar. Comecei como programador e depois dei uma guinada, passando a atuar em infra-estrutura, que é a área que me dá mais satisfação – garante Strazzeri.
Fazendo a diferença
Na hora de aconselhar aqueles que sonham, um dia, em seguir carreira na área de tecnologia, ou os que estão prestes a ingressar nesse mercado, os profissionais entrevistados para esta reportagem deram opiniões bem parecidas e chegaram a um consenso: quanto mais preparado o profissional estiver para o mercado, melhor.
Zenos Strazzeri, por exemplo, recomenda que, na época de faculdade, deve-se aproveitar muito bem este momento.
- Quando o jovem se encontra em um ciclo normal de sua vida, ele entra muito novo na faculdade, sem saber exatamente o que vai fazer na carreira, e aí acaba não aproveitando o curso direito. É importante que ele entenda bem o que está sendo ensinado, não basta somente tirar boas notas - alerta.
Ele lembra também que é necessário procurar outros universos desde o início da vida acadêmica, com cursos extras e muita leitura, caso contrário, o profissional já sai perdendo muito cedo em termos de competitividade.
Carlos Rizzo, da Mtel, fecha esta reportagem com uma dica importante para quem ainda se considera, digamos, "perdido":
Há órgãos, como o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), que organizam visitas a empresas de diversas áreas, para que o estudante possa conhecer melhor o mercado onde ele pretende atuar profissionalmente. Isso evita, por exemplo, que ele vá de olhos vendados para o primeiro estágio ou emprego – finaliza.
Artigos sobre Tecnologia da informação, Carreira, Recursos Humanos e Estratégias atuais do mundo empresarial
domingo, 3 de outubro de 2010
Seus amigos, seu emprego
Uma boa rede de contatos oferece mais chance de mudar ou encontrar um emprego
João Sorima Neto
Fonte: http://www.onnews.com.br/trabalho/index.html#15470
Que está difícil arrumar emprego, todo mundo sabe. A questão é: como driblar as dificuldades e sair na frente dos seus concorrentes? Os consultores dizem que uma das melhores maneiras de largar na frente nessa corrida é ter uma boa rede de contatos. Se você nunca ligou para isso, então está na hora de começar a ligar. Os mesmos consultores dizem que pelo menos 70% das vagas são preenchidas por indicações de amigos, conhecidos e até parentes. Contratar uma pessoa indicada por alguém diminui o risco de uma contratação feita completamente no escuro. E é por isso que muitas empresas nem publicam anúncio de vagas nos jornais. Preferem receber indicações.
Como formar uma boa rede de contatos
• Nunca despreze ninguém - Um escriturário pode saber que na empresa onde ele trabalha existe uma vaga para um profissional mais qualificado. O amigo do seu amigo pode ter um cargo importante numa companhia do seu ramo de atividade. Quem está construindo uma rede de contatos deve sempre pensar assim. Em todos os lugares há uma possibilidade de conhecer alguém.
• Seja seletivo - Seguir à risca o conselho acima não implica que você deve sair se apresentando a todos numa festa, por exemplo. Há parâmetros. É preciso ser seletivo, olhar sempre do ponto de vista de que ali existe de fato uma oportunidade real.
• Como aumentar sua agenda - Festas, eventos, cursos, palestras, conversas com amigos. Tudo isso funciona como fonte para melhorar sua lista de relacionamentos pessoais.
• Organize seus contatos - Organize-se. Pegue cartões e crie uma lista no computador que você possa consultar sempre que precisar. Quem perde cartões, anota telefones, endereços e nome em pedaços de papel, certamente não vai encontrá-los quando precisar.
• Supere sua timidez - Quem é muito tímido deixa passar oportunidades interessantes. Supere esse obstáculo, exercite o hábito de conversar com as pessoas.
• Quem é prioridade - É interessante saber quem tem o poder contratar entre seus contatos. Deve haver também pessoas que não contratam, mas são diretores de uma área em que você atua. Alguns apenas podem lhe indicar a chefe do setor de recursos humanos. Sua lista deve ter essa organização: no topo, aqueles com possibilidade de contratá-lo. Abaixo deles, aqueles que você considerar mais importantes para lhe oferecer uma oportunidade.
• Cultive sua rede - Ligue de vez em quando, marque sua presença, apareça para um café. É importante ser lembrado na hora que uma chance aparecer.
• Uma ferramenta nova - Quem sabe navegar na internet leva uma vantagem extra. Há fóruns de debates, listas de emprego, é possível fazer amigos virtuais interessados em ampliar os horizontes profissionais. Enfim, há sempre um ponto de encontro interessante do ponto de vista profissional.
• Refresque sua memória - Lembre daquele velho amigo da escola, o primo distante, um parente que você não vê há bastante tempo. Pode ser a hora de retomar o contato. Mas nada de pedir emprego no primeiro telefonema. Faça uma aproximação e só depois entre no campo profissional.
Aprenda a não desperdiçar outras oportunidades
• Avalie a sua concorrência – Assim como as empresas monitoram a concorrência, quem está procurando emprego deve fazer o mesmo. Veja como as pessoas que querem a mesma vaga que você montam o currículo, quanto estão pedindo de salário, qual a experiência que têm e quantos idiomas falam. Isso serve para melhorar seus pontos fracos diante dos concorrentes.
• Monte um banco de dados de empresas onde você quer trabalhar - Você deve saber que empresas mais precisam do tipo de trabalho que você pode desenvolver. Também é recomendável fazer uma lista das empresas nas quais gostaria de trabalhar – pode ser grande ou pequena.
• Monitorar as empresas alvo – Depois de identificar as empresas onde você quer trabalhar, crie a seguinte rotina: acrescente todos os dias à lista pelo menos uma ou duas empresas.
• Saia antes dos concorrente – Todo mundo procura emprego em classificados. Mas pouca gente presta atenção nas notícias com anúncios de novas fábricas chegando ou fazendo investimentos. Um exemplo: uma grande empresa de telecomunicações do exterior alardeou pelos quatro cantos do país que tem fortes interesses em montar uma unidade no Brasil. O papel do desempregado é: entrar no site desta empresa e aprender tudo sobre ela. Na sequência, deve elaborar uma carta e um currículo na língua e cultura da empresa, informando-a de como poderá contribuir para este desafio.
Uma boa rede de contatos oferece mais chance de mudar ou encontrar um emprego
João Sorima Neto
Fonte: http://www.onnews.com.br/trabalho/index.html#15470
Que está difícil arrumar emprego, todo mundo sabe. A questão é: como driblar as dificuldades e sair na frente dos seus concorrentes? Os consultores dizem que uma das melhores maneiras de largar na frente nessa corrida é ter uma boa rede de contatos. Se você nunca ligou para isso, então está na hora de começar a ligar. Os mesmos consultores dizem que pelo menos 70% das vagas são preenchidas por indicações de amigos, conhecidos e até parentes. Contratar uma pessoa indicada por alguém diminui o risco de uma contratação feita completamente no escuro. E é por isso que muitas empresas nem publicam anúncio de vagas nos jornais. Preferem receber indicações.
Como formar uma boa rede de contatos
• Nunca despreze ninguém - Um escriturário pode saber que na empresa onde ele trabalha existe uma vaga para um profissional mais qualificado. O amigo do seu amigo pode ter um cargo importante numa companhia do seu ramo de atividade. Quem está construindo uma rede de contatos deve sempre pensar assim. Em todos os lugares há uma possibilidade de conhecer alguém.
• Seja seletivo - Seguir à risca o conselho acima não implica que você deve sair se apresentando a todos numa festa, por exemplo. Há parâmetros. É preciso ser seletivo, olhar sempre do ponto de vista de que ali existe de fato uma oportunidade real.
• Como aumentar sua agenda - Festas, eventos, cursos, palestras, conversas com amigos. Tudo isso funciona como fonte para melhorar sua lista de relacionamentos pessoais.
• Organize seus contatos - Organize-se. Pegue cartões e crie uma lista no computador que você possa consultar sempre que precisar. Quem perde cartões, anota telefones, endereços e nome em pedaços de papel, certamente não vai encontrá-los quando precisar.
• Supere sua timidez - Quem é muito tímido deixa passar oportunidades interessantes. Supere esse obstáculo, exercite o hábito de conversar com as pessoas.
• Quem é prioridade - É interessante saber quem tem o poder contratar entre seus contatos. Deve haver também pessoas que não contratam, mas são diretores de uma área em que você atua. Alguns apenas podem lhe indicar a chefe do setor de recursos humanos. Sua lista deve ter essa organização: no topo, aqueles com possibilidade de contratá-lo. Abaixo deles, aqueles que você considerar mais importantes para lhe oferecer uma oportunidade.
• Cultive sua rede - Ligue de vez em quando, marque sua presença, apareça para um café. É importante ser lembrado na hora que uma chance aparecer.
• Uma ferramenta nova - Quem sabe navegar na internet leva uma vantagem extra. Há fóruns de debates, listas de emprego, é possível fazer amigos virtuais interessados em ampliar os horizontes profissionais. Enfim, há sempre um ponto de encontro interessante do ponto de vista profissional.
• Refresque sua memória - Lembre daquele velho amigo da escola, o primo distante, um parente que você não vê há bastante tempo. Pode ser a hora de retomar o contato. Mas nada de pedir emprego no primeiro telefonema. Faça uma aproximação e só depois entre no campo profissional.
Aprenda a não desperdiçar outras oportunidades
• Avalie a sua concorrência – Assim como as empresas monitoram a concorrência, quem está procurando emprego deve fazer o mesmo. Veja como as pessoas que querem a mesma vaga que você montam o currículo, quanto estão pedindo de salário, qual a experiência que têm e quantos idiomas falam. Isso serve para melhorar seus pontos fracos diante dos concorrentes.
• Monte um banco de dados de empresas onde você quer trabalhar - Você deve saber que empresas mais precisam do tipo de trabalho que você pode desenvolver. Também é recomendável fazer uma lista das empresas nas quais gostaria de trabalhar – pode ser grande ou pequena.
• Monitorar as empresas alvo – Depois de identificar as empresas onde você quer trabalhar, crie a seguinte rotina: acrescente todos os dias à lista pelo menos uma ou duas empresas.
• Saia antes dos concorrente – Todo mundo procura emprego em classificados. Mas pouca gente presta atenção nas notícias com anúncios de novas fábricas chegando ou fazendo investimentos. Um exemplo: uma grande empresa de telecomunicações do exterior alardeou pelos quatro cantos do país que tem fortes interesses em montar uma unidade no Brasil. O papel do desempregado é: entrar no site desta empresa e aprender tudo sobre ela. Na sequência, deve elaborar uma carta e um currículo na língua e cultura da empresa, informando-a de como poderá contribuir para este desafio.
Seleção natural corporativa
Autor desconhecido
Charles Robert Darwin poderia ter se tornado um grande médico no século 19, não fosse a dificuldade em suportar as dissecações (óbvias em um curso de medicina). Na verdade, seu interesse era pelas ciências naturais, o que o levou a matricular-se no Christ’s College, em Cambridge, na Inglaterra.
Em 1831, Darwin fez uma viagem a bordo do navio Beagle, chegando à costa brasileira e aportando na Bahia e no Rio de Janeiro. Depois, rumou para a Patagônia, conheceu toda a costa ocidental da América do Sul, do Chile ao Peru, foi para a Nova Zelândia, Tazmânia, Austrália, entre outros países. Essa longa viagem deu origem à pesquisa fundamental de sua obra: A Teoria da Origem das Espécies, publicada em 1859.
A idéia de Darwin estava no reconhecimento de que as variações de uma mesma espécie não eram meras imperfeições, mas sim o material a partir do qual a seleção poderia atuar.
A sugestão central é a de que as espécies sofrem mutações ao longo do tempo, criando adaptações para os elementos externos aos seus corpos, como a evolução do homem a partir do macaco. A seleção natural torna-se cada vez mais aceita hoje em dia, principalmente quando surgem novidades na pesquisa genética.
Seleção natural corporativa
Pode-se usar a teoria de Darwin no mundo dos negócios, fazendo algumas pequenas ressalvas. O objetivo não é pregar a "lei do mais forte" (isso só funciona em relações hierárquicas), mas sim apresentar a você, caro leitor, que o mercado de trabalho evolui tal qual a vida. Com novas tecnologias e novos conceitos de administração, novas profissões são criadas (e velhas, infelizmente, descartadas).
Há algum tempo, conversei com um ex-chefe meu sobre ter uma experiência profissional no exterior. Durante o diálogo, ele comentou: "O ideal para os jovens seria buscar uma colocação como programador, por exemplo, pois é um cargo que exige pouco ou quase nenhum diálogo. Com isso, ninguém ficará exposto demais." De certa forma, ele tinha razão, porém, qual é o programador hoje em dia que só programa?
Nos últimos tempos, pôde-se observar esta evolução: o programador virou analista-programador. É que estava ficando muito caro manter dois profissionais trabalhando em um projeto, sendo que um conversava com o usuário e o outro só entendia de bits e bytes. A "seleção natural corporativa" entrava em ação, obrigando o programador a estimular seu lado crítico.
Analista de sistemas e analista de negócios
Depois foi a vez do analista de sistemas e do analista de negócios. A tal "seleção natural corporativa" entrou em cena, mais uma vez: Havia uma área de processos ou O&M (Organização e Métodos) nas empresas, que era responsável pelo contato com o usuário e o entendimento das suas necessidades do ponto de vista do negócio. O analista de sistemas só surgia depois, traduzindo as expectativas dos usuários em códigos de software.
Com o passar do tempo, chegou-se à conclusão de que o analista de sistemas deveria passar a atuar junto com os usuários, para criar sistemas mais amigáveis; e isso só seria possível se os dois se conversassem (há um ditado que diz: um médico só é bom depois que se torna paciente).
Com essa aproximação, o analista de sistemas passou a ser também um analista de negócios. Mas, no fundo, qual é a diferença entre eles?
Definição de novas competências
A "seleção natural corporativa" não tem compaixão com ninguém. Ou o profissional muda seus métodos, quebra seus paradigmas, ou estará fadado ao fracasso. O ponto mais importante nesta grandiosa mudança cultural está na definição das novas competências exigidas.
Um antigo programador, que passou a ser analista-programador, não poderia mais viver apenas com aquele cursinho de lógica de programação que ele fez no curso técnico de Processamento de Dados. Agora, precisa conhecer técnicas de análise, metodologias, CMM, UML, modelagem de dados e de processos, entre outros.
Depois de algum tempo, pressentindo mais uma mutação empresarial, percebeu que o analista-programador deveria absorver conceitos de negócios, convertendo-se, assim, em um analista de negócios. Nesta nova atribuição, mais conhecimentos deveriam ser focados, como técnicas de negociação, gerenciamento de projetos, métodos de métrica de software etc.
Pondo a mão na massa
Todo ano, milhares de profissionais de informática saem dos bancos universitários com uma formação, aparentemente, cada vez mais obsoleta (é claro que existem exceções). As faculdades não têm acompanhado a evolução do mercado em seus conteúdos programáticos, ou pelo menos as coisas não acontecem no mesmo ritmo – o mercado dança um pesado heavy metal e as instituições de ensino, um bom e caliente bolero.
Como o show não deve parar, desenhe um plano de desenvolvimento pessoal, relacionando seu objetivo a médio e longo prazo, algo como cinco, dez e quinze anos. De acordo com suas metas, comece a descrever as competências que você, caro leitor, julga necessárias para o cumprimento delas.
Apresente este caminho ao seu chefe e combine o jogo com ele. Se for o caso, converse com o RH de sua empresa, para que, juntos, vocês possam descobrir cursos e dividir as despesas. Mostre que isto é uma relação do tipo "ganha-ganha", onde você lucra com o desenvolvimento profissional, e a empresa com mais produtividade, por exemplo.
Ainda assim, se você acha que são informações muito íntimas para discutir com outras pessoas, não tem problema. Apenas tenha em mente que o traçado é importante para que sua carreira tenha um norte bem definido. Fique tranqüilo com as variações que poderão surgir ao longo do tempo – elas fazem parte. Só não se transforme em uma nau à deriva.
Faça seus cursos adaptando-se às novas exigências do mercado, e boa sorte.
Autor desconhecido
Charles Robert Darwin poderia ter se tornado um grande médico no século 19, não fosse a dificuldade em suportar as dissecações (óbvias em um curso de medicina). Na verdade, seu interesse era pelas ciências naturais, o que o levou a matricular-se no Christ’s College, em Cambridge, na Inglaterra.
Em 1831, Darwin fez uma viagem a bordo do navio Beagle, chegando à costa brasileira e aportando na Bahia e no Rio de Janeiro. Depois, rumou para a Patagônia, conheceu toda a costa ocidental da América do Sul, do Chile ao Peru, foi para a Nova Zelândia, Tazmânia, Austrália, entre outros países. Essa longa viagem deu origem à pesquisa fundamental de sua obra: A Teoria da Origem das Espécies, publicada em 1859.
A idéia de Darwin estava no reconhecimento de que as variações de uma mesma espécie não eram meras imperfeições, mas sim o material a partir do qual a seleção poderia atuar.
A sugestão central é a de que as espécies sofrem mutações ao longo do tempo, criando adaptações para os elementos externos aos seus corpos, como a evolução do homem a partir do macaco. A seleção natural torna-se cada vez mais aceita hoje em dia, principalmente quando surgem novidades na pesquisa genética.
Seleção natural corporativa
Pode-se usar a teoria de Darwin no mundo dos negócios, fazendo algumas pequenas ressalvas. O objetivo não é pregar a "lei do mais forte" (isso só funciona em relações hierárquicas), mas sim apresentar a você, caro leitor, que o mercado de trabalho evolui tal qual a vida. Com novas tecnologias e novos conceitos de administração, novas profissões são criadas (e velhas, infelizmente, descartadas).
Há algum tempo, conversei com um ex-chefe meu sobre ter uma experiência profissional no exterior. Durante o diálogo, ele comentou: "O ideal para os jovens seria buscar uma colocação como programador, por exemplo, pois é um cargo que exige pouco ou quase nenhum diálogo. Com isso, ninguém ficará exposto demais." De certa forma, ele tinha razão, porém, qual é o programador hoje em dia que só programa?
Nos últimos tempos, pôde-se observar esta evolução: o programador virou analista-programador. É que estava ficando muito caro manter dois profissionais trabalhando em um projeto, sendo que um conversava com o usuário e o outro só entendia de bits e bytes. A "seleção natural corporativa" entrava em ação, obrigando o programador a estimular seu lado crítico.
Analista de sistemas e analista de negócios
Depois foi a vez do analista de sistemas e do analista de negócios. A tal "seleção natural corporativa" entrou em cena, mais uma vez: Havia uma área de processos ou O&M (Organização e Métodos) nas empresas, que era responsável pelo contato com o usuário e o entendimento das suas necessidades do ponto de vista do negócio. O analista de sistemas só surgia depois, traduzindo as expectativas dos usuários em códigos de software.
Com o passar do tempo, chegou-se à conclusão de que o analista de sistemas deveria passar a atuar junto com os usuários, para criar sistemas mais amigáveis; e isso só seria possível se os dois se conversassem (há um ditado que diz: um médico só é bom depois que se torna paciente).
Com essa aproximação, o analista de sistemas passou a ser também um analista de negócios. Mas, no fundo, qual é a diferença entre eles?
Definição de novas competências
A "seleção natural corporativa" não tem compaixão com ninguém. Ou o profissional muda seus métodos, quebra seus paradigmas, ou estará fadado ao fracasso. O ponto mais importante nesta grandiosa mudança cultural está na definição das novas competências exigidas.
Um antigo programador, que passou a ser analista-programador, não poderia mais viver apenas com aquele cursinho de lógica de programação que ele fez no curso técnico de Processamento de Dados. Agora, precisa conhecer técnicas de análise, metodologias, CMM, UML, modelagem de dados e de processos, entre outros.
Depois de algum tempo, pressentindo mais uma mutação empresarial, percebeu que o analista-programador deveria absorver conceitos de negócios, convertendo-se, assim, em um analista de negócios. Nesta nova atribuição, mais conhecimentos deveriam ser focados, como técnicas de negociação, gerenciamento de projetos, métodos de métrica de software etc.
Pondo a mão na massa
Todo ano, milhares de profissionais de informática saem dos bancos universitários com uma formação, aparentemente, cada vez mais obsoleta (é claro que existem exceções). As faculdades não têm acompanhado a evolução do mercado em seus conteúdos programáticos, ou pelo menos as coisas não acontecem no mesmo ritmo – o mercado dança um pesado heavy metal e as instituições de ensino, um bom e caliente bolero.
Como o show não deve parar, desenhe um plano de desenvolvimento pessoal, relacionando seu objetivo a médio e longo prazo, algo como cinco, dez e quinze anos. De acordo com suas metas, comece a descrever as competências que você, caro leitor, julga necessárias para o cumprimento delas.
Apresente este caminho ao seu chefe e combine o jogo com ele. Se for o caso, converse com o RH de sua empresa, para que, juntos, vocês possam descobrir cursos e dividir as despesas. Mostre que isto é uma relação do tipo "ganha-ganha", onde você lucra com o desenvolvimento profissional, e a empresa com mais produtividade, por exemplo.
Ainda assim, se você acha que são informações muito íntimas para discutir com outras pessoas, não tem problema. Apenas tenha em mente que o traçado é importante para que sua carreira tenha um norte bem definido. Fique tranqüilo com as variações que poderão surgir ao longo do tempo – elas fazem parte. Só não se transforme em uma nau à deriva.
Faça seus cursos adaptando-se às novas exigências do mercado, e boa sorte.
sábado, 2 de outubro de 2010
Reduzir custos a qualquer custo custa caro.
Tenho observado em inúmeras empresas, que a maior parte delas não tem noção
clara de como funcionam seus processos e seu impacto na lucratividade, na
qualidade, na produtividade, e em outros fatores que determinam o sucesso do
negócio.
Em um ambiente onde o preço já vem definido pelo mercado, a única margem de
manobra para assegurar a lucratividade necessária ao crescimento ou no mínimo à
sobrevivência de uma empresa, está na redução dos custos. E é aí que mora o
perigo. Muitas empresas se lançam na aventura de reduzir seus custos sem levar em
conta as conseqüências de soluções mal pensadas. Medidas que deveriam servir
para assegurar sua permanência no mercado, podem, muitas vezes, ser ineficazes
ou mesmo representar o fim de um negócio, pois “reduzir custos a qualquer
custo pode custar caro, muito caro”.
É comum encontrarmos executivos empenhados em controlar processos de
apuração de custos, mas sem controle adequado sobre os processos de produção,
administrativos, financeiros, comerciais e outros, que são as verdadeiras fontes de
custos de uma organização. Improvisam soluções e estressam suas equipes na busca
infindável por resultados.
Muitas empresas sobrevivem por pura sorte, encontramos empresas onde apenas
um ou dois produtos bancam muitas vezes uma extensa linha de outros produtos
cuja produção é mantida por vaidade ou ignorância. Isto ocorre porque decisões
não são tomadas com base em dados, são empresas que não medem o desempenho
de seus processos por meio de indicadores confiáveis, prevalecendo a intuição,
que não deve ser desprezada, mas que sozinha, não é suficiente para justificar
decisões importantes.
Gerenciar de maneira eficaz todos os processos de uma organização, significa
conhecê-los, mapeá-los, estabelecer os fluxos das atividades, identificar seus
“donos”, saber como interagem entre si, dando-lhes uma abordagem sistêmica,
isto é, conhecendo exatamente como cada processo influencia os resultados dos
outros processos, monitorando e intervindo constantemente, mantendo a atenção
concentrada nos sinais de desempenho insatisfatórios.
Gerenciar também é ajustar processos quando necessário, identificar e eliminar
gargalos, é redefinir e redesenhar processos e, principalmente, ser disciplinado na
execução dos padrões, que não devem engessar a empresa, mas serem
suficientemente flexíveis para incorporar as inovações que se
mostrarem necessárias .
Para isto é necessário implementar um projeto, que envolva reflexão, treinamento,
conscientização e reeducação das pessoas, comprometimento, agilidade e paciência
dos empresários para a obtenção das mudanças necessárias.
Seja para informatizar seus sistemas de gestão ou até mesmo para adotar a filosofia
do Custeio Baseado em Atividades ou ABC (Activity Based Costing) é fundamental
que os processos estejam bem definidos com suas atividades devidamente
identificadas e mapeadas.
Portanto, todo dia é dia de redução de custos por meio da melhoria da eficácia e
eficiência dos processos, resultando em mais qualidade, maior produtividade,
redução do desperdício, aumento da satisfação de clientes, cumprimento de prazos,
melhor aproveitamento de recursos produtivos, do tempo, dos talentos, onde
reduzir custos não é uma aventura, mas um projeto consistente e bem amparado na
gestão eficaz dos processos.
Gerenciar de maneira eficaz todos os processos de uma organização, significa
conhecê-los, mapeá-los, estabelecer os fluxos das atividades, identificar seus
“donos”, saber como interagem entre si, dando-lhes uma abordagem sistêmica, isto é,
conhecendo exatamente como cada processo influencia os resultados dos outros processos,
monitorando e intervindo constantemente, mantendo a atenção concentrada nos sinais de desempenho
insatisfatórios.
Pedro Paulo de Oliveira Melo
pedro.melo@kern.net.br
Engenheiro Metalúrgico, Mestre em Administração, Especialista em Engenharia Econômica,
Gestão de Projetos e MBA em e-Business, FGV/Ohio University.
Professor em cursos de pós- graduação no IETEC - Belo Horizonte e na FDC - Fundação Dom Cabral
Consultor de empresas Consultor do IPEAD/UFMG.
Diretor do NCQ - Núcleo de Consultoria e Treinamento, Ltda e da KERNProcess
Engineering.
Conselheiro e Vice-diretor da AHK - Câmara de Comércio Brasil-Alemanha em Minas Gerais.
Tenho observado em inúmeras empresas, que a maior parte delas não tem noção
clara de como funcionam seus processos e seu impacto na lucratividade, na
qualidade, na produtividade, e em outros fatores que determinam o sucesso do
negócio.
Em um ambiente onde o preço já vem definido pelo mercado, a única margem de
manobra para assegurar a lucratividade necessária ao crescimento ou no mínimo à
sobrevivência de uma empresa, está na redução dos custos. E é aí que mora o
perigo. Muitas empresas se lançam na aventura de reduzir seus custos sem levar em
conta as conseqüências de soluções mal pensadas. Medidas que deveriam servir
para assegurar sua permanência no mercado, podem, muitas vezes, ser ineficazes
ou mesmo representar o fim de um negócio, pois “reduzir custos a qualquer
custo pode custar caro, muito caro”.
É comum encontrarmos executivos empenhados em controlar processos de
apuração de custos, mas sem controle adequado sobre os processos de produção,
administrativos, financeiros, comerciais e outros, que são as verdadeiras fontes de
custos de uma organização. Improvisam soluções e estressam suas equipes na busca
infindável por resultados.
Muitas empresas sobrevivem por pura sorte, encontramos empresas onde apenas
um ou dois produtos bancam muitas vezes uma extensa linha de outros produtos
cuja produção é mantida por vaidade ou ignorância. Isto ocorre porque decisões
não são tomadas com base em dados, são empresas que não medem o desempenho
de seus processos por meio de indicadores confiáveis, prevalecendo a intuição,
que não deve ser desprezada, mas que sozinha, não é suficiente para justificar
decisões importantes.
Gerenciar de maneira eficaz todos os processos de uma organização, significa
conhecê-los, mapeá-los, estabelecer os fluxos das atividades, identificar seus
“donos”, saber como interagem entre si, dando-lhes uma abordagem sistêmica,
isto é, conhecendo exatamente como cada processo influencia os resultados dos
outros processos, monitorando e intervindo constantemente, mantendo a atenção
concentrada nos sinais de desempenho insatisfatórios.
Gerenciar também é ajustar processos quando necessário, identificar e eliminar
gargalos, é redefinir e redesenhar processos e, principalmente, ser disciplinado na
execução dos padrões, que não devem engessar a empresa, mas serem
suficientemente flexíveis para incorporar as inovações que se
mostrarem necessárias .
Para isto é necessário implementar um projeto, que envolva reflexão, treinamento,
conscientização e reeducação das pessoas, comprometimento, agilidade e paciência
dos empresários para a obtenção das mudanças necessárias.
Seja para informatizar seus sistemas de gestão ou até mesmo para adotar a filosofia
do Custeio Baseado em Atividades ou ABC (Activity Based Costing) é fundamental
que os processos estejam bem definidos com suas atividades devidamente
identificadas e mapeadas.
Portanto, todo dia é dia de redução de custos por meio da melhoria da eficácia e
eficiência dos processos, resultando em mais qualidade, maior produtividade,
redução do desperdício, aumento da satisfação de clientes, cumprimento de prazos,
melhor aproveitamento de recursos produtivos, do tempo, dos talentos, onde
reduzir custos não é uma aventura, mas um projeto consistente e bem amparado na
gestão eficaz dos processos.
Gerenciar de maneira eficaz todos os processos de uma organização, significa
conhecê-los, mapeá-los, estabelecer os fluxos das atividades, identificar seus
“donos”, saber como interagem entre si, dando-lhes uma abordagem sistêmica, isto é,
conhecendo exatamente como cada processo influencia os resultados dos outros processos,
monitorando e intervindo constantemente, mantendo a atenção concentrada nos sinais de desempenho
insatisfatórios.
Pedro Paulo de Oliveira Melo
pedro.melo@kern.net.br
Engenheiro Metalúrgico, Mestre em Administração, Especialista em Engenharia Econômica,
Gestão de Projetos e MBA em e-Business, FGV/Ohio University.
Professor em cursos de pós- graduação no IETEC - Belo Horizonte e na FDC - Fundação Dom Cabral
Consultor de empresas Consultor do IPEAD/UFMG.
Diretor do NCQ - Núcleo de Consultoria e Treinamento, Ltda e da KERNProcess
Engineering.
Conselheiro e Vice-diretor da AHK - Câmara de Comércio Brasil-Alemanha em Minas Gerais.
AI: tudo é informado ou informa algo
Karina A. Guimarães Ponte *
O que é Arquitetura da Informação?
Podemos defini-la como uma nova ciência que, subsidiada a um processo (criação, mapeamento, desenvolvimento de sistemas/web) de mapeamento visual e contextual de um sistema, seja ele qual for, torna as informações identificáveis, assimiláveis e claras, aplicáveis a qualquer outro sistema de informação.
A arquitetura visual é aplicada ao contexto do projeto e definida como o uso de um método particular de construir a informação visual e balancear a comunicação entre imagens e palavras. Esta nova Ciência conta com sete idéias que nunca devem ser esquecidas: Organização, Navegação, Nomeação, Pesquisa, Desenho e Mapeamento. Abro um parênteses para “desenho” e “mapeamento” que, respectivamente, questiona o desenho visual que subsidiará a estrutura da arquitetura da informação e viabiliza todo o escopo das informações de uma página.
Na criação de um sistema de informação, o papel do arquiteto da informação é correlacionar as seguintes vertentes, que garantem o sucesso do projeto: Psicologia, Ciência da Computação, Educação, Ciências Cognitivas, Design Gráfico e Desenho Industrial, Design Instrucional, Sociologia, Antropologia, Engenharia de Software, Modelagem e Administração de Dados e Ergonomia. Portanto, AI une três campos vitais: a Tecnologia, o Design e o Jornalismo/Redação.
Usuário, o centro de tudo
Arquitetar é evitar que o usuário não encontre a informação desejada e abandone o site em menos de três segundos. A atração pela informação deve ser direcionada de acordo com o interesse do público-alvo. A arquitetura de um site parte do ponto da interação homem-computador, que hoje é subsidiada por um longo estudo sobre inclusão digital – uma vez que os “incluídos” serão os futuros usuários para os quais construiremos Websites relacionados aos seus interesses.
O usuário é a dimensão fundamental. Segundo Deborah Mayhew, o primeiro princípio do projeto de interfaces - do qual derivam todos os outros princípios - é conhecer o usuário. Não há por que não considerarmos que este princípio se estende a toda a Arquitetura de Informação.
Portanto, devemos negar os discursos de que todos os usuários são iguais, ou que todos os usuários são iguais ao próprio desenvolvedor.
Os famosos seis segundos
De acordo com inúmeras pesquisas, existe hoje o passo de seis segundos para manter a atenção do usuário (audiência) em um Website. Logo tende-se à pouca leitura e assimilação de informação textual e, ainda, à ascendência às informações visuais, com rápida percepção de símbolos. Isto requer uma melhoria do planejamento de construção da arquitetura visual, como citado anteriormente.
Estudo de caso
Ninguém mais que o arquiteto da informação deve desenvolver este processo com precisão, pois, com o objetivo de conhecer seu público-alvo, nenhuma abordagem única de pesquisa será suficiente.
Captar necessidades, prioridades, comportamentos, modelos mentais e estratégias de busca de informações representa um desafio multi-dimensional, que pode envolver diferentes técnicas. Essa fase da pesquisa é a que investigará tanto as audiências como as tarefas, as necessidades, os comportamentos, as experiências e o vocabulário dos usuários.
Citado por Lou Rosenfeld e Peter Morville, arquitetura para a World Wide Web se baseia na seguinte sequência: usuários + contexto + índice = AI. Sendo assim, a AI para Web desenvolve os seguintes processos:
_ Examina cliente da informação própria (índice);
_Pessoa usando a informação (usuários);
_Edições do negócio (contexto) em que a informação está sendo apresentada.
Sociedade do conhecimento
Tudo é informado ou informa algo. Nesta sociedade do conhecimento contemporânea, somos atingidos por inúmeras informações, com velocidade e agilidade tal que, na maioria das vezes, não damos conta de digeri-las ou assimilá-las. No Brasil, a cada quatro meses, um milhão de novos usuários inserem-se no mundo digital. Nesse contexto, mistura-se a quantidade à ausência de qualidade, sem proveito concreto para o consumidor das informações, em termos de conhecimento construído.
A complexidade e a importância dos sites aumentam a cada dia, gerando assim um total descontrole.
Profissional de AI: o novo diplomata da informação do Século 21
Ele mapea determinada informação e nos disponibiliza o mapa, de modo a que todos possam criar caminhos próprios em direção ao conhecimento. A visibilidade da arquitetura da informação a partir da segunda metade dos anos 90 coincidiu justamente com o momento em que a Internet atingiu massa crítica. Este profissional deve estar pronto para encarar análise de dados, design, interação homem-computador, comunicação e lógica de pensamento.
Compreender a diferença de papéis do arquiteto da informação e do profissional de usabilidade ajudará a definir melhor os deveres e montar uma equipe de desenvolvimento bem sucedida. Projetar para usuários é uma parte inerente à arquitetura da informação, mas muitos arquitetos da informação têm também experiência e interesse significativos com questões de usabilidade, assim como os especialistas em usabilidade são frequentemente solicitados para executar deveres de arquitetos da informação.
IHC - Interação homem-computador
A confusão gerada entre transmitir dados e criar mensagens com significado teve sua origem na demasiada atenção dada aos computadores, em detrimento aos usuários. Essa compreensão é relativamente nova e foi o que determinou a necessidade de se criar sistemas informacionais mais aceitáveis - que apresentam uma AI eficaz do ponto de vista humano. Sendo assim, a palavra-chave é INTERATIVIDADE e o processo vital é o PLANEJAMENTO.
Usabilidade: sentido da arquitetura
AI não é usabilidade. A usabilidade é encarada como um subconjunto da AI, sendo esta uma atividade focada no estudo de usabilidade. A distinção entre ambas aparece tanto em seus espaço, quanto em seus focos.
Torna-se vital entender a diferença entre AI e usabilidade. Os questionamentos da arquitetura da informação esclarecem frequentemente uma porcentagem grande dos questionamentos da usabilidade. Porém, muitas outras coisas unrelated a AI têm um impacto na usabilidade.
Karina A. Guimarães Ponte *
O que é Arquitetura da Informação?
Podemos defini-la como uma nova ciência que, subsidiada a um processo (criação, mapeamento, desenvolvimento de sistemas/web) de mapeamento visual e contextual de um sistema, seja ele qual for, torna as informações identificáveis, assimiláveis e claras, aplicáveis a qualquer outro sistema de informação.
A arquitetura visual é aplicada ao contexto do projeto e definida como o uso de um método particular de construir a informação visual e balancear a comunicação entre imagens e palavras. Esta nova Ciência conta com sete idéias que nunca devem ser esquecidas: Organização, Navegação, Nomeação, Pesquisa, Desenho e Mapeamento. Abro um parênteses para “desenho” e “mapeamento” que, respectivamente, questiona o desenho visual que subsidiará a estrutura da arquitetura da informação e viabiliza todo o escopo das informações de uma página.
Na criação de um sistema de informação, o papel do arquiteto da informação é correlacionar as seguintes vertentes, que garantem o sucesso do projeto: Psicologia, Ciência da Computação, Educação, Ciências Cognitivas, Design Gráfico e Desenho Industrial, Design Instrucional, Sociologia, Antropologia, Engenharia de Software, Modelagem e Administração de Dados e Ergonomia. Portanto, AI une três campos vitais: a Tecnologia, o Design e o Jornalismo/Redação.
Usuário, o centro de tudo
Arquitetar é evitar que o usuário não encontre a informação desejada e abandone o site em menos de três segundos. A atração pela informação deve ser direcionada de acordo com o interesse do público-alvo. A arquitetura de um site parte do ponto da interação homem-computador, que hoje é subsidiada por um longo estudo sobre inclusão digital – uma vez que os “incluídos” serão os futuros usuários para os quais construiremos Websites relacionados aos seus interesses.
O usuário é a dimensão fundamental. Segundo Deborah Mayhew, o primeiro princípio do projeto de interfaces - do qual derivam todos os outros princípios - é conhecer o usuário. Não há por que não considerarmos que este princípio se estende a toda a Arquitetura de Informação.
Portanto, devemos negar os discursos de que todos os usuários são iguais, ou que todos os usuários são iguais ao próprio desenvolvedor.
Os famosos seis segundos
De acordo com inúmeras pesquisas, existe hoje o passo de seis segundos para manter a atenção do usuário (audiência) em um Website. Logo tende-se à pouca leitura e assimilação de informação textual e, ainda, à ascendência às informações visuais, com rápida percepção de símbolos. Isto requer uma melhoria do planejamento de construção da arquitetura visual, como citado anteriormente.
Estudo de caso
Ninguém mais que o arquiteto da informação deve desenvolver este processo com precisão, pois, com o objetivo de conhecer seu público-alvo, nenhuma abordagem única de pesquisa será suficiente.
Captar necessidades, prioridades, comportamentos, modelos mentais e estratégias de busca de informações representa um desafio multi-dimensional, que pode envolver diferentes técnicas. Essa fase da pesquisa é a que investigará tanto as audiências como as tarefas, as necessidades, os comportamentos, as experiências e o vocabulário dos usuários.
Citado por Lou Rosenfeld e Peter Morville, arquitetura para a World Wide Web se baseia na seguinte sequência: usuários + contexto + índice = AI. Sendo assim, a AI para Web desenvolve os seguintes processos:
_ Examina cliente da informação própria (índice);
_Pessoa usando a informação (usuários);
_Edições do negócio (contexto) em que a informação está sendo apresentada.
Sociedade do conhecimento
Tudo é informado ou informa algo. Nesta sociedade do conhecimento contemporânea, somos atingidos por inúmeras informações, com velocidade e agilidade tal que, na maioria das vezes, não damos conta de digeri-las ou assimilá-las. No Brasil, a cada quatro meses, um milhão de novos usuários inserem-se no mundo digital. Nesse contexto, mistura-se a quantidade à ausência de qualidade, sem proveito concreto para o consumidor das informações, em termos de conhecimento construído.
A complexidade e a importância dos sites aumentam a cada dia, gerando assim um total descontrole.
Profissional de AI: o novo diplomata da informação do Século 21
Ele mapea determinada informação e nos disponibiliza o mapa, de modo a que todos possam criar caminhos próprios em direção ao conhecimento. A visibilidade da arquitetura da informação a partir da segunda metade dos anos 90 coincidiu justamente com o momento em que a Internet atingiu massa crítica. Este profissional deve estar pronto para encarar análise de dados, design, interação homem-computador, comunicação e lógica de pensamento.
Compreender a diferença de papéis do arquiteto da informação e do profissional de usabilidade ajudará a definir melhor os deveres e montar uma equipe de desenvolvimento bem sucedida. Projetar para usuários é uma parte inerente à arquitetura da informação, mas muitos arquitetos da informação têm também experiência e interesse significativos com questões de usabilidade, assim como os especialistas em usabilidade são frequentemente solicitados para executar deveres de arquitetos da informação.
IHC - Interação homem-computador
A confusão gerada entre transmitir dados e criar mensagens com significado teve sua origem na demasiada atenção dada aos computadores, em detrimento aos usuários. Essa compreensão é relativamente nova e foi o que determinou a necessidade de se criar sistemas informacionais mais aceitáveis - que apresentam uma AI eficaz do ponto de vista humano. Sendo assim, a palavra-chave é INTERATIVIDADE e o processo vital é o PLANEJAMENTO.
Usabilidade: sentido da arquitetura
AI não é usabilidade. A usabilidade é encarada como um subconjunto da AI, sendo esta uma atividade focada no estudo de usabilidade. A distinção entre ambas aparece tanto em seus espaço, quanto em seus focos.
Torna-se vital entender a diferença entre AI e usabilidade. Os questionamentos da arquitetura da informação esclarecem frequentemente uma porcentagem grande dos questionamentos da usabilidade. Porém, muitas outras coisas unrelated a AI têm um impacto na usabilidade.
domingo, 30 de maio de 2010
O cuidado com os colaboradores em caso de fusão
http://www.catho.com.br/jcs/inputer_view.phtml?id=11704&print=1
Uma onda de fusões entre grandes empresas percorre o mundo, e no Brasil não é diferente. Com o fim da crise e o crescimento da economia do país, desde dezembro do ano passado, foram em média 53 fusões ao mês, segundo a Secretaria de Assuntos Econômicos (SEAE), do Ministério da Fazenda. Em meio a todas essas organizações, estão envolvidos muitos profissionais, e as corporações devem dar uma maior atenção ao capital humano nesse período conturbado e cheio de mudanças.
O papel da área de Recursos Humanos das companhias é fundamental para a adaptação dos colaboradores nesse novo contexto, onde culturas, valores e políticas se misturam e podem gerar conflitos organizacionais. Normalmente, quando a fusão acontece, ocorre corte de funcionários e o clima das empresas fica, geralmente, tenso. Os funcionários pensam a todo o momento quando será o último dia na organização. A justificativa das corporações envolvidas é o ganho de competitividade no mercado e a redução de custos.
A gestão das expectativas dos colaboradores é muito importante. O RH deve transmitir que o objetivo principal de uma fusão é tornar a empresa muito mais competitiva, o que é bom para a companhia e para os que trabalham nela. Os funcionários devem sempre se preocupar em se destacar, mostrar seus valores, para que no momento em que haver um corte de funcionários em caso de fusão, permaneçam na empresa. “Como definir, caso seja necessário, quem será demitido? Caso seja necessário realocar alguém para uma outra área, quem deve ficar no cargo antigo e quem deve mudar de área? Esse é um ponto estratégico importantíssimo para uma fusão, porque é nessa hora que as empresas fundidas vão ganhar engajamento e sinergia na operação”, expõe Guilherme Falchi, sócio-diretor da Hera Brasil, consultoria de qualidade de vida corporativa.
A empresa que anuncia uma fusão sem trabalhar a comunicação entre os funcionários entra em colapso, pois todos os colaboradores se perguntarão, todos os dias, quando chegará a hora de suas dispensas. Se não for passada tranqüilidade para os profissionais e não for informado passo a passo o que está acontecendo na corporação, o porquê da fusão, e não houver transparência para com o grupo, além de gerar um grande transtorno, desmotivação e falta de produtividade, pode acarretar grandes custos e prejuízos. “Uma vez anunciada a situação de fusão para o mercado, deve haver reuniões frequentes com as equipes das empresas e praticar a valorização desse grupo de pessoas por meio dos gestores ou dos RHs das companhias”, observa Cintia Menegazzo, consultora de desenvolvimento organizacional e coach. De acordo com a consultora, se faz necessário tratar os colaboradores com transparência e praticar conversas individuais com os mesmos, desde o início desse processo.
As corporações devem tratar os funcionários de uma maneira extremamente verdadeira, mostrar o que está acontecendo nesse processo de convergência e sempre apresentar que uma fusão, da mesma forma que pode ser entendida como um obstáculo na carreira, pode também ser uma boa oportunidade de crescimento profissional. O colaborador poderá exercer suas atividades em uma empresa maior, com maior poder aquisitivo, mais poder no mercado e competitividade. “O colaborador pode assim, ser promovido mais facilmente, desenvolver melhor as competências e isso agrega valor ao currículo, porque poderá informar que passou por um processo de fusão, continua na empresa e até foi promovido, por exemplo”, aponta Falchi.
Quando se trata de duas grandes empresas em um processo de fusão, sempre uma das políticas organizacionais prevalece e, consequentemente, isso gera grandes conflitos. Há uma sobreposição de valores e o RH precisa ser bastante estratégico e usar de bastante visão de negócio para transmitir os conceitos e valores que ficam. “Essa administração deve ser feita por meio da missão, visão e valores da empresa. Seja no grupo que é comprado ou no que compra a fração majoritária, têm que deixar os brios e as ambições de lado e olhar para o que é melhor”, informa Menegazzo. Ainda para a consultora, é necessário pensar em qual das políticas de RH ou de qualquer outro departamento são fundamentais para a sustentabilidade do negócio.
O lado do colaborador
O conhecimento técnico do cargo é muito importante para o profissional nesses momentos de fusão, porque quem tem o domínio dos processos vai ser uma pessoa com muito mais facilidade de adaptação, caso seja necessário mudar a forma de como realizava determinadas tarefas. “Quem aprende apenas na prática, aprende de um jeito menos técnico. Já quem aprendeu conceitualmente como desenvolver as atividades tem uma maior flexibilidade”, opina Guilherme Falchi. Cintia Menegazzo concorda e afirma que o colaborador deve somar formas diferentes de fazer o seu trabalho e sair da zona de conforto.
O profissional brasileiro ainda tem dúvidas do que é realmente uma fusão, não entende perfeitamente seus reais objetivos e a enxergam, muitas vezes, como um ponto negativo. “O brasileiro ainda não absorveu essa cultura de que a fusão pode ser positiva, se vista de determinados ângulos. Ela possui algumas armadilhas perigosas, e os colaboradores, em geral, devem estar atentos; são meros obstáculos dentro de algo que deve ocorrer para o bem”, finaliza Falchi.
http://www.catho.com.br/jcs/inputer_view.phtml?id=11704&print=1
Uma onda de fusões entre grandes empresas percorre o mundo, e no Brasil não é diferente. Com o fim da crise e o crescimento da economia do país, desde dezembro do ano passado, foram em média 53 fusões ao mês, segundo a Secretaria de Assuntos Econômicos (SEAE), do Ministério da Fazenda. Em meio a todas essas organizações, estão envolvidos muitos profissionais, e as corporações devem dar uma maior atenção ao capital humano nesse período conturbado e cheio de mudanças.
O papel da área de Recursos Humanos das companhias é fundamental para a adaptação dos colaboradores nesse novo contexto, onde culturas, valores e políticas se misturam e podem gerar conflitos organizacionais. Normalmente, quando a fusão acontece, ocorre corte de funcionários e o clima das empresas fica, geralmente, tenso. Os funcionários pensam a todo o momento quando será o último dia na organização. A justificativa das corporações envolvidas é o ganho de competitividade no mercado e a redução de custos.
A gestão das expectativas dos colaboradores é muito importante. O RH deve transmitir que o objetivo principal de uma fusão é tornar a empresa muito mais competitiva, o que é bom para a companhia e para os que trabalham nela. Os funcionários devem sempre se preocupar em se destacar, mostrar seus valores, para que no momento em que haver um corte de funcionários em caso de fusão, permaneçam na empresa. “Como definir, caso seja necessário, quem será demitido? Caso seja necessário realocar alguém para uma outra área, quem deve ficar no cargo antigo e quem deve mudar de área? Esse é um ponto estratégico importantíssimo para uma fusão, porque é nessa hora que as empresas fundidas vão ganhar engajamento e sinergia na operação”, expõe Guilherme Falchi, sócio-diretor da Hera Brasil, consultoria de qualidade de vida corporativa.
A empresa que anuncia uma fusão sem trabalhar a comunicação entre os funcionários entra em colapso, pois todos os colaboradores se perguntarão, todos os dias, quando chegará a hora de suas dispensas. Se não for passada tranqüilidade para os profissionais e não for informado passo a passo o que está acontecendo na corporação, o porquê da fusão, e não houver transparência para com o grupo, além de gerar um grande transtorno, desmotivação e falta de produtividade, pode acarretar grandes custos e prejuízos. “Uma vez anunciada a situação de fusão para o mercado, deve haver reuniões frequentes com as equipes das empresas e praticar a valorização desse grupo de pessoas por meio dos gestores ou dos RHs das companhias”, observa Cintia Menegazzo, consultora de desenvolvimento organizacional e coach. De acordo com a consultora, se faz necessário tratar os colaboradores com transparência e praticar conversas individuais com os mesmos, desde o início desse processo.
As corporações devem tratar os funcionários de uma maneira extremamente verdadeira, mostrar o que está acontecendo nesse processo de convergência e sempre apresentar que uma fusão, da mesma forma que pode ser entendida como um obstáculo na carreira, pode também ser uma boa oportunidade de crescimento profissional. O colaborador poderá exercer suas atividades em uma empresa maior, com maior poder aquisitivo, mais poder no mercado e competitividade. “O colaborador pode assim, ser promovido mais facilmente, desenvolver melhor as competências e isso agrega valor ao currículo, porque poderá informar que passou por um processo de fusão, continua na empresa e até foi promovido, por exemplo”, aponta Falchi.
Quando se trata de duas grandes empresas em um processo de fusão, sempre uma das políticas organizacionais prevalece e, consequentemente, isso gera grandes conflitos. Há uma sobreposição de valores e o RH precisa ser bastante estratégico e usar de bastante visão de negócio para transmitir os conceitos e valores que ficam. “Essa administração deve ser feita por meio da missão, visão e valores da empresa. Seja no grupo que é comprado ou no que compra a fração majoritária, têm que deixar os brios e as ambições de lado e olhar para o que é melhor”, informa Menegazzo. Ainda para a consultora, é necessário pensar em qual das políticas de RH ou de qualquer outro departamento são fundamentais para a sustentabilidade do negócio.
O lado do colaborador
O conhecimento técnico do cargo é muito importante para o profissional nesses momentos de fusão, porque quem tem o domínio dos processos vai ser uma pessoa com muito mais facilidade de adaptação, caso seja necessário mudar a forma de como realizava determinadas tarefas. “Quem aprende apenas na prática, aprende de um jeito menos técnico. Já quem aprendeu conceitualmente como desenvolver as atividades tem uma maior flexibilidade”, opina Guilherme Falchi. Cintia Menegazzo concorda e afirma que o colaborador deve somar formas diferentes de fazer o seu trabalho e sair da zona de conforto.
O profissional brasileiro ainda tem dúvidas do que é realmente uma fusão, não entende perfeitamente seus reais objetivos e a enxergam, muitas vezes, como um ponto negativo. “O brasileiro ainda não absorveu essa cultura de que a fusão pode ser positiva, se vista de determinados ângulos. Ela possui algumas armadilhas perigosas, e os colaboradores, em geral, devem estar atentos; são meros obstáculos dentro de algo que deve ocorrer para o bem”, finaliza Falchi.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Como transformar sua empresa num excelente lugar para trabalhar
Angelica Kernchen
Cada vez mais as organizações têm percebido que, para se destacar no mercado, aumentar produtividade, eficiência organizacional e conservar talentos, precisam elevar o nível de satisfação e felicidade de seus funcionários. Essa percepção deu margem à criação de métodos que avaliam se uma empresa pode ser considerada um excelente lugar para se trabalhar.
Andréa Veras, diretora do Instituto Great Place to Work, conta que, para se ter um excelente lugar para se trabalhar, sob a perspectiva dos funcionários, é preciso ter funcionando dentro da empresa 3 dimensões: confiança entre líderes e liderados na empresa para que trabalham (credibilidade, respeito e imparcialidade), orgulho do trabalho que realizam e afinidade, e gostar das pessoas com quem trabalham (camaradagem).
Já quando se fala sob a perspectiva da empresa, da liderança, entende-se ser uma excelente empresa para trabalhar aquela que atinge seus objetivos, que tenham profissionais que dão o melhor de si individualmente e que trabalham juntos como uma família, em um ambiente de confiança. “A confiança sempre é a base da nossa metodologia. Se não tiver confiança, você pode esquecer todo o resto”, diz Andréa.
Para a professora dra. Suzana da Rosa Tolfo, que atua na área de psicologia organizacional e do trabalho, se uma empresa pretende ser considerada um grande lugar para se trabalhar, ela deve se atentar aos seguintes pontos:
1)ter boas políticas e práticas de gestão de pessoas, que incluam desde planejamento, recrutamento e seleção de pessoal, remuneração e benefícios, avaliação de desempenho, treinamento, desenvolvimento e educação, oportunidades de carreira e processos de desligamento articulados de forma sistêmica e percebidos como justos pelos trabalhadores;
2)constitucionalismo, ou seja, adoção de normas e regras voltadas para padrões de igualdade e respeito à diversidade;
3)oportunidade de uso e desenvolvimento das competências e capacidades;
4)possibilidade de conciliar trabalho e outras esferas da vida, como a família, sem que o tempo dedicado a um deles se sobreponha por demais em relação aos outros;
5)possibilidade de entender o processo total do trabalho e a sua contribuição para a os resultados, bem como identificar sentido naquilo que faz;
6)ter um bom clima organizacional, com relacionamentos interpessoais saudáveis e chefias preparadas;
7)ter condições de segurança e busca de saúde física e mental;
8)ter uma cultura na qual os valores expostos se aproximam dos valores praticados.
Segundo Suzana, um ponto importante a ser frisado nessa questão é a importância de conciliar os objetivos e metas da empresa com as necessidades dos profissionais que lá trabalham. E só há uma forma de isso acontecer: criando identificação dos profissionais com os valores e os objetivos organizacionais. “É importante que os colaboradores percebam que por meio da adoção e da consecução desses valores, eles podem satisfazer as suas necessidades”, diz ela. Andréa concorda: “fazer essa conciliação é até uma questão de respeito. Se as empresas conseguirem fazer isso, as pessoas vão até ter mais orgulho do lugar onde trabalham. Isso é o ideal. E todo mundo sai ganhando. Ficar numa empresa onde você não encontra alinhamento com seus próprios valores é quase uma agressão. Sua produtividade cai e você faz um sacrifício para estar lá todo dia”.
A satisfação do funcionário e sua felicidade influenciam diretamente na estabilidade profissional e na fidelidade que ele tem para com a empresa em que trabalha. Ambas as profissionais citam que trabalhar a satisfação do profissional deve ser investimento contínuo, e que sempre dá resultado, além de preservar seus principais talentos. “Em empresas que possuem índices altos de satisfação, o turnover é muito menor. Isso é fato”, diz Andrea. E ela insiste que o investimento em pessoas é o que, principalmente, torna uma empresa um excelente lugar para se trabalhar. “As pessoas, às vezes, acham que com toda a crise econômica e desafios de mercado, o investimento em pessoas deve ser deixado de lado. E é exatamente o contrário que precisa acontecer. As grandes empresas para trabalhar já descobriram que se elas investem em pessoas, o resultado volta em negócios. A gente tem várias maneiras de mostrar que o retorno financeiro é evidente quando se investe em pessoas”, completa.
É importante frisar que toda ação nesse intuito deve ser constante, porque mesmo que uma empresa tenha conquistado seu objetivo sendo considerada um excelente lugar para trabalhar, existem fatores podem fazer com que ela perca esse posto. E mais uma vez, as mudanças relativas à gestão das pessoas na organização são citadas: “ameaças de demissão, clima organizacional ruim, compensação inadequada e/ou injusta, limitações para o uso de capacidades e competências e mudanças na cultura devem ser cuidadosamente observadas”, cita Suzana.
A busca pela satisfação tende a mobilizar o profissional. E um profissional motivado, é só ganho para a empresa.
Angelica Kernchen
Cada vez mais as organizações têm percebido que, para se destacar no mercado, aumentar produtividade, eficiência organizacional e conservar talentos, precisam elevar o nível de satisfação e felicidade de seus funcionários. Essa percepção deu margem à criação de métodos que avaliam se uma empresa pode ser considerada um excelente lugar para se trabalhar.
Andréa Veras, diretora do Instituto Great Place to Work, conta que, para se ter um excelente lugar para se trabalhar, sob a perspectiva dos funcionários, é preciso ter funcionando dentro da empresa 3 dimensões: confiança entre líderes e liderados na empresa para que trabalham (credibilidade, respeito e imparcialidade), orgulho do trabalho que realizam e afinidade, e gostar das pessoas com quem trabalham (camaradagem).
Já quando se fala sob a perspectiva da empresa, da liderança, entende-se ser uma excelente empresa para trabalhar aquela que atinge seus objetivos, que tenham profissionais que dão o melhor de si individualmente e que trabalham juntos como uma família, em um ambiente de confiança. “A confiança sempre é a base da nossa metodologia. Se não tiver confiança, você pode esquecer todo o resto”, diz Andréa.
Para a professora dra. Suzana da Rosa Tolfo, que atua na área de psicologia organizacional e do trabalho, se uma empresa pretende ser considerada um grande lugar para se trabalhar, ela deve se atentar aos seguintes pontos:
1)ter boas políticas e práticas de gestão de pessoas, que incluam desde planejamento, recrutamento e seleção de pessoal, remuneração e benefícios, avaliação de desempenho, treinamento, desenvolvimento e educação, oportunidades de carreira e processos de desligamento articulados de forma sistêmica e percebidos como justos pelos trabalhadores;
2)constitucionalismo, ou seja, adoção de normas e regras voltadas para padrões de igualdade e respeito à diversidade;
3)oportunidade de uso e desenvolvimento das competências e capacidades;
4)possibilidade de conciliar trabalho e outras esferas da vida, como a família, sem que o tempo dedicado a um deles se sobreponha por demais em relação aos outros;
5)possibilidade de entender o processo total do trabalho e a sua contribuição para a os resultados, bem como identificar sentido naquilo que faz;
6)ter um bom clima organizacional, com relacionamentos interpessoais saudáveis e chefias preparadas;
7)ter condições de segurança e busca de saúde física e mental;
8)ter uma cultura na qual os valores expostos se aproximam dos valores praticados.
Segundo Suzana, um ponto importante a ser frisado nessa questão é a importância de conciliar os objetivos e metas da empresa com as necessidades dos profissionais que lá trabalham. E só há uma forma de isso acontecer: criando identificação dos profissionais com os valores e os objetivos organizacionais. “É importante que os colaboradores percebam que por meio da adoção e da consecução desses valores, eles podem satisfazer as suas necessidades”, diz ela. Andréa concorda: “fazer essa conciliação é até uma questão de respeito. Se as empresas conseguirem fazer isso, as pessoas vão até ter mais orgulho do lugar onde trabalham. Isso é o ideal. E todo mundo sai ganhando. Ficar numa empresa onde você não encontra alinhamento com seus próprios valores é quase uma agressão. Sua produtividade cai e você faz um sacrifício para estar lá todo dia”.
A satisfação do funcionário e sua felicidade influenciam diretamente na estabilidade profissional e na fidelidade que ele tem para com a empresa em que trabalha. Ambas as profissionais citam que trabalhar a satisfação do profissional deve ser investimento contínuo, e que sempre dá resultado, além de preservar seus principais talentos. “Em empresas que possuem índices altos de satisfação, o turnover é muito menor. Isso é fato”, diz Andrea. E ela insiste que o investimento em pessoas é o que, principalmente, torna uma empresa um excelente lugar para se trabalhar. “As pessoas, às vezes, acham que com toda a crise econômica e desafios de mercado, o investimento em pessoas deve ser deixado de lado. E é exatamente o contrário que precisa acontecer. As grandes empresas para trabalhar já descobriram que se elas investem em pessoas, o resultado volta em negócios. A gente tem várias maneiras de mostrar que o retorno financeiro é evidente quando se investe em pessoas”, completa.
É importante frisar que toda ação nesse intuito deve ser constante, porque mesmo que uma empresa tenha conquistado seu objetivo sendo considerada um excelente lugar para trabalhar, existem fatores podem fazer com que ela perca esse posto. E mais uma vez, as mudanças relativas à gestão das pessoas na organização são citadas: “ameaças de demissão, clima organizacional ruim, compensação inadequada e/ou injusta, limitações para o uso de capacidades e competências e mudanças na cultura devem ser cuidadosamente observadas”, cita Suzana.
A busca pela satisfação tende a mobilizar o profissional. E um profissional motivado, é só ganho para a empresa.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
As 7 Leis da Liderança Eficaz
http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=10&canallocal=33&canalsub2=107&id=2840&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter
Dizem que existe um mistério no mundo e ele se reflete na causalidade, ou seja, na forma pela qual as coisas acontecem deste ou daquele modo. Nas organizações não poderia ser diferente, só que é mais simples de analisar que o mundo em suas complexas inter relações, pelo menos é um ambiente restrito. E neste ambiente, nada mais importante que saber fazer as coisas acontecerem em suas programações esperadas, ou seja liderar. Mas o que é importante mesmo para um lider?
Basta dar uma busca pela internet e ver o resultado quando o tema é liderança. Centenas de pessoas falam sobre liderança, suas vantagens e necessidades. A maioria chove no molhado, ao dizer que o líder é isso, o líder deve fazer aquilo, repisando os velhos modelões de gestores autocráticos, liberais, situacionais e por aí vai. Enfim, é preciso ter estômago para fugir da obviedade que se instalou neste segmento, principalmente quando meditamos sobre como o mundo virtual acaba empobrecendo, e não enriquecendo, a soma do conhecimento humano. Tornar mais fácil achar determinado assunto, não significa que ele é de qualidade, que digam isto os artigos que vemos pela web e que não passam de Ctrl C + Ctrl V dos que escreveram antes, num mix alienígena, personalista ou hiperconvencional.
Também é verdade que não se pode, neste ponto da história humana pretender ser original, mas sim, saber perguntar. Pensando nisto, e revendo aquilo que a experiência ensinou, aliado à informação que nos chega aos montes por diversos canais de comunicação, podemos operar sínteses, ou seja postular que aquilo de mais importante para uma liderança pode ser expresso em poucos e determinados comportamentos decisivos. Na verdade, estamos falando de empenho e eficácia na gestão. Quais são estes comportamentos? Vejamos um pequeno resumo abaixo, destes principais itens, deixando para um próximo artigo descrever as suas dimenões:
1 – A liderança não é um ato isolado ou sinfonia metafórica de atitudes personalistas que no final da carreira gera um livro e transforma alguém em guru de consultores e Ceos carentes. Mas, sim um processo de atuação. Se pararmos de ser líderes por um instante, a linha pára e nada mais se produz. Há um caráter sistemático e motivacional em estar-se sempre atuando como líder.
2 – Não trabalhe muito. Isto não basta. É preciso trabalhar muito e trabalhar bem. Os líderes devem, obrigatoriamente, mostrar a camisa suada e as mangas arregaçadas, todo o tempo. Devem ser humildes o suficiente para dizer por todos os poros à sua equipe: Façam como eu! A inspiração decorre de como a liderança trabalha e, principalmente como trabalha.
3 - É preciso criar desafios e metas e sempre renová-los, quando são alcançados. Ninguém pode motivar alguma equipe, caso não lance mão de objetivos renovados. Mas, atenção: as metas devem ser inteligentes (smart), quer dizer: específicas, mensuráveis, alcançáveis, realistas e com prazo para entrega dos resultados. Além do mais, devem considerar se a equipe está ou não preparada para atingí-las e, também se a organização oferece as mínimas condições para isto. Criar metas insustentáveis e gritar com todos para atingí-las é o cúmulo da ignorância.
4 – As experiências vividas dentro do ambiente confinado de uma organização, devem ter uma perspectiva de curto, médio e longo prazo. Além do mais, devem contribuir para que as relações internas, o clima e os procesos sejam melhorados e que proporcionem ganhos a todos (inclusive financeiros). Assim, o líder deve cuidar para que suas iniciativas sejam sustentáveis, ou seja, que por sua excelência de padrões, acabem entrando no Dna na empresa e contem, desde o start up, com a adesão dos colaboradores e da própria cultura organizacional. Líderes inspiram, sempre.
5 – O líder deve primar por uma gestão transparente. Isto quer dizer, que as pessoas devem saber o que se passa. Como é que se vai conseguir adesão, se não se sabe o que está acontecendo. Além de trabalhar bem, de ser ético e justo,
diga a todos o que está fazendo e para onde queremos ir com estes esforços, tarefas e projetos. Isto elimina boatos e desestimula a rádio-peão. Não esconda o horizonte dos colaboradores com nuvens negras e ameaçadoras, típicas dos discursos menores, do tipo: ou fazemos isto ou seremos obrigados a reduzir os quadros ou seremos punidos pela direção. Ninguém aguenta trabalhar sob o tacão de ameaças veladas, estratégias de disfarce e sugestões subliminares. Diga sempre a verdade, com amor.
6 – Seja humano. Isto quer dizer que você deve compartilhar suas idéias (e até temores) com as pessoas de sua equipe. Conte sua história, deixe que os colaboradores sintam que você não é um ogro insensível e que só fala a língua das planilhas. Evidencie seu esforço para todos e deixe bem claro o tipo de comprometimento que espera e como pode ser alcançado. Perdoe algumas falhas menores, mas nunca releve sérios defeitos de caráter. No trabalho, seja o coach daqueles que precisam de desenvolvimento e nunca se esconda atrás de sua secretária. Seja gentil e atencioso, o que significa, no mínimo ser educado. Não cobre nada que você não possa fazer por si mesmo.
7 – Cumpra sempre sua promessa. Se conseguir manter sua palavra, terá o respeito, comprometimento e a admiração de todos. Não importa o que tenha dito, cumpra! Mesmo se precisar por força das circunstâncias voltar atrás, tente resolver a situação de forma ética. Deste modo, a melhor maneira é saber o que fala para não ter que engolir suas próprias palavras. Ninguém respeita o falastrão, aquele que promete mundos e fundos e não entrega nada, ou entrega muito pouco. Pergunte a si mesmo: Você manteria em sua equipe alguém assim? Use a sabedoria dos antigos: Deixe que sua reputação chegue nos lugares, antes que você.
Naturalmente, estes são pequenos indicadores de comportamentos adequados para a liderança moderna, o que não exclui toda a soma de competências técnicas necessárias e desejáveis. O que importa, nestes tempos de grandes mudanças é fazer com que as atitudes possam gerar situações enriquecedoras e sinérgicas e não o contrário. Muitas empresas ainda confundem entrega de resultados com açoitamento e traduzem gestão por objetivos por intimidação. Não que, às vezes, possamos colocar um pouco mais de pimenta no molho, mas nos olhos dos outros nunca é refresco. Quem é líder sabe até onde pode esticar a corda, quem é apenas chefe, não. O líder planeja tudo e assume responsabilidades, o chefe joga a culpa dos fracassos na equipe.
Por isso, ainda é necessário escrever sobre a liderança, mesmo que seja para oferecer uma perspectiva diferenciada, sobre a banalidade do tema. Liderar é fazer bem feito, mesmo quando não tiver ninguém olhando. É conjugar três verbos numa ontologia do presente: saber, fazer e querer. O que falta, mesmo é capacidade para estas funções. Eu diria, humanidade, também. Se você é ou quer ser líder, comece por praticar estas pequenas leis. Se você for sincero em sua busca, descobrirá outras, melhores e maiores. E assim, poderá verdadeiramente ser um exemplo inspirador para todos os que estão à sua volta e, quem sabe para as gerações que virão.
http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=10&canallocal=33&canalsub2=107&id=2840&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter
Dizem que existe um mistério no mundo e ele se reflete na causalidade, ou seja, na forma pela qual as coisas acontecem deste ou daquele modo. Nas organizações não poderia ser diferente, só que é mais simples de analisar que o mundo em suas complexas inter relações, pelo menos é um ambiente restrito. E neste ambiente, nada mais importante que saber fazer as coisas acontecerem em suas programações esperadas, ou seja liderar. Mas o que é importante mesmo para um lider?
Basta dar uma busca pela internet e ver o resultado quando o tema é liderança. Centenas de pessoas falam sobre liderança, suas vantagens e necessidades. A maioria chove no molhado, ao dizer que o líder é isso, o líder deve fazer aquilo, repisando os velhos modelões de gestores autocráticos, liberais, situacionais e por aí vai. Enfim, é preciso ter estômago para fugir da obviedade que se instalou neste segmento, principalmente quando meditamos sobre como o mundo virtual acaba empobrecendo, e não enriquecendo, a soma do conhecimento humano. Tornar mais fácil achar determinado assunto, não significa que ele é de qualidade, que digam isto os artigos que vemos pela web e que não passam de Ctrl C + Ctrl V dos que escreveram antes, num mix alienígena, personalista ou hiperconvencional.
Também é verdade que não se pode, neste ponto da história humana pretender ser original, mas sim, saber perguntar. Pensando nisto, e revendo aquilo que a experiência ensinou, aliado à informação que nos chega aos montes por diversos canais de comunicação, podemos operar sínteses, ou seja postular que aquilo de mais importante para uma liderança pode ser expresso em poucos e determinados comportamentos decisivos. Na verdade, estamos falando de empenho e eficácia na gestão. Quais são estes comportamentos? Vejamos um pequeno resumo abaixo, destes principais itens, deixando para um próximo artigo descrever as suas dimenões:
1 – A liderança não é um ato isolado ou sinfonia metafórica de atitudes personalistas que no final da carreira gera um livro e transforma alguém em guru de consultores e Ceos carentes. Mas, sim um processo de atuação. Se pararmos de ser líderes por um instante, a linha pára e nada mais se produz. Há um caráter sistemático e motivacional em estar-se sempre atuando como líder.
2 – Não trabalhe muito. Isto não basta. É preciso trabalhar muito e trabalhar bem. Os líderes devem, obrigatoriamente, mostrar a camisa suada e as mangas arregaçadas, todo o tempo. Devem ser humildes o suficiente para dizer por todos os poros à sua equipe: Façam como eu! A inspiração decorre de como a liderança trabalha e, principalmente como trabalha.
3 - É preciso criar desafios e metas e sempre renová-los, quando são alcançados. Ninguém pode motivar alguma equipe, caso não lance mão de objetivos renovados. Mas, atenção: as metas devem ser inteligentes (smart), quer dizer: específicas, mensuráveis, alcançáveis, realistas e com prazo para entrega dos resultados. Além do mais, devem considerar se a equipe está ou não preparada para atingí-las e, também se a organização oferece as mínimas condições para isto. Criar metas insustentáveis e gritar com todos para atingí-las é o cúmulo da ignorância.
4 – As experiências vividas dentro do ambiente confinado de uma organização, devem ter uma perspectiva de curto, médio e longo prazo. Além do mais, devem contribuir para que as relações internas, o clima e os procesos sejam melhorados e que proporcionem ganhos a todos (inclusive financeiros). Assim, o líder deve cuidar para que suas iniciativas sejam sustentáveis, ou seja, que por sua excelência de padrões, acabem entrando no Dna na empresa e contem, desde o start up, com a adesão dos colaboradores e da própria cultura organizacional. Líderes inspiram, sempre.
5 – O líder deve primar por uma gestão transparente. Isto quer dizer, que as pessoas devem saber o que se passa. Como é que se vai conseguir adesão, se não se sabe o que está acontecendo. Além de trabalhar bem, de ser ético e justo,
diga a todos o que está fazendo e para onde queremos ir com estes esforços, tarefas e projetos. Isto elimina boatos e desestimula a rádio-peão. Não esconda o horizonte dos colaboradores com nuvens negras e ameaçadoras, típicas dos discursos menores, do tipo: ou fazemos isto ou seremos obrigados a reduzir os quadros ou seremos punidos pela direção. Ninguém aguenta trabalhar sob o tacão de ameaças veladas, estratégias de disfarce e sugestões subliminares. Diga sempre a verdade, com amor.
6 – Seja humano. Isto quer dizer que você deve compartilhar suas idéias (e até temores) com as pessoas de sua equipe. Conte sua história, deixe que os colaboradores sintam que você não é um ogro insensível e que só fala a língua das planilhas. Evidencie seu esforço para todos e deixe bem claro o tipo de comprometimento que espera e como pode ser alcançado. Perdoe algumas falhas menores, mas nunca releve sérios defeitos de caráter. No trabalho, seja o coach daqueles que precisam de desenvolvimento e nunca se esconda atrás de sua secretária. Seja gentil e atencioso, o que significa, no mínimo ser educado. Não cobre nada que você não possa fazer por si mesmo.
7 – Cumpra sempre sua promessa. Se conseguir manter sua palavra, terá o respeito, comprometimento e a admiração de todos. Não importa o que tenha dito, cumpra! Mesmo se precisar por força das circunstâncias voltar atrás, tente resolver a situação de forma ética. Deste modo, a melhor maneira é saber o que fala para não ter que engolir suas próprias palavras. Ninguém respeita o falastrão, aquele que promete mundos e fundos e não entrega nada, ou entrega muito pouco. Pergunte a si mesmo: Você manteria em sua equipe alguém assim? Use a sabedoria dos antigos: Deixe que sua reputação chegue nos lugares, antes que você.
Naturalmente, estes são pequenos indicadores de comportamentos adequados para a liderança moderna, o que não exclui toda a soma de competências técnicas necessárias e desejáveis. O que importa, nestes tempos de grandes mudanças é fazer com que as atitudes possam gerar situações enriquecedoras e sinérgicas e não o contrário. Muitas empresas ainda confundem entrega de resultados com açoitamento e traduzem gestão por objetivos por intimidação. Não que, às vezes, possamos colocar um pouco mais de pimenta no molho, mas nos olhos dos outros nunca é refresco. Quem é líder sabe até onde pode esticar a corda, quem é apenas chefe, não. O líder planeja tudo e assume responsabilidades, o chefe joga a culpa dos fracassos na equipe.
Por isso, ainda é necessário escrever sobre a liderança, mesmo que seja para oferecer uma perspectiva diferenciada, sobre a banalidade do tema. Liderar é fazer bem feito, mesmo quando não tiver ninguém olhando. É conjugar três verbos numa ontologia do presente: saber, fazer e querer. O que falta, mesmo é capacidade para estas funções. Eu diria, humanidade, também. Se você é ou quer ser líder, comece por praticar estas pequenas leis. Se você for sincero em sua busca, descobrirá outras, melhores e maiores. E assim, poderá verdadeiramente ser um exemplo inspirador para todos os que estão à sua volta e, quem sabe para as gerações que virão.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Aplicando 5S na Vida Pessoal
http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=6&canallocal=53&canalsub2=177&id=2824&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter
"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustăo.
Doze meses dăo para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovaçăo e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar,
que daqui para diante vai ser diferente."
(Carlos Drummond de Andrade)
Agora que você já fez a famosa contagem regressiva, bebeu champanhe, cumprimentou amigos e familiares, fez ótimas refeições e dormiu bastante, bem-vindo de volta ao cotidiano.
Para algumas pessoas, não passou de um dia como outro qualquer, uma passeadinha a mais do ponteiro nos relógios, exceção feita a uma mesa mais farta e ao final de semana prolongado.
Todavia, prefiro seguir Drummond, aproveitando a magia do momento para refletir sobre os últimos doze meses, repensar sobre os objetivos e metas traçadas, e recomeçar a luta e a caminhada.
Em Administração, utilizamos um expediente importado lá do Oriente, mais precisamente do Japão pós-guerra, chamado de “5 S”. Este nome provém de cinco palavras japonesas iniciadas pela letra “s”: Seiri, Seiton, Seisou, Seiketsu e Shitsuke.
Os cinco sensos constituem um sistema fundamental para harmonizar os subsistemas produtivo-pessoal-comportamental, constituindo-se na base para uma rotina diária eficiente.
Praticar os 5S significa:
- Seiri (senso de utilização): separar as coisas necessárias das desnecessárias;
- Seiton (senso de organização): ordenar e identificar as coisas, facilitando encontrá-las quando desejado;
- Seisou (senso de zelo): criar e manter um ambiente físico agradável;
- Seiketsu (senso de higiene): cuidar da saúde física, mental e emocional de forma preventiva;
- Shitsuke (senso de disciplina): manter os resultados obtidos através da repetição e da prática.
A aplicação dos 5S numa empresa deve ser efetuada com critérios, inclusive com supervisão técnica dependendo do porte da companhia. Mas meu convite, neste instante, é para você praticar os 5S em sua vida pessoal.
Assim, que tal aproveitar estes primeiros dias do ano para fazer uma pequena revolução pessoal?
Aplique Seiri em sua casa e em escritório. Nos armários, nas gavetas, nas escrivaninhas. Tenha o senso de utilização presente em sua mente. Se lhe ocorrer a frase: “Acho que um dia vou precisar disto...”, descarte o objeto em questão, pois você não o utilizará. Pode ser uma roupa que você ganhou de presente ou comprou por impulso e nunca a vestiu, por não lhe agradar o suficiente, mas que acalentará o frio de uma pessoa carente.
Podem ser livros antigos, hoje hospedeiros do pó, que contribuirão com a educação de uma criança ou um jovem universitário. Seja seletivo. Elimine papéis que apenas ocupam espaço em seus arquivos, incluindo revistas e jornais que você acredita estar colecionando. Organize sua geladeira e sua despensa – você ficará impressionado com o número de itens com prazo de validade expirado.
Na próxima fase, passe ao Seiton. Separe itens por categorias, enumerando-os e etiquetando-os se adequado for. Agrupe suas roupas obedecendo a um critério pertinente a você, como por exemplo, dividir vestimentas para uso no lar, daquelas destinadas para trabalhar, de outras utilizadas para sair a lazer. Organize seus livros por gênero (romance, ficção, técnico etc.) e em ordem de relevância e interesse na leitura. Separe seus documentos pessoais e profissionais em pastas suspensas, uma para cada assunto (água, luz, telefone...). Estes procedimentos lhe revelarão o que você tem e atuarão como “economizadores de tempo” quando da busca por um objeto ou informação.
Com o Seisou, você estará promovendo a harmonia em seu ambiente. Mais do que a limpeza, talvez seja o momento para efetuar pequenas mudanças de layout: alterar a posição de alguns móveis, colocar um xaxim na parede, melhorar a iluminação.
Agora, basta aplicar os últimos dois sensos já mencionados, o Seiketsu, que corresponde aos cuidados com seu corpo (sono reparador, alimentação balanceada e exercícios físicos), sua mente (equilíbrio entre trabalho, família e lazer) e seu espírito (cultive a fé) e o Shitsuke, tão simples quanto fundamental, e que significa controlar e manter as conquistas realizadas.
Faça isso e eu desafio você a ter pela frente doze longos e prósperos meses!
http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=6&canallocal=53&canalsub2=177&id=2824&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter
"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustăo.
Doze meses dăo para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovaçăo e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar,
que daqui para diante vai ser diferente."
(Carlos Drummond de Andrade)
Agora que você já fez a famosa contagem regressiva, bebeu champanhe, cumprimentou amigos e familiares, fez ótimas refeições e dormiu bastante, bem-vindo de volta ao cotidiano.
Para algumas pessoas, não passou de um dia como outro qualquer, uma passeadinha a mais do ponteiro nos relógios, exceção feita a uma mesa mais farta e ao final de semana prolongado.
Todavia, prefiro seguir Drummond, aproveitando a magia do momento para refletir sobre os últimos doze meses, repensar sobre os objetivos e metas traçadas, e recomeçar a luta e a caminhada.
Em Administração, utilizamos um expediente importado lá do Oriente, mais precisamente do Japão pós-guerra, chamado de “5 S”. Este nome provém de cinco palavras japonesas iniciadas pela letra “s”: Seiri, Seiton, Seisou, Seiketsu e Shitsuke.
Os cinco sensos constituem um sistema fundamental para harmonizar os subsistemas produtivo-pessoal-comportamental, constituindo-se na base para uma rotina diária eficiente.
Praticar os 5S significa:
- Seiri (senso de utilização): separar as coisas necessárias das desnecessárias;
- Seiton (senso de organização): ordenar e identificar as coisas, facilitando encontrá-las quando desejado;
- Seisou (senso de zelo): criar e manter um ambiente físico agradável;
- Seiketsu (senso de higiene): cuidar da saúde física, mental e emocional de forma preventiva;
- Shitsuke (senso de disciplina): manter os resultados obtidos através da repetição e da prática.
A aplicação dos 5S numa empresa deve ser efetuada com critérios, inclusive com supervisão técnica dependendo do porte da companhia. Mas meu convite, neste instante, é para você praticar os 5S em sua vida pessoal.
Assim, que tal aproveitar estes primeiros dias do ano para fazer uma pequena revolução pessoal?
Aplique Seiri em sua casa e em escritório. Nos armários, nas gavetas, nas escrivaninhas. Tenha o senso de utilização presente em sua mente. Se lhe ocorrer a frase: “Acho que um dia vou precisar disto...”, descarte o objeto em questão, pois você não o utilizará. Pode ser uma roupa que você ganhou de presente ou comprou por impulso e nunca a vestiu, por não lhe agradar o suficiente, mas que acalentará o frio de uma pessoa carente.
Podem ser livros antigos, hoje hospedeiros do pó, que contribuirão com a educação de uma criança ou um jovem universitário. Seja seletivo. Elimine papéis que apenas ocupam espaço em seus arquivos, incluindo revistas e jornais que você acredita estar colecionando. Organize sua geladeira e sua despensa – você ficará impressionado com o número de itens com prazo de validade expirado.
Na próxima fase, passe ao Seiton. Separe itens por categorias, enumerando-os e etiquetando-os se adequado for. Agrupe suas roupas obedecendo a um critério pertinente a você, como por exemplo, dividir vestimentas para uso no lar, daquelas destinadas para trabalhar, de outras utilizadas para sair a lazer. Organize seus livros por gênero (romance, ficção, técnico etc.) e em ordem de relevância e interesse na leitura. Separe seus documentos pessoais e profissionais em pastas suspensas, uma para cada assunto (água, luz, telefone...). Estes procedimentos lhe revelarão o que você tem e atuarão como “economizadores de tempo” quando da busca por um objeto ou informação.
Com o Seisou, você estará promovendo a harmonia em seu ambiente. Mais do que a limpeza, talvez seja o momento para efetuar pequenas mudanças de layout: alterar a posição de alguns móveis, colocar um xaxim na parede, melhorar a iluminação.
Agora, basta aplicar os últimos dois sensos já mencionados, o Seiketsu, que corresponde aos cuidados com seu corpo (sono reparador, alimentação balanceada e exercícios físicos), sua mente (equilíbrio entre trabalho, família e lazer) e seu espírito (cultive a fé) e o Shitsuke, tão simples quanto fundamental, e que significa controlar e manter as conquistas realizadas.
Faça isso e eu desafio você a ter pela frente doze longos e prósperos meses!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
A Força do Sucesso
http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=10&canallocal=31&canalsub2=101&id=2811&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter
Deixo duas frases para iniciarmos o debate, uma do personagem Dilbert e outra do técnico Bernardinho:
"Vou adotar nova postura gerencial: ficar sem fazer nada esperando que os problemas se resolvam sozinhos" Dilbert
"A distância entre o sonho e a realidade chama-se disciplina." Bernardinho
O que estas duas frases tem em comum? As duas são verdades que no universo empresarial fazem a diferença.
No personagem Dilbert, a frase é uma reflexão para aqueles que pensam que ser empresário é apenas sucesso, dinheiro, pouco trabalho.
Na frase do Bernardinho temos uma realidade: Apenas o trabalho não leva ao sucesso. É necessário muita disciplina.
Infelizmente muitas pessoas apenas visualizam o resultado como se este fosse a causa. O resultado é a consequencia.
Visto assim parece óbvio, mas quantas vezes o funcionário pensa que o dono do negócio é um abonado, que tem tudo de bom e que paga uma miséria. Vale a pena ressaltar que apenas o fato de um funcionário ter carteira assinada já dobra o seu custo para empresa, que o funcionário é mão de obra - cada um no seu papel - e que o dono do negócio precisa reinvestir, administrar, buscar novos mercados, enfim, cuidar de toda estratégia e de tudo para que no final do mês não falte o
"pouco" que o funcionário acha que recebe na sua carteira.
Ser empresário no Brasil é uma profissão para loucos, já disse alguém.
Somos exemplo de empreendedorismo, mas, igualmente temos muitos que pensam que ser empreendedor basta uma boa ideia.
Não é tão simples.
A ideia é o início, mas precisa de muita disciplina, precisa de muita maturidade, precisa de muita superação, força de vontade, crença no sonho, enfim, amor.
Sem este enlace, o projeto não tende a ser um sucesso, tende a ser uma decepção.
Aproveite este início de 2010 para trilhar o caminho do sucesso. Use e abuse do sonho, perseverança, vontade, persistência e amor. E esqueça os conselhos do Dilbert ;)
http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=10&canallocal=31&canalsub2=101&id=2811&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter
Deixo duas frases para iniciarmos o debate, uma do personagem Dilbert e outra do técnico Bernardinho:
"Vou adotar nova postura gerencial: ficar sem fazer nada esperando que os problemas se resolvam sozinhos" Dilbert
"A distância entre o sonho e a realidade chama-se disciplina." Bernardinho
O que estas duas frases tem em comum? As duas são verdades que no universo empresarial fazem a diferença.
No personagem Dilbert, a frase é uma reflexão para aqueles que pensam que ser empresário é apenas sucesso, dinheiro, pouco trabalho.
Na frase do Bernardinho temos uma realidade: Apenas o trabalho não leva ao sucesso. É necessário muita disciplina.
Infelizmente muitas pessoas apenas visualizam o resultado como se este fosse a causa. O resultado é a consequencia.
Visto assim parece óbvio, mas quantas vezes o funcionário pensa que o dono do negócio é um abonado, que tem tudo de bom e que paga uma miséria. Vale a pena ressaltar que apenas o fato de um funcionário ter carteira assinada já dobra o seu custo para empresa, que o funcionário é mão de obra - cada um no seu papel - e que o dono do negócio precisa reinvestir, administrar, buscar novos mercados, enfim, cuidar de toda estratégia e de tudo para que no final do mês não falte o
"pouco" que o funcionário acha que recebe na sua carteira.
Ser empresário no Brasil é uma profissão para loucos, já disse alguém.
Somos exemplo de empreendedorismo, mas, igualmente temos muitos que pensam que ser empreendedor basta uma boa ideia.
Não é tão simples.
A ideia é o início, mas precisa de muita disciplina, precisa de muita maturidade, precisa de muita superação, força de vontade, crença no sonho, enfim, amor.
Sem este enlace, o projeto não tende a ser um sucesso, tende a ser uma decepção.
Aproveite este início de 2010 para trilhar o caminho do sucesso. Use e abuse do sonho, perseverança, vontade, persistência e amor. E esqueça os conselhos do Dilbert ;)
domingo, 17 de janeiro de 2010
Como transformar sua empresa num excelente lugar para trabalhar
http://www.catho.com.br/jcs/inputer_view.phtml?id=11474
Cada vez mais as organizações têm percebido que, para se destacar no mercado, aumentar produtividade, eficiência organizacional e conservar talentos, precisam elevar o nível de satisfação e felicidade de seus funcionários. Essa percepção deu margem à criação de métodos que avaliam se uma empresa pode ser considerada um excelente lugar para se trabalhar.
Andréa Veras, diretora do Instituto Great Place to Work, conta que, para se ter um excelente lugar para se trabalhar, sob a perspectiva dos funcionários, é preciso ter funcionando dentro da empresa 3 dimensões: confiança entre líderes e liderados na empresa para que trabalham (credibilidade, respeito e imparcialidade), orgulho do trabalho que realizam e afinidade, e gostar das pessoas com quem trabalham (camaradagem).
Já quando se fala sob a perspectiva da empresa, da liderança, entende-se ser uma excelente empresa para trabalhar aquela que atinge seus objetivos, que tenham profissionais que dão o melhor de si individualmente e que trabalham juntos como uma família, em um ambiente de confiança. “A confiança sempre é a base da nossa metodologia. Se não tiver confiança, você pode esquecer todo o resto”, diz Andréa.
Para a professora dra. Suzana da Rosa Tolfo, que atua na área de psicologia organizacional e do trabalho, se uma empresa pretende ser considerada um grande lugar para se trabalhar, ela deve se atentar aos seguintes pontos:
1)ter boas políticas e práticas de gestão de pessoas, que incluam desde planejamento, recrutamento e seleção de pessoal, remuneração e benefícios, avaliação de desempenho, treinamento, desenvolvimento e educação, oportunidades de carreira e processos de desligamento articulados de forma sistêmica e percebidos como justos pelos trabalhadores;
2)constitucionalismo, ou seja, adoção de normas e regras voltadas para padrões de igualdade e respeito à diversidade;
3)oportunidade de uso e desenvolvimento das competências e capacidades;
4)possibilidade de conciliar trabalho e outras esferas da vida, como a família, sem que o tempo dedicado a um deles se sobreponha por demais em relação aos outros;
5)possibilidade de entender o processo total do trabalho e a sua contribuição para a os resultados, bem como identificar sentido naquilo que faz;
6)ter um bom clima organizacional, com relacionamentos interpessoais saudáveis e chefias preparadas;
7)ter condições de segurança e busca de saúde física e mental;
8)ter uma cultura na qual os valores expostos se aproximam dos valores praticados.
Segundo Suzana, um ponto importante a ser frisado nessa questão é a importância de conciliar os objetivos e metas da empresa com as necessidades dos profissionais que lá trabalham. E só há uma forma de isso acontecer: criando identificação dos profissionais com os valores e os objetivos organizacionais. “É importante que os colaboradores percebam que por meio da adoção e da consecução desses valores, eles podem satisfazer as suas necessidades”, diz ela. Andréa concorda: “fazer essa conciliação é até uma questão de respeito. Se as empresas conseguirem fazer isso, as pessoas vão até ter mais orgulho do lugar onde trabalham. Isso é o ideal. E todo mundo sai ganhando. Ficar numa empresa onde você não encontra alinhamento com seus próprios valores é quase uma agressão. Sua produtividade cai e você faz um sacrifício para estar lá todo dia”.
A satisfação do funcionário e sua felicidade influenciam diretamente na estabilidade profissional e na fidelidade que ele tem para com a empresa em que trabalha. Ambas as profissionais citam que trabalhar a satisfação do profissional deve ser investimento contínuo, e que sempre dá resultado, além de preservar seus principais talentos. “Em empresas que possuem índices altos de satisfação, o turnover é muito menor. Isso é fato”, diz Andrea. E ela insiste que o investimento em pessoas é o que, principalmente, torna uma empresa um excelente lugar para se trabalhar. “As pessoas, às vezes, acham que com toda a crise econômica e desafios de mercado, o investimento em pessoas deve ser deixado de lado. E é exatamente o contrário que precisa acontecer. As grandes empresas para trabalhar já descobriram que se elas investem em pessoas, o resultado volta em negócios. A gente tem várias maneiras de mostrar que o retorno financeiro é evidente quando se investe em pessoas”, completa.
É importante frisar que toda ação nesse intuito deve ser constante, porque mesmo que uma empresa tenha conquistado seu objetivo sendo considerada um excelente lugar para trabalhar, existem fatores podem fazer com que ela perca esse posto. E mais uma vez, as mudanças relativas à gestão das pessoas na organização são citadas: “ameaças de demissão, clima organizacional ruim, compensação inadequada e/ou injusta, limitações para o uso de capacidades e competências e mudanças na cultura devem ser cuidadosamente observadas”, cita Suzana.
A busca pela satisfação tende a mobilizar o profissional. E um profissional motivado, é só ganho para a empresa.
http://www.catho.com.br/jcs/inputer_view.phtml?id=11474
Cada vez mais as organizações têm percebido que, para se destacar no mercado, aumentar produtividade, eficiência organizacional e conservar talentos, precisam elevar o nível de satisfação e felicidade de seus funcionários. Essa percepção deu margem à criação de métodos que avaliam se uma empresa pode ser considerada um excelente lugar para se trabalhar.
Andréa Veras, diretora do Instituto Great Place to Work, conta que, para se ter um excelente lugar para se trabalhar, sob a perspectiva dos funcionários, é preciso ter funcionando dentro da empresa 3 dimensões: confiança entre líderes e liderados na empresa para que trabalham (credibilidade, respeito e imparcialidade), orgulho do trabalho que realizam e afinidade, e gostar das pessoas com quem trabalham (camaradagem).
Já quando se fala sob a perspectiva da empresa, da liderança, entende-se ser uma excelente empresa para trabalhar aquela que atinge seus objetivos, que tenham profissionais que dão o melhor de si individualmente e que trabalham juntos como uma família, em um ambiente de confiança. “A confiança sempre é a base da nossa metodologia. Se não tiver confiança, você pode esquecer todo o resto”, diz Andréa.
Para a professora dra. Suzana da Rosa Tolfo, que atua na área de psicologia organizacional e do trabalho, se uma empresa pretende ser considerada um grande lugar para se trabalhar, ela deve se atentar aos seguintes pontos:
1)ter boas políticas e práticas de gestão de pessoas, que incluam desde planejamento, recrutamento e seleção de pessoal, remuneração e benefícios, avaliação de desempenho, treinamento, desenvolvimento e educação, oportunidades de carreira e processos de desligamento articulados de forma sistêmica e percebidos como justos pelos trabalhadores;
2)constitucionalismo, ou seja, adoção de normas e regras voltadas para padrões de igualdade e respeito à diversidade;
3)oportunidade de uso e desenvolvimento das competências e capacidades;
4)possibilidade de conciliar trabalho e outras esferas da vida, como a família, sem que o tempo dedicado a um deles se sobreponha por demais em relação aos outros;
5)possibilidade de entender o processo total do trabalho e a sua contribuição para a os resultados, bem como identificar sentido naquilo que faz;
6)ter um bom clima organizacional, com relacionamentos interpessoais saudáveis e chefias preparadas;
7)ter condições de segurança e busca de saúde física e mental;
8)ter uma cultura na qual os valores expostos se aproximam dos valores praticados.
Segundo Suzana, um ponto importante a ser frisado nessa questão é a importância de conciliar os objetivos e metas da empresa com as necessidades dos profissionais que lá trabalham. E só há uma forma de isso acontecer: criando identificação dos profissionais com os valores e os objetivos organizacionais. “É importante que os colaboradores percebam que por meio da adoção e da consecução desses valores, eles podem satisfazer as suas necessidades”, diz ela. Andréa concorda: “fazer essa conciliação é até uma questão de respeito. Se as empresas conseguirem fazer isso, as pessoas vão até ter mais orgulho do lugar onde trabalham. Isso é o ideal. E todo mundo sai ganhando. Ficar numa empresa onde você não encontra alinhamento com seus próprios valores é quase uma agressão. Sua produtividade cai e você faz um sacrifício para estar lá todo dia”.
A satisfação do funcionário e sua felicidade influenciam diretamente na estabilidade profissional e na fidelidade que ele tem para com a empresa em que trabalha. Ambas as profissionais citam que trabalhar a satisfação do profissional deve ser investimento contínuo, e que sempre dá resultado, além de preservar seus principais talentos. “Em empresas que possuem índices altos de satisfação, o turnover é muito menor. Isso é fato”, diz Andrea. E ela insiste que o investimento em pessoas é o que, principalmente, torna uma empresa um excelente lugar para se trabalhar. “As pessoas, às vezes, acham que com toda a crise econômica e desafios de mercado, o investimento em pessoas deve ser deixado de lado. E é exatamente o contrário que precisa acontecer. As grandes empresas para trabalhar já descobriram que se elas investem em pessoas, o resultado volta em negócios. A gente tem várias maneiras de mostrar que o retorno financeiro é evidente quando se investe em pessoas”, completa.
É importante frisar que toda ação nesse intuito deve ser constante, porque mesmo que uma empresa tenha conquistado seu objetivo sendo considerada um excelente lugar para trabalhar, existem fatores podem fazer com que ela perca esse posto. E mais uma vez, as mudanças relativas à gestão das pessoas na organização são citadas: “ameaças de demissão, clima organizacional ruim, compensação inadequada e/ou injusta, limitações para o uso de capacidades e competências e mudanças na cultura devem ser cuidadosamente observadas”, cita Suzana.
A busca pela satisfação tende a mobilizar o profissional. E um profissional motivado, é só ganho para a empresa.
Excesso de reuniões prejudica a imagem do líder e é uma grande perda de tempo
http://www.catho.com.br/jcs/inputer_view.phtml?id=11442
Não é difícil encontrarmos algum profissional reclamando do excesso de reuniões em sua empresa. Qualquer problema, novo projeto ou solução para uma questão, é motivo para as pessoas pararem o que estão fazendo e se reunirem em uma sala de reunião. Mas, afinal, para que serve a reunião? Quando é realmente necessário movimentar as pessoas e porque tantos chefes marcam diversos encontros ao longo da semana?
javascript:void(0)
Para o consultor e coach de executivos, Abraham Shapiro, a origem da palavra reunião tem como raiz ‘união’, cujo significado é ‘atingir a unidade’. “Logo, já que reunião significa ‘agrupamento de pessoas num mesmo local para tratar de algum assunto’, eu acrescento que o real significado deste agrupamento é buscar atingir a unidade, a convergência, a uniformidade de opiniões, o consenso em relação a um determinado tema”.
No entanto, para atingir o resultado esperado, as pessoas precisam aprender a trabalhar em equipe, e para Fernando Henrique da Silveira Neto, especialista em desenvolvimento gerencial, aqui no Brasil as pessoas não têm muito essa prática, e falta um pouco de organização, disciplina e método. “Em outros países, as falas são mais objetivas e a reunião não é para fazer social. Aqui, as pessoas sabem fazer, mas não tomam o cuidado para fazer direito, e aí descamba”.
Uma reunião mal planejada, ou pior, feita desnecessariamente, é pura perda de tempo e enfraquece o poder do líder, explica Shapiro, já que foi realizada sem objetivo e necessidade, além de entediar as pessoas e as educar de modo distorcido a respeito dos conceitos sobre os quais a empresa se fundamenta. Segundo o consultor, há vários motivos que levam um profissional a realizar reuniões constantes: “muitas vezes é para mostrar poder, outras, por falta de conceitos claros a respeito de como gerir pessoas, isto é, como fazê-las funcionar com alta produtividade e qualidade. Há também os que põem para fora os seus problemas psicológicos de insegurança, como autoconfiança zero e baixa autoestima, e por estas razões, querem envolver-se com pessoas com o propósito de sentirem-se supridos. Há aqueles, ainda, que não confiam suficientemente em sua equipe a ponto de realizar as devidas delegações de tarefas e acabam usando as reuniões como forma de controle e avaliação”.
Planejamento é a melhor saída para evitar reuniões desnecessárias e cansativas, ou seja, que poderiam durar meia hora, mas se estendem por horas. Fernando aconselha a fazer uma pauta antes de unir as pessoas, algo informal apenas para guiar a reunião, além de informar os convocados sobre o tema, dizer quanto tempo terá de duração, e ter critério de convocação, mobilizando apenas as pessoas significativas. “Limitar o número de assuntos é, também, muito importante para a reunião não durar horas. Não adianta convocar uma reunião e dizer que ela será de uma hora, sendo que você tem sete ou oito assuntos para tratar. Em uma hora, você só irá comunicar esses assuntos e não os discutirá com profundidade. E quanto mais você estende, mais chances tem da pessoa se desligar e lembrar-se das coisas que tem para fazer”.
Shapiro também defende que critérios claros de convocação são um dos pontos essenciais para tornar uma reunião produtiva. “Conceitualmente, produtividade é a razão entre quantidade produzida e tempo, ou seja, é o quanto se produz de qualquer coisa por uma unidade de tempo – hora, minuto, dia. Nos modelos mais modernos de gestão de pessoas, produtividade deixou de ser apenas a quantidade produzida ou realizada. É também qualidade. Assim, para que uma reunião seja produtiva é preciso que, além de critérios claros de convocação, se tenha ordem de participação dos envolvidos, respeito entre todos, regras para intervenção, eleição das pautas que a comporão ou informe antecipado do tema a ser discutido e, se possível, horário de início e finalização a fim de que as pessoas se programem. Quando tratar-se de um assunto a ser discutido até a exaustão, deve-se informar os participantes de que a reunião só finalizará quando a convergência ou consenso ocorrer em 100%. Neste caso, todos saberão que ela só terá horário de início, mas haverá a vantagem de poderem rearranjar suas agendas e até de se preparem psicologicamente para o cansaço. Outro aspecto importante a ser previsto, em casos de longa duração de uma reunião, é a providência de um coffee break em que se proveja algum alimento e bebida com o fim de suprir necessidades físicas quando o horário supera as ocasiões de almoço ou jantar”.
Assim, ministrar uma reunião não é uma tarefa tão simples como a grande maioria das pessoas acredita. É preciso planejamento, preparo e saber conduzir os assuntos de forma clara e o menos cansativo possível. Por isso que, ao perceber que a reunião não está tendo mais efeito, que virou um encontro social ou um fórum de dúvidas ou de disputas pessoais, é a hora de encerrá-la.
Para aprender a administrar uma reunião há cursos, leituras e outras práticas que podem auxiliar o executivo. Abraham Shapiro, por exemplo, sugere o estudo – e não apenas a leitura – de dois livros: “O Gerente Minuto” e “O Gerente Minuto em Ação”, de Kenneth Blanchart e Spencer Johnson. Após estas leituras, há vários livretos com sugestões breves e profícuas sobre as bases de uma boa reunião.
“Eu dou muito valor para a reunião, mas a considero como uma viagem de barco, em que é preciso ter um número adequado de pessoas e dizer o tempo de duração, para as pessoas se prepararem. É preciso ter cuidado antes que ela aconteça. Se você a planejar bem, terá um grande percentual de chance que ela dê certo”, conclui Fernando Henrique da Silveira Neto.
http://www.catho.com.br/jcs/inputer_view.phtml?id=11442
Não é difícil encontrarmos algum profissional reclamando do excesso de reuniões em sua empresa. Qualquer problema, novo projeto ou solução para uma questão, é motivo para as pessoas pararem o que estão fazendo e se reunirem em uma sala de reunião. Mas, afinal, para que serve a reunião? Quando é realmente necessário movimentar as pessoas e porque tantos chefes marcam diversos encontros ao longo da semana?
javascript:void(0)
Para o consultor e coach de executivos, Abraham Shapiro, a origem da palavra reunião tem como raiz ‘união’, cujo significado é ‘atingir a unidade’. “Logo, já que reunião significa ‘agrupamento de pessoas num mesmo local para tratar de algum assunto’, eu acrescento que o real significado deste agrupamento é buscar atingir a unidade, a convergência, a uniformidade de opiniões, o consenso em relação a um determinado tema”.
No entanto, para atingir o resultado esperado, as pessoas precisam aprender a trabalhar em equipe, e para Fernando Henrique da Silveira Neto, especialista em desenvolvimento gerencial, aqui no Brasil as pessoas não têm muito essa prática, e falta um pouco de organização, disciplina e método. “Em outros países, as falas são mais objetivas e a reunião não é para fazer social. Aqui, as pessoas sabem fazer, mas não tomam o cuidado para fazer direito, e aí descamba”.
Uma reunião mal planejada, ou pior, feita desnecessariamente, é pura perda de tempo e enfraquece o poder do líder, explica Shapiro, já que foi realizada sem objetivo e necessidade, além de entediar as pessoas e as educar de modo distorcido a respeito dos conceitos sobre os quais a empresa se fundamenta. Segundo o consultor, há vários motivos que levam um profissional a realizar reuniões constantes: “muitas vezes é para mostrar poder, outras, por falta de conceitos claros a respeito de como gerir pessoas, isto é, como fazê-las funcionar com alta produtividade e qualidade. Há também os que põem para fora os seus problemas psicológicos de insegurança, como autoconfiança zero e baixa autoestima, e por estas razões, querem envolver-se com pessoas com o propósito de sentirem-se supridos. Há aqueles, ainda, que não confiam suficientemente em sua equipe a ponto de realizar as devidas delegações de tarefas e acabam usando as reuniões como forma de controle e avaliação”.
Planejamento é a melhor saída para evitar reuniões desnecessárias e cansativas, ou seja, que poderiam durar meia hora, mas se estendem por horas. Fernando aconselha a fazer uma pauta antes de unir as pessoas, algo informal apenas para guiar a reunião, além de informar os convocados sobre o tema, dizer quanto tempo terá de duração, e ter critério de convocação, mobilizando apenas as pessoas significativas. “Limitar o número de assuntos é, também, muito importante para a reunião não durar horas. Não adianta convocar uma reunião e dizer que ela será de uma hora, sendo que você tem sete ou oito assuntos para tratar. Em uma hora, você só irá comunicar esses assuntos e não os discutirá com profundidade. E quanto mais você estende, mais chances tem da pessoa se desligar e lembrar-se das coisas que tem para fazer”.
Shapiro também defende que critérios claros de convocação são um dos pontos essenciais para tornar uma reunião produtiva. “Conceitualmente, produtividade é a razão entre quantidade produzida e tempo, ou seja, é o quanto se produz de qualquer coisa por uma unidade de tempo – hora, minuto, dia. Nos modelos mais modernos de gestão de pessoas, produtividade deixou de ser apenas a quantidade produzida ou realizada. É também qualidade. Assim, para que uma reunião seja produtiva é preciso que, além de critérios claros de convocação, se tenha ordem de participação dos envolvidos, respeito entre todos, regras para intervenção, eleição das pautas que a comporão ou informe antecipado do tema a ser discutido e, se possível, horário de início e finalização a fim de que as pessoas se programem. Quando tratar-se de um assunto a ser discutido até a exaustão, deve-se informar os participantes de que a reunião só finalizará quando a convergência ou consenso ocorrer em 100%. Neste caso, todos saberão que ela só terá horário de início, mas haverá a vantagem de poderem rearranjar suas agendas e até de se preparem psicologicamente para o cansaço. Outro aspecto importante a ser previsto, em casos de longa duração de uma reunião, é a providência de um coffee break em que se proveja algum alimento e bebida com o fim de suprir necessidades físicas quando o horário supera as ocasiões de almoço ou jantar”.
Assim, ministrar uma reunião não é uma tarefa tão simples como a grande maioria das pessoas acredita. É preciso planejamento, preparo e saber conduzir os assuntos de forma clara e o menos cansativo possível. Por isso que, ao perceber que a reunião não está tendo mais efeito, que virou um encontro social ou um fórum de dúvidas ou de disputas pessoais, é a hora de encerrá-la.
Para aprender a administrar uma reunião há cursos, leituras e outras práticas que podem auxiliar o executivo. Abraham Shapiro, por exemplo, sugere o estudo – e não apenas a leitura – de dois livros: “O Gerente Minuto” e “O Gerente Minuto em Ação”, de Kenneth Blanchart e Spencer Johnson. Após estas leituras, há vários livretos com sugestões breves e profícuas sobre as bases de uma boa reunião.
“Eu dou muito valor para a reunião, mas a considero como uma viagem de barco, em que é preciso ter um número adequado de pessoas e dizer o tempo de duração, para as pessoas se prepararem. É preciso ter cuidado antes que ela aconteça. Se você a planejar bem, terá um grande percentual de chance que ela dê certo”, conclui Fernando Henrique da Silveira Neto.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Resiliente, o profissional que lida bem com a pressão
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/09/04/resiliente-o-profissional-que-lida-bem-com-a-pressao/
Ambiente corporativo valoriza profissionais que resistem bem ao estresse. É possíver transformar toda a energia gerada a partir de de um problema e redirecioná-la para uma solução criativa. Você concorda?
Por Leonardo Soares Grapeia
Neste mundo globalizado em que as empresas se relacionam num ambiente de extrema competitividade por metas e resultados, o estresse é uma realidade observada nas mais diferentes áreas e setores do mercado de trabalho.
Para atender a essa realidade, as corporações vêm buscando profissionais dotados da capacidade de se adaptar a um ambiente conturbado na busca de constantes resultados. Esse profissional é chamado “resiliente”. Mas você sabe o que é isso?
Resiliência é um conceito oriundo da Física, que se refere à propriedade de acumular energia quando exigidos ou submetidos a extrema pressão, voltando em seguida ao seu estado original, sem qualquer deformação, como um elástico. O dicionário Aurélio descreve como sendo “a capacidade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de uma deformação elástica”.
No mundo corporativo, podemos definir resiliência como a capacidade do indivíduo em lidar com serenidade ao estresse e às adversidades do dia a dia, moldando-se a cada situação e, da mesma forma, recuperando o seu estado original.
O equilíbrio humano é como a estrutura de um edifício: se a pressão for maior que a resistência, aparecerão rachaduras, como doenças psicossomáticas; daí a importância dessa flexibilidade, característica principal do profissional resiliente.
Assim, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades de maneira racional, buscando as soluções mais adequadas.
Um profissional resiliente, quando submetido a situação de estresse, administrará de maneira sensata, sem impulsividade, visualizando o problema como um todo. Certamente terá forças para enfrentar a adversidade, apresentando uma solução criativa e eficaz.
Todos nós podemos avançar nestes quesitos. Veja algumas dicas:
* Mentalize seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade.
* Pratique esportes e métodos de relaxamento e meditação para ter mais ânimo e disposição. Os exercícios aumentam a produção de endorfinas que proporcionam sensação de bem-estar.
* Procure manter o lar em harmonia, pois esse é o ponto de apoio para recuperar-se.
* Aproveite parte do tempo para ampliar os conhecimentos, o que aumenta a autoconfiança.
* Transforme-se em um otimista em potencial.
* Assuma riscos, tenha coragem.
* Apure o senso de humor, desarmando os pessimistas.
* Separe bem quem você é e o que faz.
* Use a criatividade para quebrar a rotina
Permita-se sentir dor, recuar e, às vezes, flexbilizar para em seguida retornar ao estado original. Lembre-se, resiliência é a arte de transformar toda energia de um problema em uma solução criativa.
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/09/04/resiliente-o-profissional-que-lida-bem-com-a-pressao/
Ambiente corporativo valoriza profissionais que resistem bem ao estresse. É possíver transformar toda a energia gerada a partir de de um problema e redirecioná-la para uma solução criativa. Você concorda?
Por Leonardo Soares Grapeia
Neste mundo globalizado em que as empresas se relacionam num ambiente de extrema competitividade por metas e resultados, o estresse é uma realidade observada nas mais diferentes áreas e setores do mercado de trabalho.
Para atender a essa realidade, as corporações vêm buscando profissionais dotados da capacidade de se adaptar a um ambiente conturbado na busca de constantes resultados. Esse profissional é chamado “resiliente”. Mas você sabe o que é isso?
Resiliência é um conceito oriundo da Física, que se refere à propriedade de acumular energia quando exigidos ou submetidos a extrema pressão, voltando em seguida ao seu estado original, sem qualquer deformação, como um elástico. O dicionário Aurélio descreve como sendo “a capacidade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de uma deformação elástica”.
No mundo corporativo, podemos definir resiliência como a capacidade do indivíduo em lidar com serenidade ao estresse e às adversidades do dia a dia, moldando-se a cada situação e, da mesma forma, recuperando o seu estado original.
O equilíbrio humano é como a estrutura de um edifício: se a pressão for maior que a resistência, aparecerão rachaduras, como doenças psicossomáticas; daí a importância dessa flexibilidade, característica principal do profissional resiliente.
Assim, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades de maneira racional, buscando as soluções mais adequadas.
Um profissional resiliente, quando submetido a situação de estresse, administrará de maneira sensata, sem impulsividade, visualizando o problema como um todo. Certamente terá forças para enfrentar a adversidade, apresentando uma solução criativa e eficaz.
Todos nós podemos avançar nestes quesitos. Veja algumas dicas:
* Mentalize seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade.
* Pratique esportes e métodos de relaxamento e meditação para ter mais ânimo e disposição. Os exercícios aumentam a produção de endorfinas que proporcionam sensação de bem-estar.
* Procure manter o lar em harmonia, pois esse é o ponto de apoio para recuperar-se.
* Aproveite parte do tempo para ampliar os conhecimentos, o que aumenta a autoconfiança.
* Transforme-se em um otimista em potencial.
* Assuma riscos, tenha coragem.
* Apure o senso de humor, desarmando os pessimistas.
* Separe bem quem você é e o que faz.
* Use a criatividade para quebrar a rotina
Permita-se sentir dor, recuar e, às vezes, flexbilizar para em seguida retornar ao estado original. Lembre-se, resiliência é a arte de transformar toda energia de um problema em uma solução criativa.
Quanto lucro gera a sua área de marketing?
Url original: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/09/09/quanto-lucro-gera-a-sua-area-de-marketing/
Por: Stivy Malty Soares
O marketing de sua empresa deve gerar lucros, em vez de insumos para outras áreas. Pensando fora da caixa, a saída pode estar fora de casa.
Uma área de marketing bem montada - com os processos bem definidos, as responsabilidades estratégicas bem alocadas e as pessoas certas realizando as atividades conforme seu perfil - pode gerar resultados sensacionais. Obviamente, desde que não esteja sobrecarregada com atividades operacionais infindas.
Processos
O principal gerador de gargalos e que coloca qualquer área de marketing em cheque é justamente o desenho dos processos de comunicação, ou a falta deles.
Processos de marketing bem desenhados começam com um bom briefing, que deve ser facilmente preenchido por qualquer outra área que demande trabalho do marketing, e passam pelo desenvolvimento dos modelos de comunicação para cada mídia.
Nada deve ser feito do zero. Serão sempre utilizados os modelos padronizados e aprovados pela área para os processos de ciclo de vida de cada meio de comunicação.
* O quê deve ser publicado, através de que meio e durante quanto tempo deverá ficar exposto?
* Quais os passos para a confecção, produção e exclusão dos meios?
Quando se tem regras e processos bem definidos, as negociações com as outras áreas ficam muito mais ágeis e fáceis. A existência de prazos e de modelos de solicitação de material é pública.
Da mesma forma, a equipe de operações do marketing já sabe de antemão tudo o que precisará ser feito, e como deve ser feito, para que as atividades sejam entregues adequadamente.
Dentro do quesito “processos” é importantíssimo que existam modelos pré-desenhados de cada tipo de material, para que a cada nova ação não seja necessário buscar o tempo da equipe de criação. A própria equipe de processos poderá, com pouco ou quase nenhum trabalho, customizar textos e imagens dentro dos templates e modelos existentes e, rapidamente, entregar as demandas.
Até aqui, o simples fato de existirem processos bem desenhados no marketing já garante, no mínimo, boas entregas aos setores demandantes. Porém, antes da produção existe a criação, que deve ser sempre muito bem pautada em informação e visão estratégica, para que se atinjam resultados positivos, ditos lucro.
Estratégia
Antes de partir para a criação, é fundamental que se conheça algumas particularidades do negócio com o qual se está trabalhando.
* Quem é o cliente, ou o decisor da compra dos produtos?
* Qual o perfil sócio-demográfico dos clientes?
* Qual o comportamento de compra desses clientes? Já foi mapeado?
* Que processos e meios podem ajudar a levar o produto certo ao cliente certo?
* Quais os melhores meios para se comunicar com esses clientes?
Para ajudar a responder e a construir a base de informações que mantenha o marketing sempre atualizado, principalmente com relação aos resultados e redirecionamento das ações conforme a leitura do comportamento dos clientes, é necessário um bom trabalho de DBM (database marketing), com boa visão estratégica.
O responsável pelo database marketing vai determinar o que deve ser ofertado para que tipo de cliente e através de que meio, além de garantir a construção e a utilização dos processos de vendas, uma vez que é quem detém as informações estratégicas.
A grande geradora de lucros, sem dúvida, hoje é a célula de database marketing.
Ela é conhecida como a área de Inteligência dentro das empresas, a responsável por gerar direcionamentos sólidos, pautados em dados reais, históricos e projetados, utilizando muita tecnologia e informações estatísticas.
A área de database marketing é uma mescla de marketing, tecnologia, matemática estatística, vendas, pesquisas de mercado e estratégia de negócios. Ou seja, possui visão ampla e profunda sobre os negócios da empresa.
Todavia, uma vez que mesmo a área de DBM se envolve nas questões operacionais, pode cair no mesmo problema da área de marketing… se torna insumo para as outras áreas que demandam informações estratégicas e passa a ter uma rotina apenas de extração de dados o tempo todo, falhando no desenvolvimento estratégico.
Lucro certo
O cenário ideal é que a área de DBM, ou de inteligência de mercado, seja terceirizada através de consultoria de marketing estratégico, evitando assim a imersão nas atividades diárias, podendo trabalhar efetivamente na construção de linhas estratégicas, no processo de vendas e na geração de lucros.
O marketing estratégico, visto e construído como deve ser.
Se sua empresa pensa em ter uma área de marketing capaz de gerar lucros, ao invés de apenas custos, comece pensando fora da caixa, ou fora da casa.
Url original: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/09/09/quanto-lucro-gera-a-sua-area-de-marketing/
Por: Stivy Malty Soares
O marketing de sua empresa deve gerar lucros, em vez de insumos para outras áreas. Pensando fora da caixa, a saída pode estar fora de casa.
Uma área de marketing bem montada - com os processos bem definidos, as responsabilidades estratégicas bem alocadas e as pessoas certas realizando as atividades conforme seu perfil - pode gerar resultados sensacionais. Obviamente, desde que não esteja sobrecarregada com atividades operacionais infindas.
Processos
O principal gerador de gargalos e que coloca qualquer área de marketing em cheque é justamente o desenho dos processos de comunicação, ou a falta deles.
Processos de marketing bem desenhados começam com um bom briefing, que deve ser facilmente preenchido por qualquer outra área que demande trabalho do marketing, e passam pelo desenvolvimento dos modelos de comunicação para cada mídia.
Nada deve ser feito do zero. Serão sempre utilizados os modelos padronizados e aprovados pela área para os processos de ciclo de vida de cada meio de comunicação.
* O quê deve ser publicado, através de que meio e durante quanto tempo deverá ficar exposto?
* Quais os passos para a confecção, produção e exclusão dos meios?
Quando se tem regras e processos bem definidos, as negociações com as outras áreas ficam muito mais ágeis e fáceis. A existência de prazos e de modelos de solicitação de material é pública.
Da mesma forma, a equipe de operações do marketing já sabe de antemão tudo o que precisará ser feito, e como deve ser feito, para que as atividades sejam entregues adequadamente.
Dentro do quesito “processos” é importantíssimo que existam modelos pré-desenhados de cada tipo de material, para que a cada nova ação não seja necessário buscar o tempo da equipe de criação. A própria equipe de processos poderá, com pouco ou quase nenhum trabalho, customizar textos e imagens dentro dos templates e modelos existentes e, rapidamente, entregar as demandas.
Até aqui, o simples fato de existirem processos bem desenhados no marketing já garante, no mínimo, boas entregas aos setores demandantes. Porém, antes da produção existe a criação, que deve ser sempre muito bem pautada em informação e visão estratégica, para que se atinjam resultados positivos, ditos lucro.
Estratégia
Antes de partir para a criação, é fundamental que se conheça algumas particularidades do negócio com o qual se está trabalhando.
* Quem é o cliente, ou o decisor da compra dos produtos?
* Qual o perfil sócio-demográfico dos clientes?
* Qual o comportamento de compra desses clientes? Já foi mapeado?
* Que processos e meios podem ajudar a levar o produto certo ao cliente certo?
* Quais os melhores meios para se comunicar com esses clientes?
Para ajudar a responder e a construir a base de informações que mantenha o marketing sempre atualizado, principalmente com relação aos resultados e redirecionamento das ações conforme a leitura do comportamento dos clientes, é necessário um bom trabalho de DBM (database marketing), com boa visão estratégica.
O responsável pelo database marketing vai determinar o que deve ser ofertado para que tipo de cliente e através de que meio, além de garantir a construção e a utilização dos processos de vendas, uma vez que é quem detém as informações estratégicas.
A grande geradora de lucros, sem dúvida, hoje é a célula de database marketing.
Ela é conhecida como a área de Inteligência dentro das empresas, a responsável por gerar direcionamentos sólidos, pautados em dados reais, históricos e projetados, utilizando muita tecnologia e informações estatísticas.
A área de database marketing é uma mescla de marketing, tecnologia, matemática estatística, vendas, pesquisas de mercado e estratégia de negócios. Ou seja, possui visão ampla e profunda sobre os negócios da empresa.
Todavia, uma vez que mesmo a área de DBM se envolve nas questões operacionais, pode cair no mesmo problema da área de marketing… se torna insumo para as outras áreas que demandam informações estratégicas e passa a ter uma rotina apenas de extração de dados o tempo todo, falhando no desenvolvimento estratégico.
Lucro certo
O cenário ideal é que a área de DBM, ou de inteligência de mercado, seja terceirizada através de consultoria de marketing estratégico, evitando assim a imersão nas atividades diárias, podendo trabalhar efetivamente na construção de linhas estratégicas, no processo de vendas e na geração de lucros.
O marketing estratégico, visto e construído como deve ser.
Se sua empresa pensa em ter uma área de marketing capaz de gerar lucros, ao invés de apenas custos, comece pensando fora da caixa, ou fora da casa.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Competitividade é Inovação
O que significa uma empresa ser competitiva? Tenho certeza que a maioria das respostas será: - Ter competitividade é produzir um produto ou serviço com a máxima qualidade a preços razoáveis.
Este é realmente o pensamento da maioria dos empresários que encontro no meu dia-a-dia dos mais variados setores da economia. A grande preocupação está centrada no produto ou serviço e nas formas de redução de custos para oferecer melhores preços, mantendo a qualidade no maior nível possível. Sem dúvida nenhuma está coreto este pensamento!
A grande questão que eu coloco é: com a globalização do mercado consumidor e as novas tecnologias de comunicação. Com o mercado cada vez mais aberto e a concorrência deixando de ser regionalizada e passando a um nível mais amplo. Até quando você conseguirá reduzir custos sem alterar a qualidade do seu produto ou serviço? Eis a questão!
A resposta que eu vejo está na INOVAÇÃO.
Inovar é preciso! Mas o que realmente significa inovar? Qualidade superior? Criar um programa de fidelidade? Programas de milhagem? Segurança nos processos de compra? Facilidade no uso do produto ou serviço?
Não!!!!!
Como diz Kotler, e faço minha as suas palavras: Essas estratégias de marketing já perderam sua força e passaram a ser o conjunto básico e obrigatório, sem as quais uma empresa nem sequer inicia a jogar no mercado.
Inovar é ousar! Fazer algo que os concorrentes não estão fazendo, e que o seu consumidor perceberá como valor agregado e que realmente fará a diferença no difícil mercado competitivo.
Fazer algo inovador, conquistar a preferência de um consumidor e fortalecer a sua imagem, principalmente em momento de crise e angustia que passamos, é entregar ao consumidor algo que ele realmente não espera, mas que gostaria que lhe fosse oferecido.
É colocar o foco no consumidor.
O que mais seu cliente gostaria de receber ao comprar o seu produto ou serviço? O melhor caminho seria perguntar a ele!
Procure identificar o que faria realmente diferença na percepção do seu cliente. O que ele encararia, realmente, como um valor a mais ao adquirir o seu produto ou serviço.
Difícil?
Não! Está na hora dos empresários passarem a ver suas empresas de fora para dentro, com olhos de consumidor e se for preciso pergunte a eles. Garanto que seus clientes ficarão muito satisfeitos em saber que sua empresa se preocupa com o que eles realmente pensam e desejam.
Eu posso citar aqui alguns exemplos de empresas visionárias que espero que sirvam de inspiração.
A HYUNDAY, no auge da crise financeira, se compromete a receber o seu carro de volta, caso o seu cliente perca o emprego, assim como a JET BLUE devolve o dinheiro da passagem de suas férias, caso você seja demitido.
A HARLEY DAVIDSON convoca, os entusiastas pela marca, a participar de reuniões para desenvolvimento de novos produtos.
A solução hoje é o Marketing Colaborativo. Desenvolver produtos e serviços com a participação dos seus consumidores e com aqueles que realmente são fieis à sua marca.
Pense bem nisso. Inove e depois reinvente e, inove novamente.
O que significa uma empresa ser competitiva? Tenho certeza que a maioria das respostas será: - Ter competitividade é produzir um produto ou serviço com a máxima qualidade a preços razoáveis.
Este é realmente o pensamento da maioria dos empresários que encontro no meu dia-a-dia dos mais variados setores da economia. A grande preocupação está centrada no produto ou serviço e nas formas de redução de custos para oferecer melhores preços, mantendo a qualidade no maior nível possível. Sem dúvida nenhuma está coreto este pensamento!
A grande questão que eu coloco é: com a globalização do mercado consumidor e as novas tecnologias de comunicação. Com o mercado cada vez mais aberto e a concorrência deixando de ser regionalizada e passando a um nível mais amplo. Até quando você conseguirá reduzir custos sem alterar a qualidade do seu produto ou serviço? Eis a questão!
A resposta que eu vejo está na INOVAÇÃO.
Inovar é preciso! Mas o que realmente significa inovar? Qualidade superior? Criar um programa de fidelidade? Programas de milhagem? Segurança nos processos de compra? Facilidade no uso do produto ou serviço?
Não!!!!!
Como diz Kotler, e faço minha as suas palavras: Essas estratégias de marketing já perderam sua força e passaram a ser o conjunto básico e obrigatório, sem as quais uma empresa nem sequer inicia a jogar no mercado.
Inovar é ousar! Fazer algo que os concorrentes não estão fazendo, e que o seu consumidor perceberá como valor agregado e que realmente fará a diferença no difícil mercado competitivo.
Fazer algo inovador, conquistar a preferência de um consumidor e fortalecer a sua imagem, principalmente em momento de crise e angustia que passamos, é entregar ao consumidor algo que ele realmente não espera, mas que gostaria que lhe fosse oferecido.
É colocar o foco no consumidor.
O que mais seu cliente gostaria de receber ao comprar o seu produto ou serviço? O melhor caminho seria perguntar a ele!
Procure identificar o que faria realmente diferença na percepção do seu cliente. O que ele encararia, realmente, como um valor a mais ao adquirir o seu produto ou serviço.
Difícil?
Não! Está na hora dos empresários passarem a ver suas empresas de fora para dentro, com olhos de consumidor e se for preciso pergunte a eles. Garanto que seus clientes ficarão muito satisfeitos em saber que sua empresa se preocupa com o que eles realmente pensam e desejam.
Eu posso citar aqui alguns exemplos de empresas visionárias que espero que sirvam de inspiração.
A HYUNDAY, no auge da crise financeira, se compromete a receber o seu carro de volta, caso o seu cliente perca o emprego, assim como a JET BLUE devolve o dinheiro da passagem de suas férias, caso você seja demitido.
A HARLEY DAVIDSON convoca, os entusiastas pela marca, a participar de reuniões para desenvolvimento de novos produtos.
A solução hoje é o Marketing Colaborativo. Desenvolver produtos e serviços com a participação dos seus consumidores e com aqueles que realmente são fieis à sua marca.
Pense bem nisso. Inove e depois reinvente e, inove novamente.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Hardware, Software e “Humanware”!
http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=16&canallocal=48&canalsub2=155&id=2581&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter
"Uma instituição é como uma canção; não é formada por sons individuais, mas pelas relações entre eles." ( Peter Drucker)
Sabedoras de que a maior commodity do século XXI é o conhecimento, as empresas devem investir “pesado”, não somente em equipamentos (hardware) e procedimentos (software), mas também em pessoas (“humanware”), uma vez que todos eles são consideradas pilares para quaisquer empresas, e possuem o poder tanto de alavancar como de arruinar empresas.
Equipamentos e procedimentos não terão êxito algum se não bem comandados e executados por profissionais competentes; deste modo, são as pessoas que irão garantir a competitividade, a sobrevivência e a solidez da empresa frente à acirrada competitividade.
Em decorrência do exposto, quando se faz um investimento financeiro em equipamentos, deve-se lembrar que os profissionais que compõem o quadro da empresa e que irão trabalhar diretamente com tais equipamentos, devem ser capacitados para exercer sua função com eficiência e eficácia. Caso essa importante providência não seja seguida, o valor investido no equipamento “escoará” por entre os “dedos das mãos da empresa”, levando-a a um caos.
Nessas circunstâncias, os processos de ensino/aprendizagem deixam de ser de responsabilidade somente das Instituições de Ensino e passam a ser preocupação constante também das empresas onde estas, por sua vez, implantam e implementam a cultura da aprendizagem organizacional. É dessa forma que as empresas contribuem para que as informações se transformem em conhecimentos e assim sirvam para agregar valor ao produto e/ou serviço, adquirindo competitividade, despontando enfim a empresa na frente perante o mercado.
Nesse mesmo sentido, preocupar-se com o desenvolvimento das pessoas envolvidas no processo organizacional, significa preocupar-se com a própria empresa.
A análise do conjunto acima descrito leva-nos a pensar e crer que procedimentos, estratégias, planejamentos e outros, só alcançarão sucesso quando aliados com as ações das pessoas. Do mesmo modo, é preciso que haja interesse, capacitação, preparação, motivação, muito envolvimento, comprometimento, responsabilidade, bem como muita vontade de fazer acontecer, para que tudo ocorra de forma a garantir qualidade, eficiência e eficácia.
Ante o exposto, convém dizer que, procedimentos, estratégias e planejamentos não devem ficar bonitos somente no papel, mas, devem “sair do papel”, garantindo sua beleza já antes concebida. Para que isto ocorra é fundamental que as pessoas envolvidas em todo o processo, que além de serem detentoras do saber, construam relacionamentos, somem habilidades, talentos e conhecimentos, garantindo então o alcance das metas e objetivos sonhados.
Nesse ponto, vale destacar que as pessoas devem ser consideradas um dos maiores patrimônios que a empresa possui; logo, deve-se não somente saber selecioná-las, mas saber recrutá-las, lotá-las, inserindo-as nos departamentos certos, mantendo-as e capacitando-as de forma contínua a exercerem as suas funções, tendo a sabedoria de saber retê-las dentro da empresa, procurando atender às suas reais necessidades, anseios e expectativas. Esta preocupação deve ser uma constante, pois ela é de importância decisiva no mundo dos negócios, uma vez que a empresa está nas “mãos” das pessoas que ali exercem as suas funções.
Nessa linha de raciocínio, além da empresa valorizar o profissional, estabelecendo políticas que implementem e ampliem a estabilidade, segurança, benefícios, salários compatíveis, é preciso proporcionar e estabelecer a relação “ganha-ganha”, conciliando objetivos organizacionais com objetivos dos profissionais ali envolvidos, bem como tendo a preocupação de proporcionar a motivação para todos os colaboradores a partir de desafios, em busca do desenvolvimento das competências dos colaboradores, constituindo-se esta a melhor saída para um modelo de gestão participativa, orientado para o auto-desenvolvimento e desenvolvimento em prol do alcance dos resultados.
À vista do exposto, torna-se vital sensibilizar a todos da empresa quanto à importância de proporcionar e contribuir com um ambiente saudável da mesma, mantendo uma postura flexiva diante dos fatos. É desejável saber relacionar com o grupo, saber gerenciar conflitos, sensibilizando todos quanto à importância da educação no nosso dia-a-dia, do saber ouvir atentamente o outro sem impaciência, do espírito de equipe, do compartilhamento, da importância da humanização, evitando-se fazer julgamentos prévios. É ainda prudente que se tenha uma política de descentralização, de delegação de tarefas, da busca constante por adquirir conhecimentos. Por fim, não se deve também negligenciar a importância, não somente em estabelecer uma boa comunicação, mas também tendo a sabedoria de gerenciar riscos, sabendo enfrentar quaisquer desafios em prol do alinhamento das expectativas e do alcance dos resultados.
http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=16&canallocal=48&canalsub2=155&id=2581&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter
"Uma instituição é como uma canção; não é formada por sons individuais, mas pelas relações entre eles." ( Peter Drucker)
Sabedoras de que a maior commodity do século XXI é o conhecimento, as empresas devem investir “pesado”, não somente em equipamentos (hardware) e procedimentos (software), mas também em pessoas (“humanware”), uma vez que todos eles são consideradas pilares para quaisquer empresas, e possuem o poder tanto de alavancar como de arruinar empresas.
Equipamentos e procedimentos não terão êxito algum se não bem comandados e executados por profissionais competentes; deste modo, são as pessoas que irão garantir a competitividade, a sobrevivência e a solidez da empresa frente à acirrada competitividade.
Em decorrência do exposto, quando se faz um investimento financeiro em equipamentos, deve-se lembrar que os profissionais que compõem o quadro da empresa e que irão trabalhar diretamente com tais equipamentos, devem ser capacitados para exercer sua função com eficiência e eficácia. Caso essa importante providência não seja seguida, o valor investido no equipamento “escoará” por entre os “dedos das mãos da empresa”, levando-a a um caos.
Nessas circunstâncias, os processos de ensino/aprendizagem deixam de ser de responsabilidade somente das Instituições de Ensino e passam a ser preocupação constante também das empresas onde estas, por sua vez, implantam e implementam a cultura da aprendizagem organizacional. É dessa forma que as empresas contribuem para que as informações se transformem em conhecimentos e assim sirvam para agregar valor ao produto e/ou serviço, adquirindo competitividade, despontando enfim a empresa na frente perante o mercado.
Nesse mesmo sentido, preocupar-se com o desenvolvimento das pessoas envolvidas no processo organizacional, significa preocupar-se com a própria empresa.
A análise do conjunto acima descrito leva-nos a pensar e crer que procedimentos, estratégias, planejamentos e outros, só alcançarão sucesso quando aliados com as ações das pessoas. Do mesmo modo, é preciso que haja interesse, capacitação, preparação, motivação, muito envolvimento, comprometimento, responsabilidade, bem como muita vontade de fazer acontecer, para que tudo ocorra de forma a garantir qualidade, eficiência e eficácia.
Ante o exposto, convém dizer que, procedimentos, estratégias e planejamentos não devem ficar bonitos somente no papel, mas, devem “sair do papel”, garantindo sua beleza já antes concebida. Para que isto ocorra é fundamental que as pessoas envolvidas em todo o processo, que além de serem detentoras do saber, construam relacionamentos, somem habilidades, talentos e conhecimentos, garantindo então o alcance das metas e objetivos sonhados.
Nesse ponto, vale destacar que as pessoas devem ser consideradas um dos maiores patrimônios que a empresa possui; logo, deve-se não somente saber selecioná-las, mas saber recrutá-las, lotá-las, inserindo-as nos departamentos certos, mantendo-as e capacitando-as de forma contínua a exercerem as suas funções, tendo a sabedoria de saber retê-las dentro da empresa, procurando atender às suas reais necessidades, anseios e expectativas. Esta preocupação deve ser uma constante, pois ela é de importância decisiva no mundo dos negócios, uma vez que a empresa está nas “mãos” das pessoas que ali exercem as suas funções.
Nessa linha de raciocínio, além da empresa valorizar o profissional, estabelecendo políticas que implementem e ampliem a estabilidade, segurança, benefícios, salários compatíveis, é preciso proporcionar e estabelecer a relação “ganha-ganha”, conciliando objetivos organizacionais com objetivos dos profissionais ali envolvidos, bem como tendo a preocupação de proporcionar a motivação para todos os colaboradores a partir de desafios, em busca do desenvolvimento das competências dos colaboradores, constituindo-se esta a melhor saída para um modelo de gestão participativa, orientado para o auto-desenvolvimento e desenvolvimento em prol do alcance dos resultados.
À vista do exposto, torna-se vital sensibilizar a todos da empresa quanto à importância de proporcionar e contribuir com um ambiente saudável da mesma, mantendo uma postura flexiva diante dos fatos. É desejável saber relacionar com o grupo, saber gerenciar conflitos, sensibilizando todos quanto à importância da educação no nosso dia-a-dia, do saber ouvir atentamente o outro sem impaciência, do espírito de equipe, do compartilhamento, da importância da humanização, evitando-se fazer julgamentos prévios. É ainda prudente que se tenha uma política de descentralização, de delegação de tarefas, da busca constante por adquirir conhecimentos. Por fim, não se deve também negligenciar a importância, não somente em estabelecer uma boa comunicação, mas também tendo a sabedoria de gerenciar riscos, sabendo enfrentar quaisquer desafios em prol do alinhamento das expectativas e do alcance dos resultados.
sábado, 15 de agosto de 2009
As questões que matam a inovação nas empresas
http://cio.uol.com.br/gestao/2009/08/12/as-questoes-que-matam-a-inovacao-nas-empresas)
Especialista afirma que a burocracia necessária para tirar um plano de tecnologia do papel desestimula os colaboradores a sugerir iniciativas inovadoras e que poderiam solucionar grandes problemas corporativos
O excesso de padrões para o desenvolvimento de soluções, a intolerância ao erro e o excesso de ferramentas voltadas à segurança da informação são os principais fatores que atrapalham as iniciativas de inovação na área de tecnologia. A opinião é do diretor da unidade brasileira de pesquisa, desenvolvimento e inovação da consultoria Altran, Adriano Lima, o qual aposta que só daqui a uns dois anos os profissionais brasileiros devem começar a dar a atenção devida à postura inovadora nas corporações.
Segundo Lima, o excesso de processos necessários para que um plano de TI saia do papel desestimula qualquer colaborador a sugerir mudanças na estrutura atual da companhia ou a criar sistemas que resolveriam grandes problemas corporativos. “Além disso, se o funcionário não tem sucesso no desenvolvimento de um projeto, é penalizado”, diz ele, que complementa: “E não há postura mais desestimulante do que essa”.
O especialista afirma também que os CIOs precisam encontrar um ponto de equilíbrio entre seus mecanismos de segurança e a utilização de ferramentas necessárias para a o desenvolvimento de ações inovadoras. “O gestor que encontrar o meio-termo entre bloquear acessos e manter-se seguro terá muito sucesso”, afirma o consultor.
Para ele, a chave para tal dilema pode estar na liberação gradativa dos usuários para que desenvolvam a criatividade. “É preciso que a TI arrisque mais, deixe funcionários de outras áreas opinarem e criarem soluções de teste", alerta o especialista. Ele aconselha ainda que uma parte do orçamento de tecnologia seja destinado a projetos inovadores em caráter de teste, ou seja, que podem dar certo, ou não.
http://cio.uol.com.br/gestao/2009/08/12/as-questoes-que-matam-a-inovacao-nas-empresas)
Especialista afirma que a burocracia necessária para tirar um plano de tecnologia do papel desestimula os colaboradores a sugerir iniciativas inovadoras e que poderiam solucionar grandes problemas corporativos
O excesso de padrões para o desenvolvimento de soluções, a intolerância ao erro e o excesso de ferramentas voltadas à segurança da informação são os principais fatores que atrapalham as iniciativas de inovação na área de tecnologia. A opinião é do diretor da unidade brasileira de pesquisa, desenvolvimento e inovação da consultoria Altran, Adriano Lima, o qual aposta que só daqui a uns dois anos os profissionais brasileiros devem começar a dar a atenção devida à postura inovadora nas corporações.
Segundo Lima, o excesso de processos necessários para que um plano de TI saia do papel desestimula qualquer colaborador a sugerir mudanças na estrutura atual da companhia ou a criar sistemas que resolveriam grandes problemas corporativos. “Além disso, se o funcionário não tem sucesso no desenvolvimento de um projeto, é penalizado”, diz ele, que complementa: “E não há postura mais desestimulante do que essa”.
O especialista afirma também que os CIOs precisam encontrar um ponto de equilíbrio entre seus mecanismos de segurança e a utilização de ferramentas necessárias para a o desenvolvimento de ações inovadoras. “O gestor que encontrar o meio-termo entre bloquear acessos e manter-se seguro terá muito sucesso”, afirma o consultor.
Para ele, a chave para tal dilema pode estar na liberação gradativa dos usuários para que desenvolvam a criatividade. “É preciso que a TI arrisque mais, deixe funcionários de outras áreas opinarem e criarem soluções de teste", alerta o especialista. Ele aconselha ainda que uma parte do orçamento de tecnologia seja destinado a projetos inovadores em caráter de teste, ou seja, que podem dar certo, ou não.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Cuide de Você
http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=6&canallocal=53&canalsub2=177&id=2565&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter
Recebi um e-mail da aluna Janete, onde ela foi assistir a uma exposição no SESC Pompéia – “Cuide de Você”, que traz interpretações textuais, traduções da carta em braile, código morse, estenografia, código de barras e outras linguagens escritas e verbais, além de retratos de cantoras e atrizes atuando, e filmes que registram interpretações-perfomance de uma carta de rompimento que a Sophie Calle recebeu e não soube respondê-la.
Quantos de nós já não passamos por esta situação na vida.
A vida tem a ver com escolhas, sempre haverá escolhas, nós somos a soma das nossas escolhas. E a maioria delas não é feita por nós.
Você não pode escolher quando vai nascer, não pode escolher a família em que vai nascer, nem mesmo quem vai amar, mas você pode escolher viver melhor e como vai amar!
Você pode ter vários defeitos, viver ansioso e ficar irritado com o sistema, com o governo, com os amigos, mas não esqueça de que a sua vida é a maior empresa do mundo. E que você tem a escolha de evitar que ela entrem na estatística do Sebrae e vá à falência.
Cuide de você, tenha um estilo de vida mais saudável e seja feliz. Escrevi um artigo com algumas dicas de sucesso para a vida e para o amor.
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. A maior parte das doenças resulta de um estilo de vida inapropriado e de vários fatores, tais como tabaco, depressão, álcool, colesterol, hipertensão, diabetes, obesidade e sedentarismo.
Nada pior do que viver sem vida própria, sem luz, sem estímulo e sem felicidade no seu casamento, com o namorado, no trabalho, na escola e com os amigos. Passa-se a viver a vida de outros. Charles Chaplin arguia “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios e das tempestades, ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É agradecer, acordar e escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste ou alegre, posso reclamar sobre a minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
A escolha é sua, cuide de você!
Email do rompimento, motivo da exposição "Cuide de você!":
Há algum tempo venho querendo lhe escrever e responder ao seu último e-mail. Ao mesmo tempo, me pareceria melhor conversar com você e dizer o que tenho a dizer de viva voz. Mas pelo menos será por escrito.
Como você pôde ver, não tenho estado bem ultimamente. É como se não me reconhecesse na minha própria existência. Uma espécie de angústia terrível, contra a qual não posso fazer grande coisa, senão seguir adiante para tentar superá-la, como sempre fiz. Quando nos conhecemos, você impôs uma condição: não ser a “quarta”. Eu mantive o meu compromisso: há meses deixei de ver as “outras”, não achando obviamente um meio de vê-las, sem fazer de você uma delas.
Achei que isso bastasse; achei que amar você e o seu amor seriam suficientes para que a angústia que me faz sempre querer buscar outros horizontes e me impede de ser tranquilo e, sem dúvida, de ser simplesmente feliz e “generoso”, se aquietasse com o seu contato e na certeza de que o amor que você tem por mim foi o mais benéfico para mim, o mais benéfico que jamais tive, você sabe disso. Achei que a escrita seria um remédio, que meu “desassossego” se dissolveria nela para encontrar você.
Mas não. Estou pior ainda; não tenho condições sequer de lhe explicar o estado em que me encontro. Então, esta semana, comecei a procurar as “outras”. E sei bem o que isso significa para mim e em que tipo de ciclo estou entrando. Jamais menti para você e não é agora que vou começar.
Houve uma outra regra que você impôs no início de nossa história: no dia em que deixássemos de ser amantes, seria inconcebível para você me ver novamente. Você sabe que essa imposição me parece desastrosa, injusta (já que você ainda vê B., R.,…) e compreensível (obviamente…); com isso, jamais poderia me tornar seu amigo.
Mas hoje, você pode avaliar a importância da minha decisão, uma vez que estou disposto a me curvar diante da sua vontade, pois deixar de ver você e de falar com você, de apreender o seu olhar sobre as coisas e os seres e a doçura com a qual você me trata são coisas das quais sentirei uma saudade infinita. Aconteça o que acontecer, saiba que nunca deixarei de amar você da maneira que sempre amei desde que nos conhecemos, e esse amor se estenderá em mim e, tenho certeza, jamais morrerá.
Mas hoje, seria a pior das farsas manter uma situação que você sabe tão bem quanto eu ter se tornado irremediável, mesmo com todo o amor que sentimos um pelo outro. E é justamente esse amor que me obriga a ser honesto com você mais uma vez, como última prova do que houve entre nós e que permanecerá único.
Gostaria que as coisas tivessem tomado um rumo diferente.
Cuide de você.
http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=6&canallocal=53&canalsub2=177&id=2565&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter
Recebi um e-mail da aluna Janete, onde ela foi assistir a uma exposição no SESC Pompéia – “Cuide de Você”, que traz interpretações textuais, traduções da carta em braile, código morse, estenografia, código de barras e outras linguagens escritas e verbais, além de retratos de cantoras e atrizes atuando, e filmes que registram interpretações-perfomance de uma carta de rompimento que a Sophie Calle recebeu e não soube respondê-la.
Quantos de nós já não passamos por esta situação na vida.
A vida tem a ver com escolhas, sempre haverá escolhas, nós somos a soma das nossas escolhas. E a maioria delas não é feita por nós.
Você não pode escolher quando vai nascer, não pode escolher a família em que vai nascer, nem mesmo quem vai amar, mas você pode escolher viver melhor e como vai amar!
Você pode ter vários defeitos, viver ansioso e ficar irritado com o sistema, com o governo, com os amigos, mas não esqueça de que a sua vida é a maior empresa do mundo. E que você tem a escolha de evitar que ela entrem na estatística do Sebrae e vá à falência.
Cuide de você, tenha um estilo de vida mais saudável e seja feliz. Escrevi um artigo com algumas dicas de sucesso para a vida e para o amor.
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. A maior parte das doenças resulta de um estilo de vida inapropriado e de vários fatores, tais como tabaco, depressão, álcool, colesterol, hipertensão, diabetes, obesidade e sedentarismo.
Nada pior do que viver sem vida própria, sem luz, sem estímulo e sem felicidade no seu casamento, com o namorado, no trabalho, na escola e com os amigos. Passa-se a viver a vida de outros. Charles Chaplin arguia “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios e das tempestades, ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É agradecer, acordar e escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste ou alegre, posso reclamar sobre a minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
A escolha é sua, cuide de você!
Email do rompimento, motivo da exposição "Cuide de você!":
Há algum tempo venho querendo lhe escrever e responder ao seu último e-mail. Ao mesmo tempo, me pareceria melhor conversar com você e dizer o que tenho a dizer de viva voz. Mas pelo menos será por escrito.
Como você pôde ver, não tenho estado bem ultimamente. É como se não me reconhecesse na minha própria existência. Uma espécie de angústia terrível, contra a qual não posso fazer grande coisa, senão seguir adiante para tentar superá-la, como sempre fiz. Quando nos conhecemos, você impôs uma condição: não ser a “quarta”. Eu mantive o meu compromisso: há meses deixei de ver as “outras”, não achando obviamente um meio de vê-las, sem fazer de você uma delas.
Achei que isso bastasse; achei que amar você e o seu amor seriam suficientes para que a angústia que me faz sempre querer buscar outros horizontes e me impede de ser tranquilo e, sem dúvida, de ser simplesmente feliz e “generoso”, se aquietasse com o seu contato e na certeza de que o amor que você tem por mim foi o mais benéfico para mim, o mais benéfico que jamais tive, você sabe disso. Achei que a escrita seria um remédio, que meu “desassossego” se dissolveria nela para encontrar você.
Mas não. Estou pior ainda; não tenho condições sequer de lhe explicar o estado em que me encontro. Então, esta semana, comecei a procurar as “outras”. E sei bem o que isso significa para mim e em que tipo de ciclo estou entrando. Jamais menti para você e não é agora que vou começar.
Houve uma outra regra que você impôs no início de nossa história: no dia em que deixássemos de ser amantes, seria inconcebível para você me ver novamente. Você sabe que essa imposição me parece desastrosa, injusta (já que você ainda vê B., R.,…) e compreensível (obviamente…); com isso, jamais poderia me tornar seu amigo.
Mas hoje, você pode avaliar a importância da minha decisão, uma vez que estou disposto a me curvar diante da sua vontade, pois deixar de ver você e de falar com você, de apreender o seu olhar sobre as coisas e os seres e a doçura com a qual você me trata são coisas das quais sentirei uma saudade infinita. Aconteça o que acontecer, saiba que nunca deixarei de amar você da maneira que sempre amei desde que nos conhecemos, e esse amor se estenderá em mim e, tenho certeza, jamais morrerá.
Mas hoje, seria a pior das farsas manter uma situação que você sabe tão bem quanto eu ter se tornado irremediável, mesmo com todo o amor que sentimos um pelo outro. E é justamente esse amor que me obriga a ser honesto com você mais uma vez, como última prova do que houve entre nós e que permanecerá único.
Gostaria que as coisas tivessem tomado um rumo diferente.
Cuide de você.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Diante da incerteza
http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=10&canallocal=31&canalsub2=101&id=2553&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter
Qualquer pessoa que se dedique a estudar Economia, Administração ou se envolva com a prática de negócios terá que lidar com a incerteza. Alias, é graças a ela que existem Economia e Administração como ciências e, a ela se deve grande parte do mérito dos empreendedores em todos os tempos – o mérito de assumir o risco diante da incerteza.
Todos nós, consultores e pesquisadores de negócios, temos nos referido a esta época que estamos vivendo, entre outras denominações, como a Era da Incerteza.
Uma economia globalizada exporta com extrema velocidade e agressividade um problema local, ampliando suas repercussões a ponto de impactar os negócios de todo o planeta.
Gestão da crise e do risco são, hoje, matérias obrigatórias para continuarmos obtendo êxito no universo dos negócios. O planejamento sempre tão preconizado como instrumento primordial deixa de ser uma escolha para tornar-se pré-requisito para o sucesso.
Ainda assim, ouvimos pessoas dizendo “para que planejar, se em um mundo de incertezas tudo vai mudar?”
Exatamente por isso. A informação é o único elemento que reduz a incerteza. E o conhecimento, a única ferramenta capaz de transformá-la em matéria-prima para a estratégia. Não planejamos para adivinhar o futuro, planejamos para criar o futuro e para estarmos preparados para enfrentar sua face desconhecida. Planejar consiste em considerar o maior número de cenários e variáveis pertinentes frente à incerteza.
As incertezas são inevitáveis, mas uma grande parte dos seus danos podem e devem ser minorados e evitados pelo planejamento. Considere os seguintes pontos cruciais:
* Caixa é fundamental para toda e qualquer empresa. Uma má gestão de caixa quebra qualquer negócio, mesmo os muito lucrativos. Em tempos de crise e incerteza a importância do caixa aumenta exponencialmente. Fique de olho na liquidez.
* Diante de momentos de crise e incerteza seja realista, mas conserve otimismo, até porque pessimismo e medo são paralisantes e agravam o quadro.
* Considere rever e adaptar suas metas e estratégias de venda em momentos de maior incerteza e instabilidade econômica. Seu objetivo é a saúde do seu negócio e não cumprir o que foi estabelecido na convenção ou reunião de vendas: reavalie com os pés no chão.
* Diante de momentos de instabilidade e retração econômica, seus concorrentes tendem a recuar exageradamente, pisar com demasiada força no freio e cortar investimentos confundindo-os com custos (veja o artigo do Cícero Penha), agindo assim eles comprometem os resultados futuros. Utilize melhor a Inteligência competitiva e não cometa os mesmos erros.
* Utilize informações estratégicas e conhecimento relevante para vencer incertezas. Sempre que você vence uma crise, sai do processo fortalecido, revitalizado e mais preparado que nunca para os novos desafios.
* Incertezas e crises são enfrentadas com inteligência e liderança, não subestime nenhum dos dois itens.
* Tempos de instabilidade e incerteza testam duramente os melhores administradores e as melhores empresas. Cabe ao gestor a capacidade de apresentar os riscos com clareza e realismo e, simultaneamente, deixar muito claro onde residem as certezas e esperanças que marcarão a vitória.
Vença a incerteza antes que ela destrua o seu negócio. Utilize com excelência a informação e o conhecimento para, de maneira planejada, comunicar a realidade e cativar todos os seus colaboradores para o esforço-extra necessário para vencer momentos de instabilidade. Devemos sempre cultivar a certeza da vitória e a consciência do tamanho do desafio.
Quem falha em planejar, está planejando falhar!
Não improvise! Nenhuma competência é fruto da improvisação, mas do trabalho e da disciplina.
Reflita sobre a proposta deste artigo e a do artigo do meu querido amigo Cícero Penha – Vice Presidente do Grupo Algar, ambos foram escritos com o carinho de quem quer ver o seu sucesso brilhar em toda a sua intensidade.
Cícero acaba de lançar seu livro “Atitude é Querer”, sem dúvida uma obra indispensável para todos os que se dedicam à compreensão do motor das realizações: nossas atitudes.
http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=10&canallocal=31&canalsub2=101&id=2553&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter
Qualquer pessoa que se dedique a estudar Economia, Administração ou se envolva com a prática de negócios terá que lidar com a incerteza. Alias, é graças a ela que existem Economia e Administração como ciências e, a ela se deve grande parte do mérito dos empreendedores em todos os tempos – o mérito de assumir o risco diante da incerteza.
Todos nós, consultores e pesquisadores de negócios, temos nos referido a esta época que estamos vivendo, entre outras denominações, como a Era da Incerteza.
Uma economia globalizada exporta com extrema velocidade e agressividade um problema local, ampliando suas repercussões a ponto de impactar os negócios de todo o planeta.
Gestão da crise e do risco são, hoje, matérias obrigatórias para continuarmos obtendo êxito no universo dos negócios. O planejamento sempre tão preconizado como instrumento primordial deixa de ser uma escolha para tornar-se pré-requisito para o sucesso.
Ainda assim, ouvimos pessoas dizendo “para que planejar, se em um mundo de incertezas tudo vai mudar?”
Exatamente por isso. A informação é o único elemento que reduz a incerteza. E o conhecimento, a única ferramenta capaz de transformá-la em matéria-prima para a estratégia. Não planejamos para adivinhar o futuro, planejamos para criar o futuro e para estarmos preparados para enfrentar sua face desconhecida. Planejar consiste em considerar o maior número de cenários e variáveis pertinentes frente à incerteza.
As incertezas são inevitáveis, mas uma grande parte dos seus danos podem e devem ser minorados e evitados pelo planejamento. Considere os seguintes pontos cruciais:
* Caixa é fundamental para toda e qualquer empresa. Uma má gestão de caixa quebra qualquer negócio, mesmo os muito lucrativos. Em tempos de crise e incerteza a importância do caixa aumenta exponencialmente. Fique de olho na liquidez.
* Diante de momentos de crise e incerteza seja realista, mas conserve otimismo, até porque pessimismo e medo são paralisantes e agravam o quadro.
* Considere rever e adaptar suas metas e estratégias de venda em momentos de maior incerteza e instabilidade econômica. Seu objetivo é a saúde do seu negócio e não cumprir o que foi estabelecido na convenção ou reunião de vendas: reavalie com os pés no chão.
* Diante de momentos de instabilidade e retração econômica, seus concorrentes tendem a recuar exageradamente, pisar com demasiada força no freio e cortar investimentos confundindo-os com custos (veja o artigo do Cícero Penha), agindo assim eles comprometem os resultados futuros. Utilize melhor a Inteligência competitiva e não cometa os mesmos erros.
* Utilize informações estratégicas e conhecimento relevante para vencer incertezas. Sempre que você vence uma crise, sai do processo fortalecido, revitalizado e mais preparado que nunca para os novos desafios.
* Incertezas e crises são enfrentadas com inteligência e liderança, não subestime nenhum dos dois itens.
* Tempos de instabilidade e incerteza testam duramente os melhores administradores e as melhores empresas. Cabe ao gestor a capacidade de apresentar os riscos com clareza e realismo e, simultaneamente, deixar muito claro onde residem as certezas e esperanças que marcarão a vitória.
Vença a incerteza antes que ela destrua o seu negócio. Utilize com excelência a informação e o conhecimento para, de maneira planejada, comunicar a realidade e cativar todos os seus colaboradores para o esforço-extra necessário para vencer momentos de instabilidade. Devemos sempre cultivar a certeza da vitória e a consciência do tamanho do desafio.
Quem falha em planejar, está planejando falhar!
Não improvise! Nenhuma competência é fruto da improvisação, mas do trabalho e da disciplina.
Reflita sobre a proposta deste artigo e a do artigo do meu querido amigo Cícero Penha – Vice Presidente do Grupo Algar, ambos foram escritos com o carinho de quem quer ver o seu sucesso brilhar em toda a sua intensidade.
Cícero acaba de lançar seu livro “Atitude é Querer”, sem dúvida uma obra indispensável para todos os que se dedicam à compreensão do motor das realizações: nossas atitudes.
Toda Pessoa é uma Verdadeira Caixinha de Surpresas
http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=6&canallocal=27&canalsub2=86&id=2555&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter
Recebi certo dia um e-mail de um amigo palestrante e consultor Dr. Eduardo Maróstica, sobre Lobos Internos.
Na internet tem a mesma historinha que você pode encontrar em dezenas de textos de auto-ajuda e com certeza, você já teve o prazer de ler, trata-se de:
Lobos internos (Autor desconhecido)
Um velho Avô disse ao seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo, que lhe havia feito uma injustiça:
"Deixe-me contar-lhe uma história."
Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio daqueles que aprontaram tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram.
Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo.
É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra.
Lutei muitas vezes contra estes sentimentos..."
E ele continuou: "É como se existissem dois lobos dentro de mim.
Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender.
Ele só lutará quando for certo fazer isto. E da maneira correta.
Mas, o outro lobo, ah! Este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira!
Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo.
Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes.
É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma!
Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito".
O garoto olhou intensamente nos olhos de seu Avô e perguntou:
"Qual deles vence, Vovô?"
O Avô sorriu e respondeu baixinho:
"Aquele que eu alimento mais freqüentemente".
Cada um de nós temos também dois lobos, um deles se chama Amor e outro Orgulho.
O orgulho e o amor nunca darão fores no mesmo jardim, o amor facilita a caminhada, o orgulho impede, o amor estende a mão e orgulho não abre a mão.
O amor liberta. O orgulho guarda mágoas, perdoar alivia tanto os sentimentos de culpa e os de mágoas.
Dentro de mim existem dois lobos: um deles é cruel e mau, o outro é passivo e muito bom. E os dois estão sempre brigando...
Toda pessoa é uma verdadeira caixinha de surpresas. Nela vivem os sentimentos da alegria, raiva, medo, tristeza e amor.
No momento certo, na hora certa, estes sentimentos são colocados a prova. Ninguém é tão calmo, tão bondoso, tão amável e tão agitado.
Tenha muito cuidado com eles e aprenda a lidar com suas emoções (com os dois lobos) e se livre dos pensamentos negativos.
As pessoas vivem cada vez mais reclamando da vida, dos seus problemas e do governo. Contudo, acham a vida difícil. Aprendi que temos que mudar a nossa forma de pensar e agir, todo o nosso conceito de vida tem sido falso, há uma necessidade de mudar o nosso pensamento, devemos fazer algo para devolver o verdadeiro sentindo da vida, devemos ajudar as pessoas a serem felizes, a reafirmarem suas crenças e seus valores.
Viva o momento presente, o passado já se foi o futuro ainda existe... O aqui e a agora é a única realidade.
http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=6&canallocal=27&canalsub2=86&id=2555&utm_source=NewsSemanal&utm_medium=E-mail&utm_campaign=Newsletter
Recebi certo dia um e-mail de um amigo palestrante e consultor Dr. Eduardo Maróstica, sobre Lobos Internos.
Na internet tem a mesma historinha que você pode encontrar em dezenas de textos de auto-ajuda e com certeza, você já teve o prazer de ler, trata-se de:
Lobos internos (Autor desconhecido)
Um velho Avô disse ao seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo, que lhe havia feito uma injustiça:
"Deixe-me contar-lhe uma história."
Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio daqueles que aprontaram tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram.
Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo.
É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra.
Lutei muitas vezes contra estes sentimentos..."
E ele continuou: "É como se existissem dois lobos dentro de mim.
Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender.
Ele só lutará quando for certo fazer isto. E da maneira correta.
Mas, o outro lobo, ah! Este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira!
Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo.
Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes.
É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma!
Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito".
O garoto olhou intensamente nos olhos de seu Avô e perguntou:
"Qual deles vence, Vovô?"
O Avô sorriu e respondeu baixinho:
"Aquele que eu alimento mais freqüentemente".
Cada um de nós temos também dois lobos, um deles se chama Amor e outro Orgulho.
O orgulho e o amor nunca darão fores no mesmo jardim, o amor facilita a caminhada, o orgulho impede, o amor estende a mão e orgulho não abre a mão.
O amor liberta. O orgulho guarda mágoas, perdoar alivia tanto os sentimentos de culpa e os de mágoas.
Dentro de mim existem dois lobos: um deles é cruel e mau, o outro é passivo e muito bom. E os dois estão sempre brigando...
Toda pessoa é uma verdadeira caixinha de surpresas. Nela vivem os sentimentos da alegria, raiva, medo, tristeza e amor.
No momento certo, na hora certa, estes sentimentos são colocados a prova. Ninguém é tão calmo, tão bondoso, tão amável e tão agitado.
Tenha muito cuidado com eles e aprenda a lidar com suas emoções (com os dois lobos) e se livre dos pensamentos negativos.
As pessoas vivem cada vez mais reclamando da vida, dos seus problemas e do governo. Contudo, acham a vida difícil. Aprendi que temos que mudar a nossa forma de pensar e agir, todo o nosso conceito de vida tem sido falso, há uma necessidade de mudar o nosso pensamento, devemos fazer algo para devolver o verdadeiro sentindo da vida, devemos ajudar as pessoas a serem felizes, a reafirmarem suas crenças e seus valores.
Viva o momento presente, o passado já se foi o futuro ainda existe... O aqui e a agora é a única realidade.
Assinar:
Postagens (Atom)